Pai de Neymar depõe na CPI da Máfia do Futebol

À frente da NR Sports, Neymar Santos diz que não existem problemas fiscais relacionados ao craque da Seleção Brasileira

por Encontro Digital 18/05/2016 11:22

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Divulgação
Neymar Santos (esq.), pai do craque Neymar, depôs na CPI da Máfia do Futebol, na Câmara: "O que há é falta de entendimento", diz, sobre as acusações de fraude fiscal (foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Divulgação)
Denúncias fiscais envolvendo o jogador de futebol Neymar dominaram o debate de terça-feira, dia 17 de maio, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia do Futebol na Câmara dos Deputados. A comissão ouviu o empresário Neymar da Silva Santos, pai do jogador e responsável pela gestão da carreira do filho por meio da empresa NR Sports.

Os dois são investigados sobre supostas irregularidades fiscais no Brasil e na Espanha, onde está sediado o clube Barcelona, onde Neymar joga atualmente.

Na audiência da CPI, os deputados Silvio Torres (PSDB-SP) e Arnaldo Jordy (PPS-PA) pediram detalhes dos cerca de R$ 190 milhões do jogador bloqueados pela justiça brasileira, por suposta sonegação de impostos entre 2011 e 2013, quando Neymar ainda jogava no Santos.

O pai do jogador garante que pagou os tributos corretamente e atribui o problema a mudanças de interpretação nos critérios de cobrança da Receita Federal. "Eu acredito que a multa que estavam me cobrando é como se o que eu tributei como pessoa jurídica tinha que ser tributado como pessoa física. Primeiramente, o Fisco desconsidera o que eu paguei como pessoa jurídica e imputa tudo isso na pessoa física Neymar Junior. Se analisar o que a Receita está cobrando da gente naquele tempo, nós pagamos mais do que a Receita pediu. O que há é falta de entendimento", diz Neymar Santos.

O empresário fez um histórico dos contratos do filho desde que chegou ao Santos, aos 12 anos de idade, em 2002, até deixar o clube paulista, em 2013, rumo ao Barcelona. A transação entre os clubes paulista e catalão é investigada na Espanha por suposta evasão fiscal.

Falsidade ideológica

Neymar da Silva Santos rebateu acusações de falsidade ideológica por suposta falsificação de contratos. Ele ressalta que todas as receitas de sua empresa são tributadas no Brasil e se queixa de falta de entendimento das autoridades quanto às diferenças entre direito de arena e direito de imagem do atleta. O direito de arena é vinculado ao contrato do atleta para que sua imagem não seja usada sem autorização prévia e é ligado ao local de trabalho, ou seja, o campo de futebol. Já o direito de imagem é personalíssimo e passível de cessão ao clube.

O pai do jogador explica que, pela precocidade de Neymar, a "imagem" dele "nasceu" antes de sua profissionalização. "O Neymar não poderia ter contrato de trabalho, não poderia ter empresa nem vínculo empregatício. O único modo que o clube [Santos] tinha era adquirir a imagem desse atleta. De que forma? Quem eram os representantes legais dele? Pai e mãe. 'Então, pai e mãe, vocês abrem uma empresa que a gente quer os direitos da imagem desse garoto'. E com a saída do Neymar, em 2013, nós recuperamos a imagem em 100%. O Barcelona possui 0% da imagem do Neymar", afirma o empresário.

(com Agência Câmara)

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