General diz que poderemos ter uma guerra entre Otan e Rússia em 2017

O militar inglês aposentado explica que o conflito começará com invasão dos países bálticos

por João Paulo Martins 20/05/2016 16:17

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Wikimedia/Reprodução
O general inglês aposentado Richard Shirreff, em entrevista à rádio BBC, diz que a Rússia deve invadir os países bálticos e que a Otan precisa reagir o quanto antes (foto: Wikimedia/Reprodução)
Existe risco de uma guerra, até nuclear, entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte, ou Otan (formada por 28 países, incluindo toda a América do Norte e parte da Europa), e a Rússia, para daqui a um ano, caso não sejam ampliadas as capacidades de defesa das nações localizadas no mar Báltico. Essa informação foi dada pelo general inglês aposentado Richard Shirreff, que participou do Comando Supremo Aliado da Otan na Europa, entre 2011 e 2014, em entrevista à rádio britânica BBC Radio 4.

Segundo Shirreff, um ataque contra a Estônia, a Lituânia e a Letônia, que fazem parte da Otan, é uma possibilidade real, que deveria levar o ocidente a tomar medidas urgentes para evitar uma "potencial catástrofe". O general é autor de um livro de ficção intitulado 2017: Guerra Contra a Rússia e, na entrevista à rádio, deixou claro que, apesar de ter criado um romance, muitos eventos descritos na obra são "totalmente plausíveis".

"O fato assustador é que a Rússia vincula seu pensamento e potencial nucleares a cada apector de sua defesa e, com isso, teríamos uma guerra nuclear", comenta Richard Shirreff.

O militar explica que é preciso entender o presidente Vladimir Putin por seus atos, e não por suas palavras. "Ele invadiu a Geórgia, a Crimeia e a Ucrânia. Ele usou a força e conseguiu. Num período de tensão, um ataque aos países bálticos é totalmente plausível", revela o general inglês.

Como se sabe, os países membros da Otan devem seguir o que diz o Artigo 5º do tratado original da organização, ou seja, precisam agir imediatamente para proteger qualquer nação membro que venha a sofrer uma ameaça externa.

De acordo com Shirreff, o presidente Putin poderia ser persuadido a invadir a região do mar Báltico devido à "ideia" de que a Otan estaria fraca (teoria que pode ter levado à intervenção na Crimeia), e também como forma de proteção das minorias russas que vivem na Estônia, na Lituânia e na Letônia.

O general aposentado lembra que a Otan vem incrementando suas defesas nesses países europeus, mas, para ele, ainda é preciso "aumentar as barreiras ao máximo, contra qualquer agressor, para que se diga que não vale a pena o risco". "Diria que as barreiras não estão suficientemente 'altas' no momento", completa Sir Richard Shirreff.

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