Brasileiro cria modelo de carro elétrico com apenas 1,25 m de largura

O veículo tem dimensões e peso menores do que qualquer outro modelo no mercado e atende aos mais exigentes requisitos de segurança

por Encontro Digital 25/05/2016 08:54

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Poli/USP/Divulgação
O mini veículo elétrico projetado por um doutorando da USP tem apenas 1,25 m de largura. Com isso, dois dele, lado a lado, ocupariam o espaço de apenas um carro comum numa rua (foto: Poli/USP/Divulgação)
Apesar de não ser a solução final para o problema do trânsito, mudanças no transporte individual motorizado são alternativas para diminuir o problema. Como a quantidade e a largura das ruas e avenidas não podem ser aumentados indefinidamente, diminuir o tamanho dos veículos é uma saída.

Com esta proposta, o engenheiro Anderson de Lima, doutorando da Escola Politécnica da USP, desenvolveu o projeto estrutural em 3D de um carro elétrico, cujas dimensões e peso são menores do que qualquer veículo existente no mercado e que atende aos mais exigentes requisitos de segurança veicular.

Com apenas 1,25 m de largura, 2,60 m de comprimento e 1,65 m de altura, o carro é tão compacto que, em uma rua padrão, ocuparia metade do espaço, ou até menos, de um veículo compacto pequeno. Daria, portanto, para dois dele transitarem lado a lado num espaço que seria ocupado por um carro comum. Seu peso também é reduzido, apenas 500 kg, mas isso não implica em perda de segurança.

"O projeto conseguiu atender aos requisitos estabelecidos pela ONU, algo que nem mesmo veículos vendidos no Brasil são obrigados a cumprir", destaca o orientador da pesquisa, o professor Marcílio Alves, do departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da USP.

Segundo Anderson Lima, a pesquisa foi centrada nos estudos estruturais e biomecânicos. "Isso era necessário porque testes internacionais mostram que em uma colisão, a uma velocidade de 56 km/h, a segurança seria crítica em um veículo tão compacto", explica o professor. Como o carro foi projetado para viagens curtas (locomoção até o trabalho, para levar filhos à escola, fazer compras etc.), o doutorando realizou simulações computacionais de impacto frontal, considerando a velocidade de 56 km/h. "Também foram analisadosos requisitos estruturais e biomecânicos de proteção dos ocupantes em caso de colisões laterais, traseiras e de capotamento", acrescenta o estudante.

Ao final dos testes, como mostra Anderson Lima, o carro elétrico supercompacto conseguiu cumprir os rigorosos requisitos de segurança veicular estabelecidos pelas Nações Unidas para os casos de impacto frontal, lateral e traseiro, e ainda assim manter o peso do veículo em 500 kg, considerando as baterias. Em razão do peso, o veículo poderia ser considerado um quadriciclo, ou seja, não precisaria atender, necessariamente, aos requisitos de segurança dos ocupantes. "Provamos que é possível ter um carro leve que atenda as mais abrangentes normas internacionais", ressalta o estudante da USP.

(com Agência USP)

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