Ave raríssima é avistada em Minas Gerais após 75 anos

A rolinha-do-planalto foi vista pela última vez em 1941

por Encontro Digital 07/06/2016 14:49

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Rafael Bessa/SAVE Brasil/Divulgação
A raríssima rolinha-do-planalto voltou a ser avistada após 75 anos por um ornitólogo em Minas Gerais (foto: Rafael Bessa/SAVE Brasil/Divulgação)
Um grupo de pesquisadores, com o apoio do Observatório de Aves do Instituto Butantan e da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil), anunciou recentemente a redescoberta de uma das aves mais raras do mundo. Conhecida como rolinha-do-planalto, a Columbina cyanopis está criticamente ameaçada de extinção. O último registro comprovado da espécie antes da redescoberta aconteceu há 75 anos, em 1941.

A rolinha-do-planalto, espécie exclusiva do Brasil, está ameaçada principalmente pela destruição do cerrado brasileiro, seu habitat. Até o momento, os ornitólogos encontraram apenas 12 indivíduos da espécie. "Nossa preocupação agora é a conservação da ave. Estamos estudando diversas linhas de atuação no desenho deste plano. A principal delas é garantir que a região onde a espécie foi detectada seja transformada em uma área de conservação, o que beneficiaria não apenas a rolinha-do-planalto, mas também outras espécies ameaçadas que ocorrem na área", explica o ornitólogo Rafael Bessa, responsável pelo avistamento da espécie numa região de cerrado em Minas Gerais.

As principais características da ave são olhos azuis claros e manchas azuis escuras nas asas, que se destacam da plumagem predominantemente castanho-avermelhada. "É uma ave linda e extremamente rara. Redescobrir uma espécie exclusiva do Brasil praticamente desconhecida e tão emblemática é um feito científico extraordinário. É um acontecimento que está sendo muito celebrado, já que alguns especialistas cogitavam que a espécie poderia estar extinta. Conhecer melhor a biodiversidade brasileira é o primeiro passo para garantirmos sua conservação", afirma Luciano Lima, do Instituto Butantan.

Assim que avistou a ave, em junho de 2015, o ornitólogo Rafael Bessa estabeleceu contato com o Observatório de Aves do Instituto Butantan. Com o apoio do instituto e da SAVE Brasil, foram iniciados os estudos sobre a espécie, com a participação de cinco pesquisadores.

(com Instituto Butantan)

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