Ficar à toa pode ser sinal de inteligência, diz estudo americano

Pessoas com QI elevado seriam menos ativas, pois dedicariam o tempo livre a pensamentos mais complexos

por João Paulo Martins 21/11/2016 11:23

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(foto: Pixabay)
Se você é daquelas pessoas que preferem ficar deitadas no sofá, pensando, ao invés de fazer exercícios físicos, saiba que isso pode ser sinal de inteligência. Ao menos é o que aponta um estudo que relaciona a preguiça a níveis elevados de QI (Quoeficiente de Inteligência). A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade da Costa do Golfo da Flórida, nos Estados Unidos, e foi publicada no periódico científico Journal of Health Psychology, em agosto deste ano.

Segundo o polêmico estudo, se você passa muito tempo com o olhar vago, não estaria apenas deixando de praticar exercícios, mas sim, demonstrando sua inteligência. Os cientistas descobriram que pessoas com QI elevado tendem a ficar facilmente entediadas. Com isso, acabam preferindo passar mais tempo pensando, apesar de parecer que são preguiçosas.

Por outro lado, pessoas muito ativas se ocupariam de atividades físicas constantes para evitar níveis mais elevados de pensamentos. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores avaliaram dezenas de estudantes para descobrir quais teriam maior tendência a serem pensativos e quais evitariam um maior "desgaste" mental. Por fim, chegou-se a dois grupos: um com 30 "pensadores" e outro com 30 "não-pensadores". Eles foram acompanhados durante uma semana e utilizaram um dispositivo que rastreava os exercícios físicos.

Como mostra o resultado da pesquisa, o grupo dos que "pensavam mais" se manteve menos ativo de segunda a sexta, enquanto os que "não pensavam tanto" realizaram muito mais atividade física nesse mesmo período. Curiosamente, não houve diferença entre os grupos durante o final de semana. Os cientistas não chegaram a uma explicação para o que levou os "pensadores" e os "não-pensadores" a terem a mesma atividade no sábado e no domingo. Eles acreditam que é preciso um estudo mais aprofundado para avaliar essa questão.

Se você está feliz por se considerar um pensador e evitar a prática de exercícios, "em prol da inteligência", saiba que a inatividade não é recomendada pelos pesquisadores americanos. "Atualmente, um fator importante está ajudando os indivíduos 'pensativos' a combaterem o sedentarismo: a consciência. Ou seja, eles têm consciência de que possuem a tendência de serem menos ativos, além de terem noção dos riscos do sedentarismo. Pessoas que 'pensam muito', então, preferem incluir mais atividades no dia a dia", diz Todd McElroy, professor da Universidade da Costa do Golfo da Flórida e líder do estudo, no artigo de divulgação da pesquisa.

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