Telescópio faz fotografia de todo o universo visível

O Pan-Starrs gastou quatro anos para compor uma imagem que, se fosse impressa, teria nada menos que 2,4 km de extensão

por João Paulo Martins 11/01/2017 11:08

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Danny Farrow/Pan-STARRS1 Science Consortium and Max Planck Institute for Extraterrestrial Physics/Divulgação
O telescópio Pan-Starrs 1 (detalhe), instalado no Havaí, gastou quatro anos para fazer 500 mil imagens, que foram unificadas para formar a maior fotografia do universo visível (foto: Danny Farrow/Pan-STARRS1 Science Consortium and Max Planck Institute for Extraterrestrial Physics/Divulgação)
O telescópio Pan-Starrs 1, instalado no monte Halealakala, vulcão inativo que fica em Mauí, no Havaí (EUA), conseguiu fazer a maior imagem já registrada do universo visível. Na verdade, trata-se de uma montagem com 500 mil fotografias que foram tiradas ao longo de quatro anos. O equipamento, administrado pelo Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, começou a operar em 2010 e possui duas lentes de 1,8 m de diâmetro. Além disso, ele é equipado com uma supercâmera, capaz de gravar nada menos que 1,4 bilhão de pixels por imagem, o que equivale a uma resolução inacreditável de 1,4 Gigapixel – uma câmera fotográfica profissional costuma ter, em média, 20 Megapixel.

A fantástica fotografia panorâmica do universo visível foi divulgada no final de dezembro de 2016. Ela é tão grande que, se fosse impressa, ocuparia uma área de 2,4 km, o que demandaria uma caminhada de meia hora para se ir de um extremo ao outro da imagem. Claro que uma fotografia dessa magnitude necessita de muito espaço no HD do computador. Somente para gerar o panorama do céu noturno, o Pan-Starrs precisou de nada menos que 2 PB (petabytes) para armazenar as 500 mil fotos. Isso equivale ao espaço ocupado por um milhão de selfies – vale dizer que 1 PB é o mesmo que mil terabytes ou um milhão de gigabytes.

Muitos podem estranhar o formato da foto do universo visível, já que ela deveria ser esférica como a Terra. Mas, os cientistas preferiram divulgar a imagem plana, como tradicionalmente fazemos com nosso mapa mundi. No panorama do universo, o que chama a atenção é o disco amarelado formado pela Via Láctea, repleto de poeira estelar. O restante da imagem é formada por bilhões de estrelas e galáxias menos luminosas.

"O sistema de varredura do Pan-Starrs 1 permite que qualquer pessoa acesse milhões de imagens e use o banco de dados e os catálogos contendo medições precisas de bilhões de estrelas e galáxias. Ele tem feito descobertas importantes, de objetos próximos da Terra e do Cinturão de Kuiper, no Sistema Solar, a planetas solitários em meio às estrelas. Ele já mapeou a poeira estelar em três dimensões em nossa galáxia e encontrou novos berçários de estrelas", diz o cientista Ken Chambers, diretor do observatório Pan-Starrs, em comunicado enviado à imprensa.

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