Romário perde 10 kg em 45 dias após cirurgia polêmica

O ex-atleta e atual senador realizou a interposição ileal para combater o diabetes tipo 2

por João Paulo Martins 11/01/2017 12:40

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Instagram/romariofaria/Reprodução
O ex-jogador da Seleção Brasileira Romário, atual senador, fez a polêmica cirurgia de interposição ileal e já perdeu 10 kg em apenas 45 dias (foto: Instagram/romariofaria/Reprodução)
Quem viu o ex-jogador Romário, atual senador do PSB pelo estado do Rio de Janeiro, participando e vencendo o Desafio das Estrelas de Futvôlei, entre os dias 7 e 8 de janeiro, percebeu que o eterno "Baixinho" estava bem mais magro. Isso porque, em 45 dias, ele perdeu 10 kg após se submeter à cirurgia de interposição ileal, que, além de levar á perda de peso, supostamente ajuda a combater o diabetes do tipo 2. A prática ainda é considerada experimental por endocrinologistas, ainda mais se o paciente tem IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo de 35, como é o caso do Romário, que mede 1,69 m e estava pesando quase 80 kg antes da cirurgia, ou seja, tinha um IMC de 28.

"Minha [sic] diabetes chegou a 400, então, eu decidi fazer essa cirurgia com o doutor Ludovico. Perdi uns 10 kg. Estava com quase 80 e, hoje, estou com 70", diz o ex-craque da Seleção Brasileira em entrevista ao programa Globo Esporte, da Rede Globo. O "Baixinho" decidiu fazer a interposição ileal com o médico Áureo Ludovico de Paula, de Goiás, que é conhecido por ser responsável pelos primeiros estudos sobre o procedimento no mundo e ser um dos defensores do suposto benefício da cirurgia para o controle do diabetes tipo 2. O especialista goiano também realizou o procedimento no apresentador Fausto Silva.

A interposição ileal parece com a cirurgia bariátrica, mas, além de promover a redução do estômago do paciente, é feita a transposição do íleo, que fica no final do intestino delgado, para o duodeno. Com isso, de acordo com o endocrinologista Áureo Ludovico, os alimentos que saem do estômago induzem o íleo transplantado a produzir o hormônio GLP-1. Esta substância faz com que o pâncreas secrete mais insulina, o que, consequentemente, ajuda a controlar a quantidade de glicose no sangue.

Porém, nem todos os médicos acreditam na eficácia do procedimento. O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução 1.942, de 2010, deixa claro que os procedimentos para tratamento de sobrepeso, quando considerados novos, devem ser analisados pela Câmara Técnica sobre Cirurgia Bariátrica para Tratamento de Obesidade Mórbida do CFM antes de serem utilizados pelos médicos brasileiros.

Em entrevista para o jornal Extra, do Rio de Janeiro, a endocrinologista Anna Gabriela Fuks alerta que a interposição ileal pode gerar efeitos colaterais graves, incluindo a não absorção de nutrientes. "O Romário vai ter que tomar complexos vitamínicos para o resto da vida. Também terá que fazer exames com regularidade para monitorar os nutrientes e a glicose", comenta a especialista.

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