A arte multifacetada

Pintora mineira trabalha com vários estilos e influências. A artista é o retrato de que a obra não tem dia e nem época certa para nascer

por Fernanda Nazaré 12/12/2013 11:37

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Geraldo Goulart
A artista plástica Marita Dinelli junto com seu quadro que representa a paixão de Cristo: difícil se desapegar das obras (foto: Geraldo Goulart)
As altas notas nas classes de educação artística, ainda na infância, já eram um indício que o talento de Marita Maria Luiza Dinelli não pararia por aí. De personalidade forte, a descendente de italianos mostra com paixão a sua inquietude em criar novas obras, sejam elas em forma de esculturas ou em telas. “O artista tem que fazer tudo que der vontade. A inspiração aparece do nada, como a vontade de comer um doce”, conta.

Definir seu estilo é uma tarefa que poucos se arriscariam. Marita se dedica à arte desde a década de 1960, em paralelo com seus trabalhos sociais e o ofício de funcionária pública. Os vários trabalhos da artista foram documentados em um livro lançado em 2011, O Mundo Mágico de Marita Dinelli. Na época, foram contabilizadas cerca de 700 obras, quase todas de seu acervo pessoal.

Foram vários cursos de pintura a óleo com professores renomados como Inimá de Paula, Frederico Bracher Jr e Selma Wasshima. Além das aulas livres na Escola Guinard, ela também aprendeu técnicas de cerâmica com Ana Quirino, Erly Fantini e Nícia Braga.

Imagens sacras, feições e flores predominam no trabalho de Marita. Em esculturas, os santos ganham vida e semelhança ao estilo do barroco mineiro. Nas telas, em cada toque do pincel com tinta pode se ver referência de grandes pintores. Girassóis ao estilo de Vincent van Gogh, folhagens com um “quê” de Iara Tupinambá e, assim, vai-se reconhecendo a influência dos estudos da artista e dos grandes mestres.

O vasto número de obras de Marita ainda continua como um tesouro guardado das galerias de obras dos artistas mineiros. Apenas alguns amigos e parentes conseguiram um exemplar. Para ela, é difícil se desapegar, é como a mãe que não se separa de um filho. O seu grande sonho é um dia expor permanentemente todo o seu acervo.

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