Completando 116 anos, Belo Horizonte ganha livro sobre sua história

Discussão sobre o pioneirismo da fundação e até atentado contra presidente da república estão presentes na obra, que retrata vários fatos curiosos da capital mineira

por Marcelo Fraga 12/12/2013 15:14

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Divulgação
Segundo Rabêlo, para realizar o livro, foi preciso uma pesquisa que gerou cerca de 3 kg de documentos (foto: Divulgação)
O jornalista e escritor José Maria Rabêlo aproveita o aniversário de Beagá para lançar o livro Belo Horizonte do Arraial à Metrópole, que retrata a trajetória da capital mineira desde os tempos de Curral Del Rey. Segundo o autor, a publicação registra três séculos de história, apesar de a cidade completar 116 anos em 2013. "A Belo Horizonte que conhecemos começou a nascer no começo do século XVIII. Este é ponto de partida do livro", diz José Maria Rabêlo.

A obra, que tem 360 páginas, é dividida em duas partes: História Geral e Capítulos Temáticos. A primeira é uma narrativa cronológica, que trata dos fatos mais marcantes da história da capital. Já a segunda, faz uma análise mais profunda desses fatos, apresentando os elementos que os compõe, como personagens, praças, igrejas e monumentos. Rabêlo conta que, para escrever o livro, foram necessários oito anos de pesquisa: "Nesse tempo tive contato com cerca de 2 mil jornais e revistas. Além disso, pesquisei em todos os museus da cidade e em outros locais como Rio de Janeiro, São João del Rey, Ouro Preto, e até em Portugal”.

O livro traz muitas curiosidades e esclarece alguns equívocos da história de Belo Horizonte. Segundo José Maria Rabêlo, até mesmo o historiador Abílio Barreto, responsável pela primeira publicação sobre a cidade, se equivocou ao atribuir a fundação da capital a João Leite da Silva Ortiz, e não a Francisco Homem Del Rey.  Outro fato curioso retratado no livro do jornalista mineiro é a localização da primeira usina hidrelétrica da cidade. Ela ficava onde hoje é o bairro Granja de Freitas, região leste da capital. A extinta usina forneceu energia para iluminar Belo Horizonte no dia 12 de dezembro de 1897, data de sua inauguração.

Além dos fatos que dizem respeito a lugares e pessoas vinculadas à cidade, o livro de José Maria Rabêlo também mostra acontecimentos nacionais que se passaram em BH. Um deles diz respeito ao período que antecede a Ditadura Militar e a chegada dos militares ao poder. "Havia aqui um plano para assassinar o presidente João Goulart, que viria discursar no dia 21 de abril de 1964. O atentado só não se concretizou porque o golpe ocorreu três semanas antes", explica.

Seguindo a ideia de George Santayana – pseudônimo do poeta e filósofo espanhol Jorge Ruiz de Santayana y Borrás –, que diz que "Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo", o escritor José Maria Rabêlo espera que sua publicação sirva para que as novas gerações conheçam e entendam a história da capital mineira. "Costuma-se dizer que nossa cidade não tem história, por ser muito jovem. Isso é um grande engano". E completa: "Espero que nosso esforço para tornar a cidade mais conhecida faça aumentar o amor por ela".

Últimas notícias

Comentários