Conversamos com a dupla sertaneja João Bosco e Vinícius

Os músicos vêm a BH para lançar seu novo disco, e falam sobre o público mineiro e sobre o rótulo 'música sertaneja', do qual foram precursores

por João Paulo Martins 21/06/2014 09:29

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Danilo Marques/Divulgação
A dupla João Bosco e Vinícius se apresenta em BH na próxima semana e fala à Encontro sobre o novo disco (foto: Danilo Marques/Divulgação)
Desde que surgiram na cena musical brasileira em 1993, ao participar do Festival da Canção, na cidade de Coxim, no Mato Grosso do Sul, a dupla sertaneja João Bosco e Vinícius já soma mais de 2 milhões de cópias vendidas. Do primeiro CD, lançado em 2002 (Acústico no Bar), ao mais atual, deste ano, Indescritível (que dá nome ao show que os dois trazem a BH), os cantores emplacaram vários sucessos, como Falando Sério e Chora, me Liga.

Com tantas músicas entre as mais tocadas nas rádios brasileiras, não é à toa que João Bosco e Vinícius participaram de três edições da premiação Grammy Latino, sendo que, em 2011, ganharam como mehor álbum sertanejo. Como precursosres e um dos  ícones da chamada "música sertaneja universitária", ao lado de nomes como Jorge e Mateus e Fernando e Sorocaba, eles se mostram avessos a esse rótulo. Consideram que sua música não é nada mais do que o puro sertanejo: "Ficamos preocupados com o rótulo que deram para a música sertaneja universitária", diz João Bosco.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que realizamos com a dupla, que já extrapolou as fronteiras do país, fazendo shows principalmente na Europa, em Madri, Londres, Lisboa e Porto. Em Belo Horizonte, os músicos devem apresentar as músicas do novo álbum, Indescritível, que demorou três anos para ser produzido, mas que chega com sucessos como Girassol e Sorte é Ter Você.

Encontro - O novo CD, Indescritível, demorou quase 3 anos para chegar às lojas. A que se deve essa demora?
João Bosco e Vinícius - Levamos um tempo maior para terminar esse projeto. Nos dedicamos quase dois anos para escolher o repertório e não nos preocupamos em saber se era música romântica, ou a chamada 'chiclete'. A ideia era passar o melhor para nossos fãs, ou seja, criar um repertório que gostaríamos de apresentar e que eles também quisesem ouvir. Trabalhamos sem pressão, para lançar o disco realmente convencidos de que teríamos um bom repertório na mão. Todas as músicas foram escolhidas e gravadas como se fossem de trabalho. O objetivo era sair de algo 'industrial' para um disco mais artesanal, feito com calma e sem pressão para ser lançado.

Mesmo enquano o CD estava sendo produzido, vocês emplacaram músicas que sairiam nele, como Girassol, Eu Vou Morrer de Amor e, mais recentemente, A Sorte é Ter Você. O sucesso antecipado ajuda na vendagem de um novo álbum?
Acreditamos que sim. As músicas foram trabalhadas em shows e rádios, antes, e tiveram clipe de divulgação. Também fomos lançando como 'singles'. Todas estariam no disco novo e isso acaba gerando uma curiosidade para ouvir o restante do repertório.

O que vocês acham da recepção do público mineiro? É diferente?
Não digo que é diferente, mas somos sempre muito bem recebidos em Minas, seja na capital ou nas outras cidades por onde passamos. Estamos muito felizes em voltar.

Vocês vão se apresentar numa casa exclusivamente para música sertaneja. Podemos dizer que existe uma tendência de se ter cada vez mais esse tipo de estabelecimento nas grandes cidades?
A Wood's, hoje, é uma referência em todo o Brasil. Em todas as unidades, a casa recebe muito bem os músicos e agrega o bem estar das pessoas com gente bonita e música boa. Acredito que seja, sim, uma tendência esse tipo de lugar.

Como vocês lidam com a separação que muita gente faz entre o sertanejo de raiz e o universitário?
Nosso estilo é o sertanejo. O rótulo de 'universitário' nos foi dado porque éramos estudantes de faculdade, na época em que estouramos. Além disso, nosso público também era universitário, já que eram nossos colegas. Os primeiros contratos que fechamos foram com grêmios estudantis, para cantar em festas da universidade. Não nos incomodamos com o rótulo de percussores da música sertaneja universitária. Faz parte da nossa história, mas não tem nada a ver com a nossa musicalidade. Só ficamos preocupados com o rótulo que deram à música sertaneja universitária. Muita coisa do que surge de ruim, hoje em dia, eles creditam a esse estilo. Eu prefiro classificar o sertanejo universitário como CHX [Chitãozinho e Xororó]. Eles se classificaram assim, quando lançaram o DVD de 40 anos, numa espécie de nova geração.

Assista ao clipe da nova música de trabalho, Sorte é Ter Você, que faz parte do novo CD da dupla:

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