Zezé di Camargo e Luciano voltam a BH

A dupla sertaneja desembarca na capital mineira para apresentação no dia 17 de dezembro, e fala com exclusividade à Encontro sobre a carreira de sucesso e, claro, o show na Wood's

por João Paulo Martins 02/12/2014 18:15

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Divulgação/D.A Press
A dupla Zezé di Camargo e Luciano fazem mais um show em Belo Horizonte, e, pela primeira vez, na boate Wood's (foto: Divulgação/D.A Press)
Há 23 anos a dupla Mirosmar José de Camargo e Welson David de Camargo emplacam sucessos da música sertaneja no Brasil e no mundo. Não é à toa que os dois, que são mais conhecidos como Zezé di Camargo e Luciano, respectivamente, venceram três prêmios Grammy Latino – uma espécie de Oscar da música –, em 2003, 2004 e 2011, e foram indicados a Melhor Álbum de Música Romântica em 2007.

Nascidos em Capela do Rio do Peixe, distrito de Pirenópolis, no estado de Goiás, os dois cantores já tiveram sua história de vida exibida nos cinemas com o filme 2 Filhos de Francisco, de 2005, dirigido por Breno Silveira, e que trouxe o ator Ângelo Antônio como Francisco Camargo, o responsável por levar os filhos para a carreira musical – para se ter uma ideia, aos três anos, Zezé ganhou do pai uma gaita. Na adolescência, Mirosmar chegou a formar uma dupla com seu irmão Camarguinho e se apresentavam em circos e rodoviárias no estado de Goiás.

Com a música correndo solta na veia, a dupla Zezé di Camargo e Luciano já acumula mais de 36 milhões de cópias de discos vendidas e chegam a realizar, em média, 140 shows por ano. De 1991, com o sucesso É o Amor, que levou à impresisonante marca de 1 milhão de cópias vendidas na estreia dos músicos, até o mais recente álbum, Teorias de Raul, de 2014, os herdeiros de Francisco emplacaram sucessos arrebatadores como Pior é Te Perder, A Ferro e Fogo, Como um Anjo, Sonho de Amor e Pra Não Pensar em Você.

Em outubro de 2011, em Curitiba, a dupla chegou a ter um desentendimento nos camarins, o que gerou um boato de que estariam desfazendo a parceria após 20 anos de trajetória. Ainda mais quando Luciano disse, durante o mesmo show no Teatro Guaíra, que cumpriria apenas os compromissos firmados até o final daquele ano. Porém, logo depois, a assessoria dos cantores desmentiu o fato. E eles continuam fazendo sucesso como irmãos, e, principalmente, como bons músicos.

Os dois desembarcam em Belo Horizonte em dezembro, no dia 17, para se apresentarem pela primeira vez na boate Wood's, e falam com exclusividade à Encontro sobre a carreira e o que os fãs podem esperar do show.

Encontro – Vocês estão há 23 anos na estrada, acumulando inúmeros prêmios. Qual o segredo para se manter nas paradas de sucesso, já que, hoje, o mercado está repleto de novas duplas?
Zezé di Camargo – Não tem segredo. É o trabalho árduo de uma grande equipe por trás da gente, um bom planejamento e, claro, as fãs, que sem elas nada seria possível.

Aliás, muitas duplas acabam se separando, e os cantores seguem carreira solo. É difícil manter a parceria musical por tanto tempo? Por serem irmãos, podemos dizer que fica um pouco mais fácil?
Luciano – É um casamento. Por sermos irmãos, é mais fácil, claro. Mas, somos humanos, e pensamos diferentes.

Paulo de Araújo/CB/D.A Press
Sobre o chamado 'sertanejo universitário', Zezé di Camargo é enfático: "Não gosto do rótulo 'universitário'. O que todos fazem é sertanejo, e ponto" (foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press)


Vocês acham que ainda existe espaço para a música sertaneja de raiz?
Zezé di Camargo – Não existe diferença entre o sertanejo que fazemos e o dito "sertanejo universitário". Eles apenas regravaram músicas de sucesso com um "pit" (levada mais rápida). Exemplo disso é Como um Anjo, sucesso nosso de 1994, e Você Vai Ver. São músicas que ainda estão na cabeça das pessoas, mas que estouram, agora, nas vozes de artistas do chamado sertanejo universitário, como César Menotti e Fabiano. Eu sou favorável aos trabalhos inéditos. A não ser que você faça o que a gente fez há três anos com o disco Double Face. Mas, se os novos artistas regravam nossos sucessos, não tem nada demais. Não gosto do rótulo "universitário". O que todos fazem é sertanejo, e ponto. Pra quê rótulos? Por que rexistem duplas com 20 anos de carreira, como João Bosco e Vinícius, outras com 10 anos, como João Neto e Frederico, que são nossos amigos, e que estão na estrada há muito tempo e fazem um belíssimo trabalho. Eles cantam sertanejo.

Com a popularização da internet, principalmente das redes sociais e de sites de streaming de vídeo, ficou mais fácil emplacar uma música? Por exemplo, o sucesso Ai se Eu te Pego, do Michel Teló, que se tornou internacional?
Luciano – As redes sociais ajudam muito. Sem dúvidas, elas impulsionam o artista para o mundo inteiro.

A dupla Zezé di Camargo & Luciano já fez diversos shows em BH, inclusive em festa particular. Apresentar-se na capital mineira é diferente? A cidade é mais sertaneja, como a terra natal de vocês?
Zezé di Camargo – Minas é um estado que amamos. Temos o título de cidadãos mineiros. Cada cidade possui uma energia diferente, e em Belo Horizonte, sem dúvida, é especial.

O show na Wood’s será em homenagem aos 23 anos de carreira, certo?. O quê o público pode esperar da apresentação?
Luciano – O público pode esperar um repertório cheio de surpresas, além de um show tecnológico e inusitado. Vamos apresentar o repertório do novo CD e as canções que marcaram nossa carreira.

Como foi selecionar apenas 25 músicas para o show, dentre centenas de sucessos que vocês acumulam na carreira?
Zezé di Camarrgo – É bem difícil (risos). Mas, fizemos uma mesclagem com hits que marcaram a nossa carreira.

O filme 2 Filhos de Francisco foi um sucesso de bilheteria no Brasil. Como foi assistir à própria história na telona?
Luciano – Emocionante. 2 Filhos de Francisco, sem dúvidas, se assemelha à história de muitos brasileiros. É a história dos filhos de Francisco, dos filhos do Brasil.

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