Carnaval da tradição marca a cidade de Bonfim

A simulação da batalha entre mouros e cristãos, que acontece há quase 200 anos, colore a pequena cidade e emociona o público

por Geordan Junio - Especial para Encontro 16/02/2015 09:17

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Geordan Junio/Encontro
Os cavaleiros com trajes típicos e máscaras simulam a batalha entre mouros e cristãos que marcou a invasão muçulmana que durou quase 800 anos na península ibérica (foto: Geordan Junio/Encontro)
Tradicionalmente festejado há 175 anos, o Carnaval a Cavalo de Bonfim foi introduzido na cidade por padre Chiquinho, que tinha como ideal transformar a guerra entre mouros e cristãos, ocorrida com a invasão da península ibérica pelos muçulmanos do ano 711 a 1492, em uma festa de cunho religioso.

O Carnaval a Cavalo é a maior festa da cidade, que fica na região central de Minas Gerais, a 99 km de Belo Horizonte. São três dias de festa, em que cavaleiros e amazonas desfilam na praça da Matriz, vestidos com fantasias de veludo bordadas à mão, que se assemelham a roupas de príncipes. Eles chegam montados em belos cavalos, e colocam suas bandeiras em plena praça.

Com confetes e serpentinas, "disputam" a atenção das pessoas e tentam conquistá-las e levá-las a participar do Carnaval. No fim do terceiro dia, o público confere a chamada "batalha de confetes e serpentinas", em que os cavaleiros desmontam dos cavalos, tiram seus dominós (máscaras que cobrem o rosto), usados todos os dias, e brincam com o povo.

Após a última "batalha", os cavaleiros sobem novamente em seus cavalos, recolhem as bandeiras e, com lenços brancos, despedem do povo. É um dos momentos mais emocionantes do Carnaval a Cavalo, em que homens, cavalos e público se tornam um só ser, em busca da alegria.

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