Academia Brasileira de Letras dá posse a Zuenir Ventura

O mineiro de Além Paraíba é o novo imortal e passa a ocupar a cadeira de número 32, que pertencia ao ilustre Ariano Suassuna

06/03/2015 16:26

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Paulo de Araújo/CB/D.A Press
O escritor e jornalista mineiro Zuenir Ventura é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press)
O jornalista e escritor mineiro Zuenir Ventura, de 83 anos, toma posse na Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), para a qual foi eleito em 30 de outubro do ano passado. Ele sucede o dramaturgo, romancista e poeta paraibano Ariano Suassuna, que morreu no dia 23 de julho de 2014.

No tradicional ritual da ABL, Zuenir Ventura realiza o discurso de posse, e em seguida, participa da cerimônia de recepção de novos integrantes. Neste caso, será comandada pela acadêmica Cleonice Berardinelli. Depois, Zuenir Ventura recebe a espada, o colar e o diploma, e o presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, declara empossado o novo acadêmico.

Formado em letras neolatinas, Zuenir Ventura, que nasceu na cidade de Além Paraíba, que fica na Zona da Mata Mineira,  foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. No jornalismo, trabalhou nos jornais Correio da Manhã e Jornal do Brasil, nas revistas Fatos&Fotos, O Cruzeiro, Visão, Veja e Isto É, entre outros veículos. Atualmente, é colunista do jornal O Globo.

Em 1988, Zuenir lançou o livro 1968 – o Ano que Não Terminou, que já teve 48 edições, vendendo mais de 400 mil exemplares. Outros livros seus de grande sucesso foram Cidade Partida, livro-reportagem sobre a violência no Rio de Janeiro, Inveja – o Mal Secreto, e Chico Mendes – Crime e Castigo. A mais recente obra é o romance Sagrada Família.

Ganhador dos prêmios Esso de Jornalismo e Vladimir Herzog, pela série de reportagens O Acre de Chico Mendes, publicada em 1989, Zuenir Ventura também recebeu, em 2008, da Organização das Nações Unidas (ONU), um troféu especial por ter sido um dos cinco jornalistas que “mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país, nos últimos 30 anos”.

(com Agência Brasil)

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