Congonhas terá novo museu

A cidade história mineira vai receber o Museu de Congonhas - Centro de Referência do Barroco e Estudos da Pedra, que é resultado de uma parceria com a Unesco

19/03/2015 13:55

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Prefeitura de Congonhas/Divulgação
Os apóstolos em pedra-sabão criados por Aleijadinho compõem o acervo do santuário de Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas e serão retratos no novo museu sobre o barroco (foto: Prefeitura de Congonhas/Divulgação)
No ano em que o santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, região do Campo das Vertentes em Minas Gerais, comemora 30 anos do título de Patrimônio Mundial da Humanidade, a cidade ganhará um museu. O novo espaço vai contar a história e detalhar uma das principais obras-primas do barroco brasileiro, destino de peregrinação religiosa no Brasil. O museu vai oferecer ao visitante elementos para qualificar a vivência e a compreensão do acervo artístico e do fenômeno religioso que ali ocorre há mais de dois séculos.

O Museu de Congonhas – Centro de Referência do Barroco e Estudos da Pedra é resultado de uma parceria da prefeitura com a Unesco, e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão ligado ao governo federal. Em fase de acabamento, o novo espaço cultural é vizinho ao famoso santuário – cartão postal de cidade.

A Unesco responde tanto pelo projeto museológico quanto pelo arquitetônico, bem como auxilia a prefeitura de Congonhas na obra de edificação. A gestão, quando o museu for inaugurado, será feita pela prefeitura e pelo Iphan.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis, entende que o museu preencherá uma lacuna ao disponibilizar informações históricas e artísticas. Ele aposta que o novo espaço atrairá turistas. "Hoje as pessoas passam pela cidade, ficam uma hora e vão embora. Agora pode ser que fiquem mais tempo. O museu chega para colocar uma lupa e potencializar esse rico acervo que Congonhas tem", diz Sérgio.

Aleijadinho

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é uma obra de arte a céu aberto. Incluído na lista do Patrimônio Mundial em 1985, abriga a maior coleção de esculturas do artista brasileiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho – principal nome da arte colonial, morto em 1814. São 12 apóstolos do Antigo Testamento e 64 peças dos Passos da Paixão de Cristo. O conjunto arquitetônico do santuário foi feito ao longo de mais de um século. Começou pela igreja, construída a partir de 1757, e inclui: o adro (pátio externo); a escadaria, onde estão os famosos Profetas de Aleijadinho; e seis capelas, a última delas concluída em 1875.

Quem visitar o Museu de Congonhas poderá se informar mais sobre os outros artistas que trabalharam ao lado de Aleijadinho, bem como as técnicas empregadas na época; conhecer a origem da devoção ao Bom Jesus, trazida ao Brasil pelo minerador português Feliciano Mendes, como pagamento de promessa pela cura de uma doença; percorrer a trajetória de preservação do santuário, que foi tombado pelo governo brasileiro já em 1939. E se encantar com um rico acervo de 344 obras de arte, composto por ex-votos e santos de casa, adquiridos especialmente para o novo museu.

(com Portal da ONU)

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