Conheça um pouco mais da vida de Guilherme Hamacek, o João de Malhação

O jovem paulista, que é mineiro por criação, fala sobre o sucesso repentino provocado por sua atuação na novela da Globo

por Vinícius Andrade 26/03/2015 09:40

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Pedro Curi/TV Globo/Divulgação
Guilherme Hamacek interpreta o inconstante personagem João, na novela Malhação, da Rede Globo (foto: Pedro Curi/TV Globo/Divulgação)
Apesar de ter nascido em São Paulo, o jovem ator Guilherme Hamacek se considera mineiro de coração. Ele deixou Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, e hoje pode ser visto por todo o Brasil. Com apenas 21 anos, ele trancou a faculdade de jornalismo e se aventurou no sonho de ser ator. O convite para integrar o elenco da novela Malhação, da Rede Globo, foi o aval para o início de uma carreira promissora.

Guilherme dá vida ao personagem João, filho dos professores Dandara e René, interpretados, respectivamente, por Emanuelle Araújo e Mário Frias. João é um adolescente introspectivo, viciado em games e dono de um humor sarcástico. Vivendo "grudado" na mãe, o garoto possui uma relação conturbada com o pai.

Depois de atuar nas telinhas, a vida de Guilherme mudou. Ele já não passa despercebido em qualquer lugar e é bombardeado pelas mensagens das fãs. Com mais de 411 mil seguidores no Instagram e 48,1 mil no Twitter, o ator está aprendendo a lidar com a mudança na rotina.

O jovem criado em Santa Luzia falou com exclusividade à Encontro sobre o sucesso na novela Malhação:

REVISTA ENCONTRO – Você fazia jornalismo e teve de abandonar o curso. Pretende, algum dia, retomar a faculdade?
GUILHERME HAMACEK – Pretendo sim. É muito parecido os ofício de jornalista e ator. Quando você tem de representar, na arte, acaba levando informações para o público. A diferença é que você não tem de transmitir de um jeito tão formal como um jornalista.

Alex Carvalho/TV Globo/Divulgação
Com apenas 21 anos, Guilherme Hamacek, que é mineiro de coração, já tem de conviver com o assédio das fãs (foto: Alex Carvalho/TV Globo/Divulgação)
Seu sonho mesmo era ser ator ou se tornar jornalista?
Ser ator. Eu fiz jornalismo justamente por ser na área de comunicação. A função do ator é comunicar, assim como a do jornalista. Eu comecei a fazer a faculdade para não ficar em casa, parado. Eu tinha muito tempo livre, porque só fazia o curso de teatro e faculdade, até que rolou esse trabalho.

Você já fazia teatro? Quando era criança gostava de interpretar alguns personagens?
Quando eu era criança eu conversava sozinho, brincava com um amigo invisível. Eu gostava de usar a imaginação. Não comecei a fazer teatro cedo, apenas com 16 anos.

Como é interpretar o João? Você se identifica com ele em algum aspecto?
É muito bom interpretar o João, porque ele tem uma personalidade muito forte. Mas, a minha semelhança com ele é só com relação à introspecção que a gente tem. Ele já teve mais problemas na vida, e os meus não são tão pesados quanto os dele. Isso faz com que eu explore alguma coisa mais pesada dentro de mim. É um desafio, como ator, e eu estou conseguindo realizar. Ele também tem um humor muito ácido, que é parecido com o meu. Mas, não necessariamente sou tão ácido como ele. João não perde uma piada [risos]. Eu, geralmente, deixo de falar algumas coisas.

Ao interpretar, você usa um sotaque carioca. É difícil? Fora das gravações você ainda mantém o sotaque mineiro?
A história da Malhação se passa no Rio de Janeiro, e meu personagem é filho de uma mulher que mora no Rio há muito tempo, que é a Dandara, interpretada pela Emanuelle Araújo. Eu não poderia falar com sotaque mineiro, então, a gente teve de trabalhar isso, de alguma forma. Eu fiz aula de fonoaudiologia e consegui desenvolver essa 'técnica' carioca de falar. Quando eu vou para Minas, em dois dias, já começo a falar igual mineiro. Mas, aqui no Rio, naturalmente, acabo falando como os cariocas.

O que mudou em sua vida após atuar ma novela Malhação?
Mudou muita coisa. Eu morava com meu pai, agora, moro sozinho. Mas, é uma mudança traz um lado positivo,que é poder evoluir como um ser independente, que sabe fazer as coisas de casa. Dá uma saudade do meu pai e da cachorra bonita que eu tenho.

Você se inspira em algum ator?
Na verdade, eu me inspiro em vários atores, como Jim Carrey e James Franco. Eu acho que eles têm um tipo de humor muito próprio. Aqui, no Brasil, o Eriberto Leão, com quem faço a novela, é uma ótima inspiração, porque ele está sempre ligado nas cenas, sempre trabalhando bem. É um cara muito gente boa. Na verdade, todos são. Mas, ele eu 'tomo' como uma inspiração.

Você pretende seguir na área do humor?
Eu gosto, mas, pretendo seguir em todas as áreas que são relacionadas ao teatro. Eu quero tentar fazer tudo. Não é uma pretensão, é uma vontade, mesmo, de poder crescer como ator. Pretendo expandir, nunca, parar.

Pedro Curi/TV Globo/Divulgação
Os personagens João (Guilherme Hamacek) e Olga (Carol Castro) em cena da novela 'teen' Malhação (foto: Pedro Curi/TV Globo/Divulgação)


Sonha em contracenar com alguém?
Com o Eduardo Sterblitch, que faz o Pânico na TV. Acho que ele é um cara genial, super engraçado. A Fernanda Montenegro, que é um gênio da televisão, tenho certeza de que todas as pessoas gostariam de contracenar com ela. E o Milton Gonçalves, que tem uma voz única e um olhar 'pesado', ou seja, que toca a gente só pelo modelo como ele olha para você. Eu tenho vontade de estar junto dessas pessoas que são minhas referências.

Existe algum personagem que você gostaria de interpretar?
Eu gostaria de interpretar um super-herói. Um psicopata, acho legal também. Quem sabe um louco varrido [risos]...

Qual personagem seria mais desafiador?
Fazer uma mulher seria difícil. Uma mulher mesmo, não uma drag queen ou um transexual. Tentar interpretar uma mulher deve ser muito desafiador, porque é totalmente oposto do meu sexo, então, naturalmente, vai ser um desafio incontestável.

Como você tem lidado com as fãs? São muitas? As pessoas já lhe reconhecem nas ruas?
As fãs ficam na porta do Projac. Não é algo comum, que eu estivesse acostumado. É engraçado, passa um carinho bom pra gente, e nos faz querer trabalhar com mais vontade. O assédio é inevitável, já que muita gente reconhece e elogia nosso trabalho. É muito bom escutar isso. Só que, às vezes, você quer ir à padaria de forma mais 'desleixada', porque é do outro lado da rua, e acaba tendo de tirar umas fotos com cara de quem estava dormindo [risos]. É uma sensação diferente viver sob uma constante 'vigília'. Além disso, aumentou consideravelmente o número de seguidores nas minhas redes sociais. E estou tentando aproveitar como uma forma construtiva, porque é uma das melhores maneiras de me comunicar com os jovens. Nós, que temos muitos seguidores, somos pessoas que podem influenciar os mais jovens a praticarem coisas boas para o meio ambiente e para a própria saúde.

Como tem sido a adaptação à cidade do Rio de Janeiro?
Estou gostando. Achei que eu ia aproveitar mais a praia, mas, não estou indo tanto quanto achava, porque não dá tempo. Estou me adaptando, as noites do Rio são boas, mas, a gente não tem tanto tempo para sair. Um sábado ou outro, conseguimos ter um tempo. A gente trabalha de segunda a sábado, então, nossa folga é só no domingo. Quando pensamos em sair no sábado, acabamos desistindo, porque estamos cansados do trabalho. Estou lendo muito, ficando em casa. Comprei um tanto de livro e ganhei outros de fãs, então, faço bom proveito, porque é uma maneira barata e gostosa de descansar. Ah, e vejo muitos filmes também.

O que você pretende fazer depois de Malhação?
Eu pretendo continuar trabalhando com teatro, televisão, cinema, enfim, continuar atuando. Mas, caso isso não aconteça, vou retomar a faculdade. Eu queria mesmo conciliar as duas coisas. Tomara que dê certo. Vou tentar 'acabar' a faculdade e fazer uma novela, ou, talvez, um filme, ou, ainda, quem sabe, uma peça de teatro. Mas, ainda não tenho nada planejado.

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