Fundação Clóvis Salgado diz que fim do Ballet Jovem se deve à falta de dinheiro

Em audiência na Assembleia Legislativa, o diretor da fundação, Augusto Nunes-Filho diz que o momento é de guardar recursos para os corpos artísticos próprios da FCS

01/04/2015 11:03

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Paulo Lacerda/Divulgação
Os integrantes do Ballet Jovem afirmam que o vínculo que têm com a Fundação Clóvis Salgado equivale ao de alunos de curso de extensão, e não, de empregados (foto: Paulo Lacerda/Divulgação)
As atividades do Ballet Jovem do Palácio das Artes, que fora criado em 2007, foram encerradas na quarta-feira, dia 4 de março deste ano, devido à falta de recursos e à necessidade da Fundação Clóvis Salgado (FCS) de focar esforços nos seus corpos artísticos próprios. A informação é do presidente da fundação, Augusto Nunes-Filho, que participou de uma reunião na Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na terça-feira, dia 31 de março.

"Chegamos à conclusão de que a continuidade do Ballet Jovem era incompatível dentro da nossa estrutura", afirma Nunes-Filho. De acordo com o presidente da Fundação Clóvis Salgado, o Ballet Jovem realizava editais para seu corpo de baile e audições com características de um grupo privado, mas utilizando a estrutura do Palácio das Artes, que é uma instituição pública.

Segundo Nunes-Filho, o financiamento do Ballet Jovem se dava por meio de editais de incentivo à cultura, especialmente a Lei Rouanet, em nível federal. Além disso, apenas quatro dos 32 integrantes do grupo são ex-alunos do Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado. "Somos responsáveis por três corpos artísticos: Orquestra Sinfônica, Coral Lírico e Companhia de Dança do Palácio das Artes, que foram sucateados ao longo dos anos e serão priorizados nos nossos investimentos", explica.

Deputados criticam

O presidente da Comissão de Assuntos Municipais, deputado Fred Costa (PEN), rebateu os argumentos do presidente da Fundação Clóvis Salgado. Ele disse que o orçamento do estado para 2015, aprovado pela ALMG e remetido à sanção do governador, tem uma emenda destinando recursos para o Ballet Jovem. Ele também defendeu que instituições estaduais podem ajudar o grupo de dança. "A Cemig teve lucro de R$ 3 bilhões no ano passado, mas não tem R$ 25 mil por mês para o Ballet Jovem?", questiona o parlamentar. "Quero crer que essa não seja uma decisão de governo, e nem que seja definitiva", completa.

Fred Costa destaca ainda que o Ballet Jovem garante a jovens de condição menos privilegiada especialização ministrada por pessoas capacitadas, à qual eles não teriam acesso em outras condições. E frisa também que o maior reconhecimento do grupo é o grande aproveitamento de seus alunos em companhias de dança nacionais e internacionais.

Integrante do Ballet Jovem, a bailarina Bárbara Maia argumenta que, na edição do Minas Gerais de 24 de fevereiro deste ano, foi publicada a prorrogação da execução da Big Band e do Ballet Jovem, para atendimento das demandas da programação da temporada 2015. Ela também rebateu a justificativa de que as atividades foram paralisadas pela não captação total de recursos da Lei Rouanet. "Somos alunos de um curso de extensão, não temos vínculo empregatício. A captação está em processo e pode acontecer em sua totalidade. Se isso ocorrer, nossos 16 bolsistas podem receber. Somos alunos matriculados, apenas com as atividades interrompidas", afirma a artista.

(com assessoria da ALMG)

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