Clipe Wildest Dreams de Taylor Swift é acusado de racismo

Grande parte das reclamações diz respeito à ausência de negros na filmagem que se passa na África

por João Paulo Martins 05/09/2015 19:35

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YouTube/Reprodução
O clipe Wildest Dreams da cantora americana Taylor Swift está sendo considerado racista, por ser ambientado na África, mas não ter nenhum personagem negro (foto: YouTube/Reprodução)
Depois de ser acusada de racismo com o clipe Shake It Off, por aparecer com correntes de ouro, a cantora americana Taylor Swift volta a enfrentar uma acusação de discriminação. Desta vez, trata-se do vídeo da música Wildest Dreams, que virou alvo de crítica. O clipe, que ajudou a artista a abocanhar um prêmio no MTV Music Awards, no dia 31 de agosto, está sendo acusado de ter conteúdo racista, já que se passa na Àfrica, mas supostamente não possui nenhum negro no elenco.

Assista ao polêmico vídeo:


O clipe conta a história de uma gravação de filme no continente africano, em meados do século passado, e é dirigido por Joseph Kahn, que já trabalhou com Taylor Swift em Blank Space e Bad Blood. Nas imagens, a cantora faz o papel da mocinha, que tem como par romântico Scott Eastwood, filho do renomado diretor Clint Eastwood. É possível vislumbrar as savanas africanas, os animais selvagens, mas, supostamente, nenhum personagem negro.

Em entrevista ao site Entertain This!, Joseph Kahn diz que não existe nenhuma forma de racismo no clipe. "Este não é um vídeo sobre colonialismo, e sim, uma história de amor situada na África de 1950. Existem negros africanos no clipe, em diversas cenas, mas eu raramente foco no rosto de coadjuvantes, a não ser no do ator que interpreta o diretor. A maioria das imagens traz Taylor e Scott", diz o diretor americano.

Em sua conta no Twitter, Joseph Kahn chegou a dizer que "minha produtora de longa data, Jil Hardin, que fez Power Rangers, Blank Space e Wildest Dreams, é uma mulher negra [muito sexy]". Porém, essa "desculpa" para justificar o polêmico clipe não foi bem recebida. O crítico de arte Erin Whitney, do portal The Huffington Post, não poupa crítica ao diretor: "Swift ainda tem de falar sobre essa controvérsia, mas ao menos temos um aviso para os diretores. Basta contratar uma mulher negra de boa aparência que todo os seus projetos estarão livres de acusações de racismo e sexismo".

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