Doodle do Google homenageia artista plástica Lygia Clark

A escultora mineira faria 95 anos e marcou uma era no estilo de arte chamado neoconcretismo

por Da redação 23/10/2015 09:44

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As esculturas em formas geométricas e que utilizam chapas de metal são uma marca do neoconcretismo da artista mineira Lygia Clark (foto: Google/Reprodução)
Lygia Clark nasceu em Belo Horizonte em 1920 e começou a estudar artes em 1947, no Rio de Janeiro, sob a orientação dos paisagistas Roberto Burle Marx e Zélia Salgado. Três anos depois, foi para Paris e, além de estudar, passou a se dedicar à pintura em óleo. Em 1959, participou da primeira exposição de arte neoconcreta no Brasil, assinando o Manifesto Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Franz Weissmann e Lygia Pape e dos escritores Ferreira Gullar e Reynaldo Jardim.

A artista plástica mineira inovou radicalmente a relação entre o objeto de arte e o público. Como co-fundadora do movimento neo-concretista, trabalhou com a teoria de que a arte deve ser ao mesmo tempo subjetiva e orgânica e que a arte deve ser moldada e manipulada pelo espectador.

Sua série "bichos" (ou seja animal ou criatura), por exemplo, criada a partir de 1960, comporta princípios neoconcretistas e a investigação do "plano" na arte. Cada bicho é formado por uma série de placas e unidos por dobradiças. Colocados deitados, eles ficam planos, mas quando manipulados por um membro do público, assumem formas orgânicas mutáveis%u200B%u200B, e a dobradiça lembra a coluna vertebral de um animal.

Em 1972, ela foi convidada a ministrar um curso sobre comunicação gestual na Universidade de Sorbonne, em Paris. Lygia Clark morreu em abril de 1988, no Rio de Janeiro.

(com Portal EBC)

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Lygia Clark começou a trabalhar sob a orientação dos paisagistas Roberto Burle Marx e Zélia Salgado (foto: Mercadoarte.com.br/Reprodução)

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