Museu de Congonhas abre as portas em dezembro

A obra é anexa ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos e possui uma área de mais de 3,4 mil m²

por Encontro Digital 02/12/2015 10:02

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Gustavo Penna Arquiteto & Associados/Reprodução
O prédio do novo museu em Congonhas fica junto ao Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, que tem o título de Patrimônio Mundial da Humanidade (foto: Gustavo Penna Arquiteto & Associados/Reprodução)
O Museu de Congonhas tem inauguração prevista para o próximo dia 15 de dezembro, como parte das comemorações dos 70 anos de existência da Unesco. O novo espaço foi criado com o intuito de preservar a cultura do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que, desde 1985, tem o título de Patrimônio Mundial da Humanidade.

Por ter como principal temática um patrimônio mundial a céu aberto, o Museu de Congonhas atuará como "museu de sítio", numa espécie de mediação entre o Santuário e o público. Segundo os responsáveis pelo empreendimento, o objetivo é a de qualificar a experiência insubstituível de estar no lugar, intensificando os sentidos e a percepção, seja por meio de descrições, de interpretações ou de criação de condições favoráveis à fruição.

O museu, instalado em um edifício de 3.452,30 m², construído ao lado do Santuário, contempla em três pavimentos sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas. O projeto foi feito pelo escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados.
Gustavo Penna Arquiteto & Associados/Reprodução
(foto: Gustavo Penna Arquiteto & Associados/Reprodução)


O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, para onde o museu dedica sua principal atenção, está localizado no Morro Maranhão, na zona urbana de Congonhas. Sua construção teve início em 1757 e se estendeu até o começo do século XIX. Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado pela Basílica, escadaria em terraços decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas com cenas da Via Sacra, contendo 64 esculturas em cedro em tamanho natural. No conjunto trabalharam os artistas de maior destaque do período, como o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), e o pintor Manoel da Costa Athaíde (1760-1830).

O monumento possui ainda uma Sala de Milagres, que abriga uma coletânea de ex-votos, objetos oferecidos em agradecimento por graças alcançadas. Ali está exposta a notável coleção de 89 ex-votos pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI. O santuário, além do seu valor artístico, é também um importante centro de peregrinação. A grande romaria – o Jubileu – acontece todos os anos entre 7 e 14 de setembro, congregando uma multidão de fiéis.

(com Portal EBC)

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