Atriz mineira está no elenco de filme brasileiro que concorre à Palma de Ouro em Cannes

A belo-horizontina Bárbara Colen atua ao lado de Sônia Braga em Aquarius, longa indicado ao prêmio principal do festival francês

por Marcelo Fraga 26/04/2016 08:41

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Ethel Braga/Divulgação
Atriz mineira Bábara Colen atua no filme Aquarius, ao lado de Sônia Braga, e fala à Encontro sobre a carreira e a emoção de estar na equipe que concorre à Palma de Ouro em Cannes (foto: Ethel Braga/Divulgação)
Desde criança, ela sonhava em ser atriz. Passava maquiagem, colocava fantasias e conversava com o próprio reflexo no espelho. Ainda nos primeiros anos de vida, a mineira Bárbara Colen já imaginava que seus sonhos se tornariam realidade. O que sua imaginação não poderia previr é que ela, um dia, atuaria em um filme candidato a uma das maiores premiações da cinematografia mundial: a Palma de Ouro, entregue no Festival de Cannes, na França.

Bárbara Colen atua ao lado de Sônia Braga no filme Aquarius, longa-metragem do diretor Kléber Mendonça (O Som ao Redor), que concorre na categoria principal em Cannes. O filme foi gravado em 2015, em Recife, e conta a história de Clara (Sônia Braga), uma escritora aposentada, moradora do bairro de Boa Viagem – na capital pernambucana –, que tem o dom de viajar no tempo.

O Festival de Cannes de 2016 será realizado entre os dias 11 e 22 de maio. Aquarius concorre à Palma de Ouro com outros 19 filmes, entre eles, Julieta, do diretor espanhol Pedro Almodóvar (A Pele que Habito).

Confira a entrevista que a Encontro fez com a jovem atriz mineira Bárbara Colen:

ENCONTRO – Como você se sentiu ao receber o convite para atuar no filme Aquarius, ao lado de uma atriz consagrada como Sônia Braga?
BÁRBARA COLEN – Fiz os testes para o filme e recebi o convite um mês depois. Foi um grande susto e uma grande alegria. Sônia Braga é uma atriz consagradíssima, inclusive com reconhecimento internacional, além de ser muito experiente. Por ser um filme protagonizado por ela, e dirigido pelo Kleber Mendonça, eu tive a certeza de que daria muito certo.

Você poderia imaginar que, um dia, atuaria em um filme indicado a um prêmio tão importante como a Palma de Ouro de Cannes?
Nunca [risos]! O Festival de Cannes é um dos mais tradicionais e prestigiados do mundo. Ver Aquarius na categoria principal, concorrendo com diretores como Pedro Almodóvar e Woody Allen, foi bastante 'surreal' para mim.

O cinema brasileiro ainda não ganhou um Oscar, entretanto, costuma se destacar em outros festivais. Para você, quais são os aspectos mais importantes da cinematografia brasileira?
Para mim, o mais fascinante do cinema brasileiro é que ele conta histórias nas quais nós, brasileiros, nos identificamos. Os personagens são familiares para a gente. Acho que quando vemos a nossa cidade, por exemplo, retratada em um filme, passamos a olhá-la de uma maneira diferente.
Divulgação
Bábara Colen: "O mais fascinante do cinema brasileiro é que ele conta histórias nas quais nós, pessoas comuns, nos identificamos" (foto: Divulgação)

Você sempre sonhou em ser atriz?
Sempre. Quando era criança, era bem imaginativa; gostava muito de ler e inventar histórias. Minha brincadeira preferida era colocar fantasias, fazer maquiagem e ficar horas falando sozinha com o espelho [risos]. De fato, não sei definir um momento em que essa vontade apareceu. Está comigo a vida toda.

Como foi o início da sua carreira? Com quantos anos começou a atuar?
Comecei a atuar ainda adolescente, com uns 16 anos. Passei por algumas escolas de Belo Horizonte e me formei pelo curso de teatro do Palácio das Artes [Cefar]. Paralelamente, também me formei como bailarina de dança flamenca. Porém, sempre tive uma tendência para o audiovisual.

Em quem você se inspira, profissionalmente?
É difícil dizer. São muitas as inspirações. Um ator que, para mim, sempre foi uma grande referência é Irandhir Santos [Tropa de Elite 2]. Ele atuou em muitos filmes brasileiros e o admiro pela maneira como constrói os personagens e, principalmente, porque vejo nele muita verdade e entrega.

Devido ao sucesso com Aquarius, você, certamente, já recebeu convites para outros trabalhos. Pode revelar alguma coisa pra gente?
Tenho dois projetos de filmes para este ano. O primeiro é o Baixo Centro, um longa-metragem do Ewerton Belico e Samuel Marotta, que vamos começar a rodar em junho. O próximo está previsto para agosto, e também um longa, No Coração do Mundo, que é dirigido por Maurílio e Gabriel Martins. No teatro, estou trabalhando junto com um diretor e ator catalão, Ferran Utzet, em uma peça baseada nas cartas que o escritor e dramaturgo russo Anton Tcheckhov enviou para a esposa, Olga Knipper, no final do século XIX.

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