Ouro líquido

por Simone Dutra 29/09/2011 13:19

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Eugênio Gurgel, Maíra Vieira, divulgação
Frutados, aromáticos, amargos ou picantes: azeites deixam de ser apenas tempero (foto: Eugênio Gurgel, Maíra Vieira, divulgação)

Mais acessível a todas as classes sociais por conta do menor preço nas gôndolas de supermercados, o azeite torna-se cada vez mais presente na mesa dos brasileiros, mercado impulsionado pela estabilização econômica e queda do dólar. Com o aumento da demanda, vem também a exigência por um produto de melhor qualidade.

 

Nos últimos 15 anos, houve crescimento de 3,2% da produção mundial, sendo que a Espanha é o maior produtor, com mais de 1 milhão de toneladas/ano, e o restante fica dividido entre Tunísia, Turquia, Síria, Marrocos e Argélia, de acordo com o dados divulgados no site da Casa do Azeite – Associação do Azeite de Portugal.

 

 

 

Nas grandes redes de supermercados e lojas especializadas de Belo Horizonte, a maior procura pelo produto é facilmente percebida pela maior oferta. No Royal Empório, no Mercado do Cruzeiro, é possível encontrar, segundo o gerente de vendas Maurício Morais, quase 100 rótulos diferentes. Já no Super Nosso Gourmet Xuá, o gerente Willian de Souza Basílio informa que estão disponíveis ao consumidor mais de 40 tipos: “O aumento ocorreu devido à grande procura dos clientes. Inclusive, comercializamos azeites exclusivos, que só são encontrados em nossas lojas”, afirma Basílio.

 

No Mart Plus, que também tem grande variedade, segundo o consultor gastronômico do local, Eduardo Maya, também são aproximadamente 40 catalogados. Com tanta variedade fica difícil escolher o melhor azeite na hora de se preparar carnes, massas e saladas. “Tudo vai depender dos ingredientes e do tipo de receita que será preparada”, diz Eduardo Maya. Um exemplo: numa salada simples de alface e tomate, recomenda-se um azeite mais suave, com azeitonas tipo arbequina. Mas se a salada for mais incrementada, com alcaparras, usa-se um azeite mais forte, estruturado com azeitona tipo picual. Segundo Eduardo Maya, “Com as carnes acontece a mesma coisa; para um peito de frango grelhado, usa-se azeite mais suave; mas se ela for mais condimentada, um mais forte”, diz.

 

O chef executivo do Senac, Adriano Santos, também é adepto dos azeites sofisticados e afirma que prefere os espanhóis. “Para temperar saladas ou pratos frios, gosto de usar também os gregos”, ressalta. Questionado sobre levar o líquido ao fogo, o chef responde: “Uso algumas vezes”, diz.
Apesar de toda a procura e maior uso do produto, a nutricionista Fernanda Seixas adverte: “Qualquer tipo de azeite tem saturação muito mais rápida do que outros óleos vegetais. Então é importante evitá-los na utilização de frituras. O ideal é apenas finalizar o preparo, dando o toque especial”.

 

Adriano Santos, do Senac: azeites espanhóis
e gregos para realçar o sabor das receitas
 

 

Segundo a especialista, o azeite é considerado um alimento que previne doenças, rico em gorduras saudáveis, pois aumenta o chamado colesterol bom (HDL) e reduz o mau colesterol (LDL). Quanto ao armazenamento, a nutricionista informa que deve ser guardado em recipiente escuro, para não oxidar, e sempre fora da geladeira.

 

Pensando na saúde do consumidor e no público mais exigente, a Carbonell investiu em novas embalagens e produtos. A marca acabou de lançar o Azeite Especial. Trata-se da combinação de três variedades de azeitonas espanholas: arbequina, picual e hojiblanca. “Queremos atingir um público mais exigente e que gosta de saborear um bom azeite”, afirma Renata Lemos, gerente comercial regional da empresa Gomes da Costa Alimentos, responsável por distribuir a marca Carbonell em Minas.

 

A empresa portuguesa Gallo também vem ampliando seu portfólio de produtos. A novidade deste ano é a edição limitada do Azeite Novo Colheita 2010/2011, produto top premium. Foram trazidas para o Brasil 5.880 caixas desse azeite, o que significa 117.600 garrafas ao todo. “É um produto nobre, tem garrafas numeradas e embalagem com design diferenciado, criada especialmente para esta edição. Outro diferencial é sua acidez máxima de 0,2%”, explica a diretora-geral do azeite Gallo no Brasil, Rita Bassi.

 

Recém-chegada ao mercado brasileiro, a empresa espanhola Hojiblanca já é bem conhecida no exterior e chegou a Minas Gerais por meio da distribuidora Sandéleh. “Os azeites extravirgem da variedade hojiblanca oriunda de Antequera, em Málaga (região da Espanha), se caracterizam pela cor amarelo dourado e odor frutado fresco. Apresenta um ligeiro ponto amargo e picante e o gosto no final é de amêndoa”, afirma Eduardo Maya, também consultor da Sandéleh Alimentos. Hoje, o azeite não é mais um tempero para saladas ou bacalhau, mas começa a servir, cada vez mais, como um ingrediente imprescindível na culinária.

 

 
 
 

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