À moda cubana

por Blima Bracher 22/05/2012 12:14

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Walmir Monteiro, Paulo Márcio, Eugênio Gurgel
As empresárias Juliana Odier e Dafne Silva participam da confraria Cigar Princess (foto: Walmir Monteiro, Paulo Márcio, Eugênio Gurgel)

Se o hábito de fumar cigarros está caindo em desuso, a degustação de charutos, ao contrário, vem ganhando novos adeptos em Belo Horizonte. Tanto que a cidade já possui algumas confrarias, e  vê crescer o número de casas especializadas no produto. No Clube do Charuto, criado há quatro anos, todas as quartas-feiras o ritual se repete: entre um gole de uísque, vinho ou rum, as conversas são animadas por muitas baforadas. O clube tem 20 membros, com idades entre 23 e 60 anos, e de várias profissões. “Nos encontrávamos informalmente para degustar boas marcas. Depois, decidimos por encontros programados para trocar experiências e aumentar nosso convívio social”, diz Armando Dumont Oliveira, empresário e presidente do clube.

 

“O charutos estão ligados ao poder, a pessoas que podem desfrutar e aproveitar muito bem cada momento. Um bom tabaco deve ser degustado sem pressa”, diz o empresário Ruimar de Oliveira, do Café Kahlúa. A aura de sedução vem conquistando também mulheres na capital mineira, como as empresárias Dafne Silva e Juliana Odier. Elas participam da Cigar Princess, uma confraria feminina que se reúne a cada 15 dias. “Preconceito existe, mas por falta de conhecimento sobre o assunto. Acho charmoso a mulher fumar charuto. Dá uma sensação de personalidade forte e poder”, diz Dafne, que conseguiu trocar os cigarros comuns pela degustação eventual dos charutos.

 

Ruimar de Oliveira, do Café Kahlúa: “um bom charuto deve ser degustado sem pressa”
 
Luís Eugênio Torres, do Chez Fumoir: cartela de 101 tipos e aposta no crescimento das vendas
 

 

Mas a etiqueta sugere que a forma de acender os charutos seja diferente para eles e para elas: aos homens, é permitido acender o charuto diretamente na boca. Já as mulheres devem aquecer a ponta, mantendo distância da chama, até obter o aquecimento adequado para só então levá-lo à boca. Os formatos mais elegantes para elas são os mais fininhos, chamados panetelas. Mas quanto a isso não existe regras, já que gosto não se discute.

 

De olho nesse novo público e apostando na demanda crescente pelos charutos, o empresário Luís Eugênio Torres inaugurou este ano a Chez Fumoir, casa especializada que funciona como restaurante e tabacaria, e onde é possível encontrar carteira com 101 tipos e bitolas diferentes do fumo. A casa, que fica na Savassi, vende apenas marcas cubanas, consideradas as melhores do mundo, e, por isso, tem a chancela “Casa del habanos”, produtor de charutos cubanos, sendo a única no estado a ter este selo. “Um problema sério envolvendo charutos é o excesso de produtos falsificados no mercado”, alerta Luís, que tem como clientes muitas confrarias de charuteiros.

 

 Membros do Clube do Charuto, fundado há quatro anos em BH: reuniões semanais para trocar experiências e degustar boas marcas
 
Empresário João Luis Roca: “O público consumidor ainda é restrito”
 

 

Apesar do modismo, a apreciação de charutos no país ainda é restrita, na opinião do empresário João Luis Miranda de Oliveira Rocha, dono da loja A Tabacaria, que vende produtos nacionais e importados, no bairro Serra, em BH. A maioria dos clientes de lá ainda são homens. “O consumo está ligado a um perfil específico de empresários, profissionais liberais, executivos e funcionários públicos de alto escalão”, diz.

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