Será que as águas minerais são todas iguais?

Encontro Gastrô consultou especialistas para saber se existem diferenças entre as marcas mais conhecidas e vendidas em restaurantes e supermercados de BH

por Rafael Campos - Revista do Correio 14/05/2013 14:04

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(foto: SXC)
É fato: as águas minerais deixaram de ser coadjuvantes na mesa dos brasileiros. No mercado nacional, o setor está em franco crescimento e, segundo a Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (Abinam),  as vendas saíram de 4,7 bilhões de litros em 2002, para mais de 10 bilhões no ano passado.

Por isso mesmo algumas multinacionais abraçaram a indústria de bebidas minerais e disputam a liderança com diversas marcas locais. A Nestlé, uma delas, distribui a italiana Panna, a francesa Perrier e as brasileiras Petrópolis, Pureza Vital e São Lourenço. A Danone tem a Bonafont; e a Coca-Cola, a Crystal e a Bonaqua.

Em Minas Gerais são encontrados os tipos mais leves do  Brasil. O que determina este grau de leveza da água é a quantidade de sais encontrados em sua composição. Quanto menor o resíduo de sais e sólidos na evaporação do líquido (a uma temperatura de 180 ºC) , mais leve a água será. Esta característica vem do tipo de rocha onde brotam as fontes minerais.

Águas leves, com menor teor de sal (salinidade menor), são indicadas para hidratar o organismo, matar a sede e para pessoas que sofrem de hipertensão, devido aos potenciais diuréticos. Caso da Viva, envasada em uma estância de hidromineral em Itaúna, região centro-oeste do estado. Considerada uma das mais leves do país, seu índice de sal é de apenas 8,14 mg/l, cerca de quatro vezes menor que a maioria das águas vendidas no Brasil (veja quadro). “A Viva tem esta característica devido à região em que é extraída”, explica Marcelo Araújo, diretor industrial da empresa. Quanto mais leve, mais sacia a sede.

Se as águas mais leves são indicadas para matar a sede, aquelas consideradas mais pesadas tem espaço garantido para acompanhar refeições e bebidas.

São águas que tem maior quantidade de sais por litro. É o caso, por exemplo, da francesa Perrier, com 482 mg/l. Devido ao grau de salinidade, ela recebeu o status de água mineral gourmet, como o próprio nome diz, destinada à gastronomia, indicada à harmonização de vinhos e pratos mais incrementados e com condimentos. Dependendo da quantidade de sais, a água pode até ganhar sabores diferentes e, assim como vinhos e cervejas, serem definidas de acordo com os aromas percebidos na sua degustação. Como explica o enólogo e consultor sensorial Renato Frascino, “podemos perceber nas marcas gourmet os aromas da natureza, mineralidade e acidez equilibrada, leve e refrescante”.

Confira abaixo as marcas de águas minerais mais encontradas em supermercados de BH. A mais leve ou pura tem o menor resíduo de evaporação (RE), e a mais pesada, maior RE:

Arquivo Encontro
(foto: Arquivo Encontro)
Viva (502 ml)

Fonte: Itaúna (MG)
RE: 8,14 mg/l

Caxambu Gourmet (510 ml)
Fonte: Caxambu (MG)
RE: 34,75 mg/l

Crystal (500 ml)
Fonte: Mogi das Cruzes (SP)
RE: 113,01 mg/l

Panna (250 ml)
Fonte: Toscana (Itália)
RE: 142mg/l

São Lourenço (300 ml)
Fonte: São Lourenço (MG)
RE: 295,87 mg/l

Perrier (330 ml)
Fonte: Vergèze (França)  
RE: 482 mg/l














Classificação das águas:

  • Fluoretadas – indicadas para a saúde dos dentes e ossos. É a grande maioria das águas brasileiras
  • Radioativas – indicadas para dissolver cálculos renais e biliares; favorece a digestão
  • Carbogasosas – Diuréticas e digestivas, são ideais para acompanhar as refeições, abrem o apetite e são indicadas para combater a hipertensão arterial
  • Bicarbonatadas sódicas – indicadas no combate a doenças estomacais, como gastrites e úlceras gastroduodenais, hepatite e diabetes
  • Alcalino-terrosas – podem ser cálcicas ou magnezianas. Indicadas como digestivo natural
  • Oligominerais – indicadas para higienização da pele, diurese, intoxicações hepáticas, ácido úrico elevado, inflamações das vias urinárias, alergias e estafa

Fonte:
Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (Abinam)

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