Seca de 2012 provoca queda na produção de mel

Segundo pesquisa do IBGE, a maior queda na oferta desse produto se deu na região Nordeste

por Alana Gandra - Agência Brasil 10/10/2013 15:40

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Região Nordeste chegou a ter redução de enxames (foto: FreeDigitalPhotos.net)
A produção brasileira de mel de abelha caiu 19,3%, no ano passado, em decorrência da seca que atingiu principalmente o Nordeste do país, de acordo com a pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a maior queda observada nos produtos de origem animal analisados pelo órgão.

“Com a seca, não teve muita floração. Muitas flores não vingaram, secaram, e houve mortandade de abelhas, especialmente no Nordeste. No Piauí, houve problema até de sumir enxames em alguns municípios. A produção de mel no Brasil sofreu bastante no ano passado”, diz o gerente de pecuária do IBGE, Otávio Oliveira, responsável pela pesquisa. A produção de casulo de bicho-da-seda também registrou retração, de 15,2%.

A pesquisa constatou que houve aumento de 9,4% na produção de ovos de codorna, além de expansão na produção de ovos de galinha (2,3%), lã (1,6%) e leite (0,6%). Em relação ao preço desses produtos, os aumentos mais significativos foram observados em ovos de codorna (27,2%), de galinha (17,4%), leite (9,9%), lã (9,3%) e casulo do bicho-da-seda (2,9%).

Ainda de acordo com o levantamento, foram abatidas no ano passado mais de 31 milhões de cabeças de bovinos, e a produção de carne sob inspeção sanitária alcançou 7,351 milhões de toneladas. A taxa de abate de bovinos chegou a 14,7%. O Brasil é o segundo produtor mundial de carne bovina, depois dos Estados Unidos.   

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Abate de bovinos continua em alta e produtividade do leite foi a maior entre os itens de origem animal (foto: FreeDigitalPhotos.net)
Assim, as raças bovinas criadas no Brasil têm maior aptidão para a produção de carne do que de leite. De acordo com o IBGE, dois terços do rebanho são para corte e apenas um terço é voltado à produção leiteira. Uma explicação para isso se deve porque a atividade leiteira envolve de pequenos produtores, com pouco capital, até grandes pecuaristas.

“Quando a gente analisa o Brasil, praticamente vê leite em todos os estados e em quase todos os municípios com área rural. Mas a produtividade, o nível de tecnologia, são muito variados. Grande parte das fazendas não tem ainda emprego intenso de maquinário”, explica Otávio Oliveira.

Entre os itens de origem animal, o leite foi o que atingiu a maior produtividade em 2012 (32,304 bilhões de litros), o que corresponde a R$ 26,797 bilhões. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o Brasil ocupa a sexta colocação entre os maiores produtores mundiais de leite, atrás da União Europeia, Índia, dos Estados Unidos, da China e da Rússia.

O pesquisador do IBGE explica que, embora o ritmo de crescimento da produção leiteira tenha sido menor em 2012, com destaque para o Nordeste – cuja queda atingiu 14,8%, puxada pela Paraíba (-39,9%) e Pernambuco (-36,1%) –, o percentual fechou em alta. O número passou de 1.382 litros por vaca por ano, em 2011, para 1.417 litros por animal em 2012 – ganho de 2,5%. O ritmo médio de crescimento da produção leiteira era em torno de 5%, ao ano e, em 2012, caiu para 0,6%. “A taxa de crescimento deu uma reversão desde 2010. O crescimento vem diminuindo, mas a produtividade média tem aumentado”, explicou Oliveira.

A Região Sudeste concentrou 35,9% da produção nacional de leite no ano passado, com Minas Gerais liderando o ranking de estados (27,6% de participação). Por municípios, Araras, em São Paulo, e Castro, no Paraná, apresentaram as maiores produtividades, com 9 mil litros de leite por vaca por ano e 7.510 litros por animal, respectivamente.

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