Nova doença ameaça plantio de tangerina ponkan

por Agência Minas 25/11/2013 11:12

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Emater-MG/Divulgação
(foto: Emater-MG/Divulgação)
Originária da China, a chamada citrus greening é considerada a pior doença a acometer as culturas de frutas cítricas em todo o mundo. No Brasil, ela foi descoberta em 2004 em São Paulo, e hoje, já atinge plantas de Minas e do Paraná. Sua principal característica são as folhas cheias de pintas. Com o tempo, ocorre o desfolhamento e a morte dos ramos infectados. Os frutos também sofrem com maturação irregular, diminuição do tamanho e deformações.

Segundo Vladimir Eustáquio de Almeida, extensionista da Emater-MG em Belo Vale, região central de Minas, a doença é relativamente nova no país, não existindo nenhum controle químico para erradicá-la. Por isso, a melhor estratégia é prevenção ou prorrogar o prazo de sua chegada às lavouras mineiras. O citrus greening é uma doença causada por uma bactéria chamada citrus greening bacterium, transmitida por um inseto minúsculo, da família da cigarrinha, que ataca a muda de tangerina infectada, hospedando a bactéria, e repassando-a para a muda sadia, através da picada.

O greening chegou em Minas Gerais por meio de mudas enxertadas, adquiridas em São Paulo. Vladimir Almeida diz que essa doença é a pior que já apareceu nas lavouras de citros. "Ela não tem controle e quando a planta é infectada, precisa ser eliminada totalmente. É diferente das outras doenças conhecidas, como o cancro e a pinta preta, que têm controle, mas que também merecem cuidados extremos".

Segundo o técnico da Emater, a doença já chegou às lavouras de Campanha, no sul de Minas, uma das principais produtoras de tangerina ponkan no estado, e também na cidade de Bonfim, região central do estado, que faz limite com Belo Vale, Brumadinho, Piedade dos Gerais, Moeda e Jeceaba, onde concentram-se grandes lavouras de citros.

Para se ter uma ideia, Belo Vale produz cerca de 3 mil toneladas de tangerina ponkan por ano, cultivadas por cerca de 250 produtores, entre pequenos e grandes, em três mil hectares de terra. "Os produtores estão preocupados com a nova ameaça", conta o extensionista.

Para Vladimir Almeida, por enquanto, o que o produtor pode fazer para evitar a chegada da doença é adquirir mudas enxertadas sadias, que podem ser encontradas no município de Dona Euzébia, no sul de Minas, e eliminar a planta hospedeira do inseto transmissor da bactéria das proximidades da lavoura.

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