Café mineiro com denominação de origem, igual vinho de qualidade

Os produtores da região do cerrado mineiro conseguem a titulação emitida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial

por Alana Gandra - Agência Brasil 07/01/2014 16:21

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Tal qual ocorre no mundo dos vinhos, em que os produtos de uma região, cujas qualidades ou caraterísticas se devem essencial ou exclusivamente aos fatores naturais e humanos do local, recebem titulações específicas, como DOC (denomicação de origem controlada), em Portugal, ou AOC (appellation d'origine contrôlée), o café produzido no cerrado mineiro ganha o primeiro registro de denominação de origem (DO) do grão, no país.

O café nacional já tem quatro indicações de procedência (IP), mas esse novo registro é o primeiro que prova o vínculo do café com o meio ambiente. Tanto o DO como o IP são indicações geográficas. Elas se referem a produtos ou serviços que tenham uma origem geográfica específica. O registro reconhece reputação, qualidades e características que estão vinculadas ao local. De acordo com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), responsável pela titulação, esse reconhecimento mostra que a região se especializou e tem capacidade de produzir um artigo diferenciado e de excelência.

A região do cerrado mineiro possui cerca de 3,5 mil produtores e uma área de 147 mil hectares, distribuídos por 55 municípios localizados no Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e noroeste de Minas, que apresentam um padrão climático uniforme, com verões quentes e úmidos e invernos amenos e secos. Isso permite a produção de cafés de reconhecida qualidade.

Atendendo ao regulamento de uso da DO, as variedades utilizadas são, obrigatoriamente, da espécie Coffea arabica, informou a assessoria de imprensa do Inpi.

Em 2005, a região do Cerrado mineiro foi reconhecida como indicação de procedência. Esse é o segundo registro de indicação geográfica brasileira concedido pelo órgão. O primeiro foi para os vinhos do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

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