Almoço do ano

09/01/2014 17:25

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Maíra Vieira
(foto: Maíra Vieira)

Dois restaurantes pra lá de agradáveis fecharam as portas em dezembro, vítimas da especulação imobiliária na capital. As casas dos anos 1940 e 1950 que abrigavam, respectivamente, o bar moderninho Balaio de Gatos, no Santa Efigênia, e o The L.A.B., no Santo Antônio, terão o mesmo destino. Vão para o chão, dando lugar a novos edifícios na cidade. O jeito foi mudar de endereço. Proprietárias do Balaio, as irmãs Valéria (Leka) e Luciana (Lu) Alvim estão se arrumando em novo espaço gastronômico no Mercado Distrital do Cruzeiro. E o inventivo Leandro Pimenta já alugou uma casa para reabrir o restaurante em Lagoa Santa, no Vetor Norte, onde vivem seus pais. Ambos devem estar de portas abertas ao público até o início de fevereiro.

Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)

Mudanças forçadas

Mais que um cozinheiro, o chef Ivo Faria é um embaixador da gastronomia local. Bom de papo e excelente na cozinha, o proprietário do Vecchio Sogno vem rodando o mundo e propagando a cozinha de quintal, a raiz dos preparos mineiros, nos últimos anos. Em novembro, numa segunda-feira, ele aproveitou a visita do amigo português Luis Américo, do restaurante Mesa, localizado no Porto, para apresentar ao companheiro de ofício alguns pratos tradicionalíssimos. Em sua casa, na região da Pampulha, executou sem pressa paneladas de pé de porco, língua, dobradinha e chuchu. Antes, serviu costelinha frita e linguiça. Para ajudar no preparo e na degustação, Ivo convidou mais duas dúzias de conhecidos chefs da cidade, entre eles, Felipe Rameh e Frederico Trindade (Trindade), Leandro Pimenta (The L.A.B.), Leonardo Paixão (Glouton), Américo Piacenza (Cantina Piacenza), Paula Cardoso (Haus München e Albano’s), Felipe Oliveira (C’Est Si Bon) e Guilherme Melo (Hermengarda). A resenha começou à tarde e se estendeu noite adentro.

Maria Mattos/Divulgação
(foto: Maria Mattos/Divulgação)

Tex-Mex no BH Shopping

Famosas no mundo todo, as gastronomias tex-mex e mexicana ainda não fizeram a cabeça dos mineiros. Prova disso é que a franquia gringa T.G.I. Friday’s, que funcionava no Pátio Savassi, durou pouco mais de dois anos, e o mexicaníssimo Chili’s fechou as portas no início do ano, depois de duas décadas. Assim, só restaram na cidade poucas opções de tacos e burritos em estilo fast food. Para tentar mudar o panorama, a franquia paulista Si Señor acaba de abrir as portas no BH Shopping. Com capacidade para 150 pessoas, a casa tem margueritas, tacos e sanduíches apimentados, tudo na na medida certa. A rede conta com 12 lojas em São Paulo, três no Rio e uma em Brasília, inaugurada em meados de novembro. Será que agora vai dar certo em BH?

Eugênio Gurgel
(foto: Eugênio Gurgel)

Cardápio enxuto

A casa da década de 1940 no Santa Efigênia abriga paredes recobertas com recortes de jornal e um cardápio enxuto, mas interessante, que reúne tira-gostos típicos dos botecos da cidade com releituras mais apuradas. Essa é a proposta da Bistrotecaria, que funciona na rua Álvares Maciel desde meados de novembro. O cardápio conta com criações como o a língua com purê de pimentão e farofinha crocante, costelinha confitada ao molho de mexericas com purê de batatas, além do talharim com bracciola da casa. Quem cria são os sócios Guilherme Medeiros, Estêvão Fernandes e Renato Boschi, que se revezam entre caixa, cozinha e salão. Antes de ir embora, a recomendação é pedir o petit gâteau de chocolate com pimenta, invenção de Guilherme.

Denis Medeiros
(foto: Denis Medeiros)

Pão de Queijo de origem

Moderninha por fora, tradicional por dentro. A Pão de Queijaria, especializada no mais mineiro dos preparos, que abre suas portas na última semana de 2013, na Savassi, tem no DNA quatro gerações atrás do balcão. Apesar de jovens, os donos da ideia conhecem do traçado. Responsável pelas receitas, Mario Santiago é a quarta geração de quitandeiros. As anteriores trabalharam na padaria da família na pequena Araújos, perto de Divinópolis (MG). Ele conta que os pãezinhos serão feitos com queijos "de origem" (da região da Canastra, Salitre e Sul de Minas) e servidos puros ou recheados. Para acompanhar, cafés do Sul de Minas, do cerrado e da mata atlântica, além de drinques feitos com o arábica e ocasionais safras especiais, desenvolvidos pelo sócio e amigo Lucas Parizzi. 

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