Produtora de banana de Delfinópolis aproveita sobras para produzir doces

Com apoio da Epamig, a agricultora passou a utilizar as bananas que não eram vendáveis, e agora, chega a ganhar R$ 1500 por mês só com os novos produtos

por Agência Minas 11/02/2014 14:22

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Emater-MG/Divulgação
A agricultora Evanir Barros transformou as sobras de banana em doces (foto: Emater-MG/Divulgação)
No município de Delfinópolis, sul de Minas, a cultura da banana é a principal economia da cidade. A cadeia produtiva gera renda para pequenos e grandes bananicultores, movimenta o comércio e garante trabalho alternativo para agricultores familiares, como é o caso da agricultora Evanir Barros Maia Freitas, responsável pela implantação de uma agroindústria familiar de doces caseiros.

Essa produção nasceu com o objetivo de dar um destino para as frutas descartadas da lavoura da família de Evanir, como conta Sávio Marinho, extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo ele, o marido da agricultora familiar começou a cultivar a banana prata-anã há quatro anos: “A maior parte da produção é destinada a atacadistas, mas no processo da seleção da fruta 'in natura', as impróprias para a comercialização, como as despencadas, as maduras ou as bananas abaixo do padrão de tamanho, eram descartadas”.

Percebendo o desperdício de frutas boas para consumo, Ivanir Barros resolveu transformar as sobras em doces e a ideia deu certo. A agricultora já tinha experiência em fabricação de doces. Mas, desta vez, a produção mudou sua vida financeira. A agroindústria de doces foi construída por meio de recursos próprios e de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, através de projeto da Emater-MG.

Os produtos recebem a marca Doces Caseiros Pé da Serra. A bananada, produzida com as bananas do quintal e com pouco açúcar, caiu no gosto dos clientes e se tornou o carro-chefe. Licenciada pelo Serviço de Inspeção Sanitária, a doceira também produz cocadinhas e pés-de-moleque. A produção é vendida para o público na entrada da cidade, na fila para a travessia da balsa, além de já ter encomendas. A agricultora consegue uma renda de R$ 1.500 mensais, que faz muita diferença na economia familiar.

Na produção, a agricultora conta apenas com uma ajudante, e nas horas de aperto ganha ajuda do marido e do filho mais novo. Segundo o técnico da Emater, Sávio Marinho, Evanir Barros é um ótimo exemplo: “Além de conseguir renda de forma criativa, faz bom uso do dinheiro, investindo nos estudos dos filhos: a primeira filha acabou de graduar-se em engenharia civil, o segundo filho faz agronomia em Muzambinho, e o mais novo, que ainda cursa o segundo grau, planeja seguir o caminho dos irmãos, contando com a ajuda financeira de sua mãe”.

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