Nonô: O rei da simpatia

Bar do Nonô, no centro de Belo Horizonte, mistura bom atendimento, sabor e tradição

por Marcelo Fraga 11/03/2014 19:02

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Raquel Corrêa/Divulgação
Para fazer o famoso caldo de mocotó, são consumidos mil pés de boi por semana (foto: Raquel Corrêa/Divulgação)
O cruzamento entre a avenida Amazonas e a rua Tupis, em plena região central de Belo Horizonte, abriga um ponto discreto, porém tradicional da capital mineira: o Bar do Nonô – conhecido como "O Rei do Caldo de Mocotó". Há meio século, antes mesmo de o simpático bar ser inaugurado, o sr. Raimundo Corrêa – o Nonô – já conquistava clientes com seu saboroso caldo, que ainda era vendido na calçada, em uma barraca simples, na região do Barreiro.

Hoje, o legado de Nonô, que faleceu em 1973, está nas mãos de três de seus filhos, que, juntos, mantêm viva a tradição do caldo de mocotó. "Gostamos do que fazemos, e tudo é feito com muito carinho. É gratificante continuar um trabalho deixado por meu pai", conta Clelson Luiz Corrêa, de 58 anos, um dos filhos do sr. Raimundo.

Os números do bar do Nonô impressionam e fazem jus ao título de rei do caldo de mocotó. De acordo com Clelson, são vendidos aproximadamente mil caldos todos os dias. Por semana, 1 tonelada e meia de mocotó – ou cerca de mil pés de boi – são cuidadosamente limpos, cortados e preparados para o cozimento. O bar conta ainda com uma venda expressiva de cerveja preta, do tipo malzbier: 35 mil latas de 350 ml por mês.

O segredo do sucesso, além do sabor singular do caldo de mocotó, está na fidelidade dos clientes, conquistada e mantida dia a dia pelos 21 funcionários da casa. Todo mundo que vai ao bar do Nonô é tratado pelo nome. O filho Clelson reconhece a simplicidade do estabelecimento e ressalta os méritos do pai, sr. Raimundo: "Aqui não tem conforto, não tem lugar pra sentar, mas meu pai nos ensinou a sermos educados com as pessoas e tratá-las sempre bem. Passamos isso para os funcionários".

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