Chocolate amargo é mais gorduroso que o "ao leite"

Muito consumido como uma alternativa saudável para quem gosta dessa iguaria, o produto com maior teor de cacau chega a ter até 30% de gordura em sua composição

por Fernanda Nazaré 13/10/2014 16:06

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Freeimages
Apesar de ter muito mais gordura que o chocolate ao leite, a versão amarga contém mais cacau, e, consequentemente, mais nutrientes (foto: Freeimages)
Comer chocolate, para muita gente, é um prazer quase irrecusável. Para consumir essa iguaria, sem culpa, muitos optam pelo chocolate com alto teor de cacau, que traria mais benefícios à saúde. Mas, você sabia que os produtos amargos, com mais de 50% de cacau, também são os mais gordurosos? A cada 100 gramas desse tipo de chocolate, 30 são apenas de gordura (quantidade suficiente para encher um copinho de cachaça). Quanto mais cacau, mais gordura proveniente da matéria prima.

Porém, o chocolate amargo ainda é o mais indicado para quem quer manter um consumo saudável. De acordo com o nutrólogo Ênio Cardillo, da Associação Médica de Minas Gerais, essa gordura não faz mal. "O chocolate possui um ácido graxo que pode se transformar em ácido oléico no nosso organismo, que é o mesmo existente no azeite", afirma. Ele ainda compara o benefício da se comer o produto com alto teor de cacau à "dieta do mediterrâneo", em que óleos benéficos à saúde – provenientes da oliva e de peixes – são consumidos em grandes quantidades. Pesquisas apontam que as pessoas que vivem à margem do mar Mediterrâneo e seguem esse padrão alimentar, à base da "gordura" saudável, desfrutam de uma longevidade de causar inveja.

Para os "chocólatras" de plantão, investir no consumo diário de chocolate amargo pode fazer bem à saúde, apesar de esse produto possuir mais gordura que as versões "ao leite" e mesmo o branco – que é feito de manteiga de cacau.

Sobre o risco de se ficar "viciado" em chocolate, de acordo com o nutrólogo, quimicamente falando, não há nenhuma substância que cause dependência. "Não é como a cafeína, que tem no café e nos refrigerantes à base de cola. Eu como chocolate todos os dias e não vejo mal algum nisso. O que importa é a quantidade. Não se pode exagerar. Ele faz bem pelos antioxidantes que possui e por suas propriedades fitoquímicas – estão presentes em alimentos de origem vegetal e promovem saúde e bem estar", explica Ênio Cardillo. Para ele, a quantidade razoável do produto a ser consumido diariamente está entre 30 e 50 gramas.

Últimas notícias

Comentários