Açúcar refinado vicia e pode causar até câncer

Os brasileiros consomem quase três vezes mais açúcar do que a média dos países. De acordo com a nutricionista, além de ser viciante, o produto pode causar desequilíbrio no organismo

por Da redação com assessorias 03/11/2014 11:04

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De acordo com a Embrapa, o brasileiro consome 150 gramas de açúcar todos os dias, o que é quase três vezes mais do que a média mundial (foto: Pixabay)
O consumo de açúcar vem crescendo a cada ano, é considerado uma droga estimulante, lícita, e pouco se discute sobre seus prejuízos à saúde humana. Para se ter uma ideia, de acordo com a Embrapa, em 50 anos, os brasileiros adicionaram 68 gramas do produto por dia em suas refeições. Isso equivale a cinco colheres de sopa. De acordo com o órgão de pesquisa agropecuária, nós consumimos cerca de 150 gramas de açúcar diariamente – a média mundial é de 57 gramas.

Seu consumo exacerbado vem trazendo consequências perigosas para a população, chegando a ser considerado um problema de saúde publica, atualmente, por gerar uma série de desequilíbrios sistêmicos.

A dependência química do açúcar gera sensação de prazer, estimulando neurotransmissores cerebrais. Essa reação boa leva ao vício, pois dura pouco tempo e nos faz querer sempre mais dessa substância. Como explica a nutricionista Andrezza Botelho, o produto refinado não traz beneficio algum para o organismo, por não conter nenhum nutriente, apenas calorias vazias. A energia em excesso é armazenada na forma de gordura, por meio do hormônio insulina, que, ao ser estimulado ou secretado constantemente, pode levar ao diabetes.

"O açúcar é apenas um alimento calórico, de baixa qualidade nutricional, que não oferece benefícios para o organismo. Ele rouba nutrientes, podendo alterar o meio digestivo no estômago, prejudicar a absorção de vitaminas e minerais, interferir na digestão e na absorção intestinal, além de facilitar o aumento da excreção de alguns nutrientes dentro do organismo", explica a especialista.

Pouca gente sabe, mas o açúcar traz prejuízos ao intestino, pois é o alimento preferido de bactérias patogênicas, fazendo com que as colônia cresçam rapidamente, e, ao mesmo tempo, diminui o número dos organismos que ajudam a flora intestinal. Outros malefícios são o aparecimento de diabetes, o aumento de cáries, infecções e osteoporose, relacionada à perda lenta e constante de cálcio e magnésio, lesão nas paredes dos vasos sanguíneos, obesidade, envelhecimento precoce (aumento de radicais livres), hiperatividade, ansiedade e dificuldade de concentração e irritabilidade.

"É fundamental o uso controlado e limitado desse alimento, para garantir a qualidade e o equilíbrio do corpo. Por meio de trocas inteligentes, como o uso de açúcar mascavo e o demerara, podemos ingerir alguns nutrientes interessantes. Mesmo assim, o consumo tem de ser consciente e equilibrado, para garantir a saúde física e mental", diz a nutricionista Andrezza Botelho.

Um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, feito com ratos de laboratório, mostrou que uma dieta com elevada dose de açúcar deixa o cérebro mais lento, prejudicando a memória e o aprendizado. De acordo com o estudo, o consumo excessivo pode interferir na capacidade da insulina de regular como a célula usa e armazena esse ingrediente, o que é necessário para o processamento de pensamentos e emoções.

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