Cachaça Maria Andante nem foi lançada e já enfrenta uma 'batalha'

A marca mineira está sendo proibida de usar a marca pela multinacional Diageo, dona do uísque Johnnie Walker, e que, recentemente, já barrou a aguardante João Andante de usar esse nome, por suposto plágio

por Da redação com assessorias 05/11/2014 11:52

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Olly Fotography/Divulgação
Assim como sua parente João Andante, a cachaça Maria Andante enfrenta uma disputa pelo uso desse nome (foto: Olly Fotography/Divulgação)

A Diageo, maior fabricante de destilados do mundo e dona da marca de uísque Johnnie Walker, continua sua batalha no mercado brasileiro de cachaça. Primeiramente, adquiriu a marca cearense Ypioca, por cerca de R$ 1 bilhão, em 2012, e, em 2014, ganhou no tribunal, em primeira instância, o processo de plágio contra a aguardente mineira João Andante. Esta, aliás, não pode mais usar esse nome, e mudou para O Andante.

Agora, com a chegada oficial ao mercado – que seria neste mês – da cachaça Maria Andante, a multinacional britânica Diageo iniciou nova briga. Assim como aconteceu com a João Andante, a Maria Andante, de propriedade da empresa Uno Cachaças Finas, foi acusada de plágio, e o caso foi encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), onde a marca mineira está registrada desde em 11 de janeiro de 2013.

Segundo a empresa britânica, o nome que faz referência ao uísque Johnnie Walker estaria sendo copiado, o que poderia levar o público consumidor ao erro ou confusão."Ao tomar conhecimento do registro da marca Maria Andante, a Diageo solicitou a anulação do registro ao INPI. A empresa sempre vai defender e preservar suas marcas de usos indevidos em qualquer país, bem como proteger os consumidores de produtores que usem ou registrem indevidamente marcas que possam gerar comparação direta ou parecer reprodução ou cópia. Essa postura continuará a ser seguida em qualquer caso", diz a nota enviada à Encontro pela assessoria da multinacional.

 

Por sua vez, a Maria Andante se defende, considerando "um absurdo se tentar impor e cercear uma pequena empresa nacional que contribui com o fisco e emprega famílias, de exercer suas atividades econômicas", segundo consta no processo no INPI.

A cachaça

A diretora da Uno Cachaças Finas, Arianne Silvério, explica que o investimento inicial na Maria Andante, incluindo a produção da bebida, gira em torno de R$ 300 mil. A expectativa é que as vendas ultrapassem a marca de 5 mil garrafas por mês. Ela será comercializada nas versões ouro e prata e deverá atender a adegas, empórios, distribuidores, lojas especializadas e supermercados de todas as regiões do Brasil.

Produzida em Taboão de Passa Quatro, região sul de MinasGerais, a bebida é envelhecida por sete anos em carvalho francês. "Conseguimos um excelente equilíbrio e harmonia para bebida que exprime, ao mesmo tempo, suavidade e sabor persistente que são característica dos taninos extraídos dos barris de carvalho", diz Arianne.

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