O teste da comida de rua

Percorremos 10 barraquinhas e carros de comidas de BH para provar refeições e quitutes diversos. Comprovamos que há diversidade e os preços valem a pena. Mas a localização e higiene poderiam ser melhores

por Aline Gonçalves 07/11/2014 14:19

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Pedro Nicoli/Encontro
O empresário Max Ladeira no carro do Go Pasta Fresh: amigos o chamaram de louco por apostar na ideia (foto: Pedro Nicoli/Encontro)
Tem acarajé, lasanha e macarrão. Sabores árabes e mexicanos. Bolos, tapiocas e mais. Onde encontrar tanta variedade? Nas ruas e feiras de Belo Horizonte. Lugar de passagem para a maioria, os espaços públicos da capital congregam grande variedade de produtos alimentícios à venda. Encontro visitou dez deles para conhecê-los, mapeá-los e experimentá-los, em duas semanas de julho e em uma de outubro, totalizando 130 km rodados.

Mais que encontrar diversidade de produtos, para além das frituras comumente associadas a esse tipo de alimentação, ficou claro, durante as visitas, que os preceitos básicos de higiene são seguidos pela maioria, mas ainda há gente que não usa luvas, touca ou álcool em gel, que, mesmo não sendo obrigatórios, são fundamentais para a tranquilidade do consumidor em relação à segurança alimentar. Outro ponto descumprido, e já deveria ser unanimidade, diz respeito à clara divisão entre quem prepara o alimento e quem recebe o pagamento.

Segundo a gerente de Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Maria Tereza da Costa Oliveira, o ensino de aspectos como esses é constante. “Para obtenção do documento municipal de licenciamento para comércio ambulante, é preciso que algum funcionário possua capacitação em manipulação de alimentos, ter o alvará sanitário e a caderneta de inspeção e, em caso de veículo, vistoria para transporte do alimento”, explica. As sanções para quem não cumpre os procedimentos são várias, passando de simples advertência a multa e interdição.

Outro aspecto positivo encontrado na alimentação de rua de BH diz respeito à agilidade do atendimento. Mesmo quando há muitos clientes, os funcionários não se confudem com os pedidos e tentam reduzir ao máximo o tempo de espera.  Por outro lado, o espaço de funcionamento dos carros de lanches, em geral, deixa a desejar. Sem qualquer preferência de estacionamento, muitos se espremem entre outros veículos, dificultando o acesso à mercadoria. Como a colocação de bancos ou cadeiras é proibida por lei, muitos procuram escapar das sanções estacionando perto de praças.

Do ponto de vista econômico, comer nas ruas pode ser uma opção barata: é possível gastar cerca de R$ 15 por uma refeição com suco ou refrigerante. O valor é menos da metade do registrado por pesquisa realizada pelo instituto DataFolha, a pedido da Associação das Empresas de Refeições e Alimentação Convênios para o Trabalhador (Assert), que apontou Belo Horizonte como a cidade com preço mais alto por refeição no horário do almoço, com custo médio de R$ 37,71; no Brasil, o valor é de R$ 30,14. O estudo, divulgado no primeiro semestre, foi realizado em 49 municípios, sendo 21 capitais. Foram coletados dados entre novembro e dezembro de 2013, somando 5.580 valores de diferentes tipos de refeição, como prato feito, por quilo, executivo e à la carte.

Com dinheiro (ou cartão de débito) na mão e os olhos atentos à segurança alimentar, é só provar o que a rua tem de melhor. Bom apetite!

Paulo Marcio/Encontro
Quibes e pratos árabes, com pastas como coalhada, no ponto: sabor fresco e autêntico é o diferencial da barraquinha que fica na Feira Tom Jobim (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Massas preparadas em caixinhas são o atrativo da comida servida no Go Pasta Fresh & Gourmet: em quatro pontos da cidade (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Saúde e sabor aliados: Aparecida Arruda, a Tantinha, apresenta seus bolos e quitutes feitos sem adição de açúcar (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Apostando no simples que dá certo, cachorro-quente servido no Gutierrez privilegia produtos de boa qualidade e poucas "invenções" na receita (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Espaguete feito na chapa com direito a muito bacon: há quase 20 anos é assim o preparo do produto servido na Pampulha (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
A Tapioca Três Irmãos é sucesso na av. Augusto de Lima: é só abrir a porta do carro que uma fila de clientes aparece (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
O negócio dos tacos já rendeu frutos: de barraquinha, passou para carrinho; agora, casal empreendedor também possui loja física (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Os famosos acarajés da barraca da Lu: nascida na Bahia, ela os frita pessoalmente enquanto os familiares ajudam no atendimento (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Todos os produtos servidos por dona Ivanir Rodrigues, a dona Nica, são feitos na casa da proprietária, na véspera da feirinha (foto: Paulo Marcio/Encontro)

Paulo Marcio/Encontro
Massas quentinhas na madrugada: horário de funcionamento é um dos grandes diferenciais da Usina da Massa (foto: Paulo Marcio/Encontro)



Clique no quadro abaixo e confira os detalhes do teste feito pela Encontro na comida de rua em BH


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