Ele é o "rei do espaguete" em BH

Tudo começou com uma receita de bar. Hoje, o sucesso do macarrão e do rochedão fez do Bolão um point do 'fim de noite' na capital mineira

03/02/2015 11:57

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João Carlos Martins/Encontro
José Maria Rocha, o Bolão, sente orgulho dos dois carros-chefes do bar e restaurante: espaguete e rochedão (foto: João Carlos Martins/Encontro)
Tim Maia e Rochinha foram alguns dos apelidos que José Maria recebeu quando tinha apenas seis anos de idade. Uma senhora que trabalhava na casa vizinha chegou a alertá-lo "não deixe que coloquem apelidos em você, porque isso pega". Mas era tarde demais. Todos os amigos do bairro Santa Tereza, que fica na região leste de Belo Horizonte, já tinham trocado o nome dele por Bolão. Naquela época, eles jamais poderiam imaginar que a referência dada ao menino gordinho seria o nome de um dos bares mais conhecidos da capital, que já foi frequentado por inúmeros artistas.

Aos 12 anos, Bolão já trabalhava no bar adquirido com muita dificuldade pela família, no bairro Santa Tereza. O pai, seu Rocha, já tinha feito "bicos" como pedreiro, carpinteiro, pintor e vendedor ambulante antes de conseguir montar o empreendimento. Com a ajuda da esposa, dona Maria, muito habilidosa no preparo de deliciosos salgadinhos, o lugar ficou bem movimentado.

Em um novo local, em frente à praça Duque de Caxias, o bar Rocha e Filhos tinha a missão de reconquistar a clientela. Depois de um tempo no novo bar, Bolão seguiu a sugestão de alguns clientes e incluiu o espaguete no cardápio. "Isso foi em 1970, eu tinha uns 22 anos e resolvi contratar a cozinheira de um bar que havia fechado no bairro e que servia espaguete. Ela ficou só três meses, mas foi o suficiente para eu aprender a fazer o prato", conta.

Rafael Barbosa/PBH/Divulgação
O Bolão, tradicional ponto turístico do bairro Santa Tereza, já recebeu clientes ilustres como os músicos do Skank e do Sepultura (foto: Rafael Barbosa/PBH/Divulgação)


Bolão passou cerca de 10 anos preparando, ele mesmo, o espaguete, até que as irmãs assumiram o comando da cozinha. O sucesso foi tão grande que o bar passou a ser conhecido como Bar do Bolão e o slogan criado por ele ficou na mente dos clientes: "O rei do espaguete".

Além do espaguete, outro prato muito apreciado é o rochedão, nada mais que um prato com arroz, feijão, batata, bife e ovo. "Não tem segredo nenhum a não ser o carinho no preparo. Eu acho que é justamente a simplicidade que faz a fama do rochedão", explica Bolão.

Frequentadores famosos

O bar já foi considerado um reduto boêmio da capital, frequentado, desde os anos 70, por vários músicos. Na parede estão penduradas as provas disso: discos de ouro das bandas Skank e Sepultura, presentes concedidos ao amigo Bolão. "Eles sempre frequentaram o bar. Hoje, é mais difícil por causa dos shows. Ainda assim, o Henrique [Skank] e o Paulo [Sepultura] continuam aparecendo por aqui de vez em quando", revela. Lô Borges e Paulinho Pedra Azul são outros músicos fiéis ao espaguete.

(com Assessoria da PBH e Belotur)

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