Guia Michelin do Brasil só avalia restaurantes do Rio e de São Paulo

O mais famoso indicador de qualidade de estabelecimentos em todo o mundo será lançado no país em abril, e deixa de fora restaurantes importantes dos outros 25 estados brasileiros

25/03/2015 15:02

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Zuleika de Souza/CB/D.A Press
O chef Alex Atala comando o restaurante D.O.M., único a receber duas estrelas na versão brasileira do guia Michelin, que será apresentado ao público em abril (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
O famoso guia Michelin, criado em 1900 por André Michelin, industrial francês fabricante de pneus, é reconhecido mundialmente por seus rígidos critérios de avaliação de restaurantes e chegará, pela primeira vez, ao Brasil. A publicação será lançada oficialmente em abril, mas devido ao vazamento das informações na internet, o público pôde conhecer os estabelecimentos avaliados e se surpreendeu ao saber que nenhum restaurante avaliado ganhou três estrelas, a maior honraria do guia – em todo o mundo existem 11 estabelecimentos com essa "honraria".

Além disso, a versão brasileira se limitou a alguns estabelecimentos do Rio de Janeiro e de São Paulo, ou seja, deixou de fora importantes casas dos demais estados, principalmente de Minas Gerais, Bahia, Brasília e Pará, por exemplo.

O restaurante paulista D.O.M., do renomado chef Alex Atala, foi o mais bem avaliado da versão brasileira do guia Michelin e recebeu duas estrelas – ele também possui uma boa classificação na lista Restaurant-World’s 50 Best, de 2014, quando ficou em sétimo lugar no mundo. Outras 16 casas levaram uma estrela, como o Dalva e Dito, em São Paulo – também sob o comando de Atala –, e o Oro, que fica na cidade do Rio de Janeiro e é dirigido pelo chef Felipe Bronze.

Travel.michelin.com/Reprodução
O portal do guia Michelin acabou vazando as informações dos restaurantes avaliados no Rio de Janeiro e em São Paulo (foto: Travel.michelin.com/Reprodução)


Para o mineiro Rodrigo Fonseca, chef e proprietário do restaurante francês Taste-Vin, que levou o título máximo da última edição da Encontro Gastrô, é normal que o guia Michelin seja restrito a algumas cidades. "Existe o guia de Londres, o de Paris e um com as principais capitais da Europa. Acho que eles optaram por Rio e São Paulo para diminuir o risco editorial, ou seja, prevenir que não se venda o guia em quantidade suficiente para justificar o trabalho de analisar os restaurantes de várias partes do Brasil", explica Rodrigo.

O premiado chef não se mostra surpreso com a restrição feita pelo guia Michelin, mas diz que é importante para um estabelecimento aparecer nessa publicação especializada. "Não é um guia elitista, mas os jurados analisam restaurantes até um certo nível de qualidade de serviço. E o padrão usado é altíssimo", analisa Rodrigo Fonseca. No Brasil, inspetores franceses e espanhóis visitaram os estabelecimentos do Rio e de São Paulo em 2014 para chegar à classificação atual.

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