Gostar ou não de jiló pode ser uma herança genética?

Um estudioso americano diz que existe uma associação entre algumas preferências alimentares e a genética

por Vinícius Andrade 28/07/2015 15:36

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Es.gov.br/Reprodução
Segundo estudos, o amargo do jiló pode ser maior ou menor, dependendo da herança genética de cada pessoa (foto: Es.gov.br/Reprodução)
Por que algumas pessoas detestam jiló, enquanto outras comem o fruto satisfeitas? Por que alguns amam chocolate e outros não ligam? A famosa frase diz que gosto é gosto e não se discute. Porém, resolvemos contrariar o dito popular para tentar entender os motivos que geram as divergências no paladar. As causas são diversas e ainda não existe uma resposta definitiva da ciência, mas hipóteses sugerem que até mesmo fatores genéticos podem influenciar.

Segundo o neurocientista Paul Briesling, do Centro de Química dos Sentidos, na Filadélfia, Estados Unidos, a diferença pode estar relacionada, entre outros fatores, à predisposição genética.

O médico geneticista Sergio Pena, Ph.D em genética humana pela Universidade de Manitoba, no Canadá, diz que a afirmação de Paul faz sentido, mas alerta: "ele não diz que as diferenças estejam exclusivamente relacionadas à genética".

O neurocientista também aponta predisposição cultural e sensibilidade maior das papilas gustativas para receptores do saber amargo como influenciadores nos gostos. Porém, ele afirma que a maioria das preferências individuais está ligada a fatores sociais e psicológicos. Se no seu ciclo de amizade, a aceitação por determinada bebida é grande, a chance de você comungar do mesmo gosto é maior. Uma experiência negativa na infância com um alimento específico também poderá ter uma influência decisiva no futuro.

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