Minas começa a produzir azeite de abacate

O sul do estado está aproveitando o maquinário usado pela indústria de azeite de oliva para investir na produção de óleo de abacate, especialmente para a alimentação

31/08/2015 13:46

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Epamig/Divulgação
O óleo ou azeite de abacate é rico em nutrientes, como minerais como ferro, cálcio, fósforo, fibras solúveis, fitoesteróis e vitaminas A e E, que ajudam na saúde do coração (foto: Epamig/Divulgação)
Pesquisadores mineiros encontraram uma alternativa para o azeite de oliva: o óleo de abacate. O uso do produto na indústria farmacêutica e de cosméticos já é conhecido, porém, agrônomos da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) querem, agora, fomentar o aproveitamento gastronômico do óleo puro. Segundo o engenheiro agrônomo Adelson Francisco de Oliveira, que coordena os estudos com óleo de abacate da Epamig em Maria da Fé, sul de Minas, o baixo custo é uma das principais vantagens.

"As máquinas, instalações e mão de obra usadas na extração do azeite de oliva somente são necessárias durante três ou quatro meses do ano. A abundância de abacate na região e o baixo valor da fruta durante anos de alta produção viabiliza o uso do excedente na agroindústria", afirma Oliveira.

O produtor José Carlos Gonçalves, de São Sebastião do Paraíso, aderiu à proposta. Ele planta abacate nas suas quatro fazendas há mais de 30 anos e vende 3 mil toneladas da fruta em todo Brasil. No ano passado, fez uma parceria com a Epamig para produzir 100 litros de óleo de abacate. Atualmente, ele faz demonstrações do produto às pessoas que visitam suas propriedades.

Vendo os primeiros resultados, Gonçalves está de olho na indústria de cosméticos e de alimentação, e vai começar a comercializar o óleo de abacate a partir de 2016. "Agroindústria para a extração do óleo com tecnologia totalmente nacional é pioneira no Brasil. Temos parcerias com a Epamig, com a Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e com a Universidade de São Paulo, onde ajudo no financiamento das pesquisas da fruta, que é boa para quase tudo", conta o produtor rural.

Epamig/Divulgação
O óleo é extraído do abacate por meio da centrifugação ou pela prensagem, tal qual é feito com o azeite de oliva (foto: Epamig/Divulgação)


Feitura do óleo

Um hectare de abacate pode produzir 40 toneladas de frutos que rendem cerca de 6 mil litros de óleo. De cor amarela ou esverdeada, o óleo pode ser extraído de qualquer variedade, se o fruto for colhido no momento certo e processado de maneira adequada.

A extração pode ser realizada por prensagem ou centrifugação, o que possibilita um produto de altíssima qualidade, classificado como extra-virgem, similar ao azeite, apresentando igual vantagem à saúde humana, segundo os pesquisadores.

O óleo de abacate pode ser consumido em saladas ou misturado a outros óleos vegetais, principalmente o azeite de oliva. Normalmente, é encontrado mesclado com o óleo de soja e oferecido pelo mercado interno com a finalidade de diminuir os custos de importação do azeite de oliva.

Benefícios para a saúde

Rico em minerais como ferro, cálcio e fósforo, fibras solúveis, fitoesteróis e lipídios (gordura), o consumo do abacate auxilia na redução dos níveis do colesterol ruim (LDL) e na elevação do colesterol bom (HDL), diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

Além disso, a vitamina E, um antioxidante natural, somada à vitamina A, torna o óleo um composto capaz de prevenir doenças oftalmológicas, como catarata e cegueira noturna.

O óleo de abacate ainda favorece o emagrecimento, pois auxilia na diminuição da absorção de colesterol pelo intestino. Mas, seu consumo deve ser controlado, porque é um alimento muito calórico.

Aprenda a usar

De acordo com a nutricionista Thaiana Marinha de Almeida Sousa, a recomendação diária para o consumo do óleo de abacate dependerá do gasto energético de cada pessoa. "Os óleos são compostos por lipídeos, que são altamente energéticos. Apenas uma colher de sopa, por dia, já é suficiente para obter os benefícios. A ingestão associada a alimentos ricos em licopeno e betacaroteno, como tomate e cenoura, por exemplo, otimiza a absorção", diz a especialista.

(com Agência Minas)

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