KitKat não vai mais usar cacau colhido por crianças

Segundo a Nestlé, a empresa quer se tornar a primeira no mundo a ter o chocolate 100% sustentável e livre de trabalho escravo ou infantil

por João Paulo Martins 31/08/2015 18:53

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De acordo com relatório da ONG Fair Labor Association, a Nestlé usa chocolate colhido por crianças em fazendas da Costa do Marfim (foto: Divulgação)
Nesta segunda, dia 31 de agosto, a gigante da indústria alimentícia Nestlé anunciou que os produtos da marca KitKat, em todo o mundo, passarão a ser auditados por empresas independentes, fazendo com que essa marca de chocolate passe a usar apenas cacau colhido de forma sustentável.

A decisão vem após uma onda crescente de críticas contra a empresa suíça, que foi acusada de usar trabalho escravo e infantil. Em 2012, um relatório da ONG Fair Labor Association apontou que crianças abaixo de 15 anos trabalhavam em 200 fazendas de cultivo de cacau na Costa do Marfim. O problema é que essas áreas produtoras são fornecedoras da Nestlé.

No domingo, dia 30 de agosto, a empresa suíça informou que "trabalho escravo não tem lugar em nossa cadeia produtiva", em resposta a uma acusação judicial promovida nos Estados Unidos por consumidores de alimentos para gatos. Segundo consta no processo, a empresa estaria usando, nos produtos próprios para os felinos, frutos do mar provenientes de trabalho escravo em países do sudeste asiático.

"Fontes sustentáveis de cacau ajudam a manter os meios de subsistência das comunidades produtoras e a entregar sementes de cacau de alta qualidade", diz Sandra Martinez, diretora da área de confeitaria da Nestlé, em pronunciamento oficial. "Este anúncio fará com que os consumidores adquiram mais confiança no KitKat como uma marca responsável", completa a executiva.

A iniciativa da Nestlé faz parte das comemorações dos 80 anos da marca KitKat, e o anúncio das mudanças na cadeia produtiva tem como objetivo o uso de 165 mil toneladas de cacau sustentável até 2017.

(com Huffington Post)

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