Belo Horizonte ganha 'fábrica' de café especial

Cafeteria conceito ensina como apreciar a bebida e traz o inédito 'cold brew' (café extraído a frio) para Minas

por Encontro Digital 06/05/2016 10:54

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Facebook/CafeAmerico/Reprodução
Um dos diferenciais da "fábrica de café" Casa Américo, instalada no bairro Floresta, em BH, é o "cold brew", que é a extração do grão a frio (foto: Facebook/CafeAmerico/Reprodução)
O café sempre esteve presente na vida do barista, cafeicultor e comerciante Robson Dias Cunha, que acaba de abrir, em Belo Horizonte, a loja conceito Café Américo, um espaço dedicado a quem gosta da bebida. "Montamos uma 'fábrica' da bebida. Nossa ideia é fazer com que as pessoas compreendam o que é exatamente a experiência de se tomar café. Aqui, elas acompanham todo o processo, da torra à degustação", explica. Robson tem, como sócios, os filhos Bruno (que vive nos EUA) e Juliana.

Herdeiro de uma fazenda com 42 hectares em Três Pontas, no sul de Minas Gerais (a família está no ramo cafeeiro há um século), Robson ocupa 29 hectares com 98 mil pés do grão, que rendem, em média, 500 sacas por ano. Hoje, além de se dedicar à "fábrica" instalada no bairro da Floresta, na capital mineira, ele também cuida da plantação – colhe em Três Pontas, processa na cidade vizinha de Machado e vende em BH. "Além de especial, nosso café é ecológico", comenta o empresário.

A Casa Américo (o nome homenageia o parente que comprou a fazenda há 100 anos) trabalha sob quatro vertentes: a primeira é o atendimento, que serve e ensina; a segunda, a torra do grão, que não emite resíduos e interfere o mínimo possível no meio ambiente; a terceira e a quarta referem-se à produção. Uma delas é a chamada "produção seca", em que, depois da torra, o produto é moído (ou não, há quem o prefira granulado). "Esta torra leva em consideração a granometria, ou seja, a densidade do pó e é feita conforme a escolha do cliente", diz Rosbon Cunha.

Outra questão relativa à produção é algo pioneiro em Minas Gerais: a Casa Américo criou o "cold brew", um sistema em que o café é extraído a frio, por cerca de 20 horas. O resultado, que, segundo Robson, está encantando a clientela, é uma bebida mais equilibrada, com 70% menos de acidez e menor teor de cafeína. "Além disso, o cold brew preserva os óleos naturais do café, que são responsáveis por um aroma bem mais acentuado", completa o barista.

(com Agência Sebrae)

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