Complexo gastronômico feito com contêiners chama a atenção no Floresta

Recém-inaugurado na região leste de BH, o espaço reúne quatro restaurantes. Proposta é levar o novo modelo à Pampulha e ao Vila da Serra

por Aline Gonçalves 29/03/2017 15:27

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Alexandre Rezende/Encontro
Espaço para 180 pessoas reúne nove contêineres e quatro tipos de gastronomia: ideia, agora, é expandir para outras regiões (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Ainda que as praças de alimentação dos shoppings não sejam um exemplo de aconchego - e a comida nem sempre prime pela qualidade -, elas normalmente ganham nota 10 no quesito praticidade. Poder escolher diferentes tipos de culinária em um mesmo espaço é uma vantagem e tanto, principalmente quando se está em grupos de amigos ou em famílias maiores, com gostos e apetites diversos. Certamente por isso, já chegou com cara de sucesso (e com filas nos horários de pico) o Container Food Park, no Floresta, novo modelo de alimentação na cidade, inaugurado em dezembro com capacidade para 180 pessoas. Traz essa parte boa da alimentação dos centros comerciais e agrega outros serviços, a exemplo do atendimento por garçons.

O complexo segue a moda dos contêineres marítimos. Nove "caixotes" vieram da China e passaram por adaptação termoacústica. Ao todo, funcionam ali quatro restaurantes. No S.P.E.T.T.O o carro-chefe são os espetos, claro, mas também há os hambúrgueres e outros itens como costela ao molho barbecue. No Un Taglio ganha vez a comida italiana, com suas massas, pizzas, saladas e risotos. O Yak-Mi apresenta comida oriental, especialmente chinesa, japonesa e tailandesa (sob consultoria do chef Beto Haddad, ex-Bangkok). Por fim, no Upanda provam-se a coquetelaria e a cozinha de sobremesas. O preparo-base de todos os pratos e petiscos é feito em uma espécie de cozinha-mãe, sob a supervisão do chef Allan Fré, conhecido por participar do programa The Taste Brasil, do canal pago GNT. Quatro souschefs ficam responsáveis pelas finalizações. "Acompanho bem de perto para que os cozinheiros usem as técnicas da melhor maneira possível", diz ele, que comanda uma equipe com quase 30 pessoas. Atualmente, o complexo abre apenas em horário noturno, mas em breve deve expandir seu funcionamento. "Chegamos a testar o almoço à la carte, mas notamos que seria necessário mudar o esquema", afirma o CEO do  Container Food Park, Rayone Müller. "Vamos implantar um self service com cozinha variada."

Alexandre Rezende/Encontro
Cheeseburguer acompanhado de batatas fritas é um dos pratos servidos no complexo (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Com experiência de duas décadas no planejamento e consultoria para implantação de shoppings no país, o empresário não esconde que realmente se inspirou nesses centros comerciais. "Já implantei 30 shoppings e minha ideia foi fazer o movimento contrário agora. Em vez de os clientes irem ao centro comercial, fomos em direção às pessoas, a regiões importantes, com vias de fácil acesso", explica ele ao citar o ponto, uma esquina da rua Hermílio Alves e avenida do Contorno, como um dos diferenciais do empreendimento.

O projeto, agora, é levar a ideia a outros pontos. Rayone quer abrir ao menos seis complexos na região metropolitana e franquear o estilo para cidades como Brasília, Florianópolis e Ribeirão Preto (SP). Os próximos food parks serão na Pampulha e em Nova Lima, no Vila da Serra, ainda neste ano. Na Pampulha, Rayone antecipa que pretende implantar um mix maior de produtos, como cozinha natural, comida brasileira e peruana. Devem ser usados 16 contêineres.

O Container Food Park deve começar a atender, no mês de abril, em sistema de delivery. "Cobraremos uma única taxa e o pedido poderá ter pratos japoneses, massas, hambúrgueres", diz. "Vai ser ótimo para reuniões de amigos." Seja em um shopping, seja ao ar livre ou mesmo em casa, comodidade nunca está em baixa.

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