Boxe para meninas

por Ana Cláudia Esteves 06/05/2011 17:14

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Cláudio Cunha
None (foto: Cláudio Cunha)

Elas quebram cada vez mais tabus e nos esportes não tem sido diferente.  Cresce aceleradamente o número de mulheres das mais diversas idades e estilos que atualmente praticam o boxe e suas variadas vertentes. A saúde em dia, a busca por um corpo sarado e a fuga da rotina e do estresse são o que elas procuram ao aderirem às artes marciais.

Trabalho excessivo, filhos, trânsito e a correria do dia a dia pedem um momento para relaxar e descarregar toda a carga de um longo e conturbado dia. Nesse caso, a malhação pode ser uma boa alternativa. O boxe e suas variantes, como o kick boxing e o muay thai (boxe tailandês), são a escolha da moda entre as mulheres. “Sempre adorei praticar esportes, mas o que tenho amor em fazer mesmo é treinar boxe”, diz a analista de planejamento logístico Bianca Greco, que frequenta academias de boxe há dois anos.

Bianca divide sua rotina estressante com socos, pesos, abdominais, chutes e cordas. “Aqui você pode bater em todo mundo sem machucar ninguém”, diverte-se Bianca. Ela, porém, não deixa a vaidade de lado: mesmo com dois treinos semanais, a jovem de 27 anos consegue manter as unhas enormes sempre muito bem feitas. Os treinadores até que tentaram demovê-la da ideia de deixar as unhas grandes. Em vão. “Acabei aprendendo a usá-las, mas depois de quebrar várias”, diz a lutadora. “Aqui eu corro e bato, mas na minha unha ninguém toca.”

O treinamento para as garotas é totalmente direcionado à necessidade da aluna. A preparação física usa pesos, caneleiras – claro, com as limitações impostas pela força e condicionamento cardiovascular de cada uma. O confronto entre as lutadoras só ocorre se houver interesse da atleta. “Além dos benfícios ao corpo e à mente, há também os ganhos na defesa pessoal”, diz o mestre em kick boxing Ely Pereira.

Uma prova do sucesso da modalidade entre as mulheres é que Ely voltou-se preferencialmente para elas na academia. “Quando comecei como professor, 20% dos alunos eram mulheres. Hoje, elas são quase 70%”, afirma o mestre. Patrícia Justus, 30 anos, também aderiu à moda e garante que sua vida melhorou em vários aspectos. A advogada, que buscava emagrecer e enrijecer os músculos, teve com o boxe também ganhos na saúde. “Sou agora uma pessoa mais calma, com preparo físico melhor”, afirma Patrícia. “Além disso, minhas noites de sono ganharam qualidade e minha alimentação teve uma melhora significativa.”

Entre 13 e 60 anos de idade, a procura pela prática não tem faixa determinada.  “É lógico que toda mulher quer ter um corpo bonito. Eu só não esperava o resultado viesse em tão pouco tempo”, diz, orgulhosa, a advogada Luciana Oliveira, 31 anos. “Tenho o corpo que não acreditava que um dia teria.” Luciana até pensou em largar o terapeuta para sobrar mais tempo para os treinos. O marido agradece: “Estou bem mais calma em casa.”

Cada aluna determina seu principal objetivo nas aulas. Além dos golpes, há uma frequência de exercícios abdominais, flexão e agachamento. Os treinos são diferentes, dependendo do dia. “Em um dia trabalhamos força, no seguinte explosão, alternando sempre treinos aeróbicos”, diz o faixa-preta e professor de kick boxing Thiago Michel. “Com isso, o corpo não fica ‘acostumado’ ao exercício, o que torna o resultado constante.” Em um treino intenso – e, claro, bem feito –, os especialistas calculam perda de pelo menos 700 calorias.

A clínica geral Maíra Moreira pratica boxe desde 2005. “Quando me perguntam se um dia eu vou parar, eu respondo: ‘Nunca’”, diz Maíra, de 27 anos. Como médica, ela recomenda o treinamento: “Quem faz boxe tem menos propensão à hipertensão arterial”, diz a clínica, que acrescenta: “Além disso, traz alívio dos sintomas de depressão e ansiedade e até melhora do humor”.

Juliana Floriano, advogada de 32 anos, aderiu ao boxe durante uma tentativa de emagrecer. Até então, ela praticava dois esportes para conciliar enrijecimento e perda de peso. Trocou tudo pela luta e garante que conseguiu acelerar a perda de peso. “Desde a primeira aula me apaixonei; depois que você pega a técnica direitinho e vai se aperfeiçoando, fica ainda mais gostoso.”

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