Doutores de sucesso

por Daniele Hostalácio 08/05/2011 20:47

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Divulgação, Cláudio Cunha, Eugênio Gurgel, Geraldo Goulart, Fábio Cançado, Paulo Márcio e Leo Araújo
None (foto: Divulgação, Cláudio Cunha, Eugênio Gurgel, Geraldo Goulart, Fábio Cançado, Paulo Márcio e Leo Araújo)

Um dia desses eles se postavam, solenes, braços erguidos, vozes firmes e emocionadas, na presença de amigos, pais, colegas. Pronunciavam o juramento de Hipócrates, personagem da Grécia Antiga que se tornou paradigma para os médicos, ao fundar os alicerces de uma medicina científica e, ao mesmo tempo, profundamente humana.

Passaram-se 20, 30, 50 anos, e aqueles jovens trilharam um vasto caminho na medicina. Construíram suas carreiras, acumularam conhecimentos e experiências, enfrentaram diagnósticos incertos, viram-se diante de casos desafiantes, surpreenderam-se com a força de alguns pacientes, sofreram com a perda de outros. O exercício da profissão, para todos, tem sido encarado como uma missão. Nela, encontraram uma fonte de autorrealização e também de incomparável possibilidade de prestar ajuda ao próximo.

Quem são esses médicos cujas trajetórias são reconhecidas pelos próprios colegas de profissão? Para chegar a essa resposta, Encontro foi atrás de quem conhece o que poderíamos chamar de bastidores da medicina: os próprios médicos. Ao todo, foram consultados 80 profissionais experientes que atuam na capital mineira e que apontaram, em 22 especialidades, médicos que consideram referências em Belo Horizonte e que eles indicariam para um familiar , por exemplo. Juntos, eles recomendaram um total de 478 colegas de profissão, o que demonstra que está longe de haver unanimidade no assunto.

Para todos os que participaram da pesquisa, a formação técnica, o conhecimento e a experiência são basilares, mas, a essas características, somam-se outras qualidades, que incluem desde a postura ética do profissional até a capacidade do médico de tecer uma relação humana com o paciente, a disponibilidade dele para escutar o doente e confortá-lo, a habilidade de se colocar no lugar do outro.

Em algumas especialidades, rapidamente alguns nomes se sobressaíram; em outras tantas, contudo, a disputa foi acirrada.  A dificuldade de se apontar um nome surgiu, em alguns casos, em função da peculiaridade da própria especialidade, como é o caso, por exemplo, da ortopedia, que hoje se divide em várias subespecialidades – há os especialistas em coluna, pé, joelho... “O conhecimento médico está se expandindo muito, exigindo a necessidade de se limitar o campo de atuação. Surgem, então, as subespecialidades”, pontua Márcio Ibrahim de Carvalho, o ortopedista mais indicado pelos médicos que participaram da enquete. Mas Márcio Ibrahim completa: “Não podemos jamais perder a noção de conjunto. O especialista precisa, sempre, lembrar-se de que o organismo é um só”.

Entre os 25 eleitos, há alguns pontos em comum: todos são homens, a grande maioria tem mais de 30 anos de carreira, muitos são filhos de médicos ou têm filhos médicos e todos destacam o fato de que, embora a medicina tenha evoluído muito, podendo hoje contar com o precioso auxílio da tecnologia e de modernas medicações, nada substitui a relação entre o médico e o paciente, que precisa ser sempre mais humanizada.

Quem é o bom médico? “Para responder a essa pergunta, é preciso olhar não só a parte do conhecimento e da experiência, mas também a parte afetiva. Ele gosta do ser humano, ainda que sujo, pobre e doente? Porque a medicina é muito mais um relacionamento humano do que um tratamento”, pontua o angiologista Ernesto Lentz, do alto de seus mais de 50 anos de carreira. Seu colega de profissão, o pediatra Nelson Ribeiro Lobo Martins, que todos os dias vê-se diante de vidas que ainda começam a, literalmente, engatinhar, completa: “A função do médico não é só curar, mas também escutar, ajudar, confortar...”

Indicar médicos que se tornaram referência está longe, muito longe, de pretender apontar “melhores” ou estabelecer uma espécie de ranking na medicina da cidade. Não se trata disso. Até porque existem algumas dezenas de outros médicos em BH tão bons quanto os indicados. Por que só estes estão aqui? Porque foram eles os escolhidos pelos colegas. Escolher um médico nunca foi tarefa fácil para os pacientes. De uma forma singela, Encontro quis dar uma contribuição para aqueles que nem sempre têm acesso a bons profissionais para solicitar indicações. Ademais, o que se quer é, através de alguns exemplos, valorizar o trabalho e a abnegação de todos os médicos sérios e dedicados à causa da saúde desta cidade.



CIRURGIA GERAL - WILSON LUIZ ABRANTES

Idade: 80 anos, 56 de carreira
Naturalidade: Malacacheta (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 350
Ex-chefe da cirurgia do Hospital de Pronto Socorro João XXIII professor aposentado da UFMG

Quando era menino, em Malacacheta (norte de Minas), Wilson Abrantes viu de perto a falta de assistência médica que os moradores da cidade, pequena e pobre, viviam. Por isso decidiu que seria médico quando crescesse. Tornou-se um dos mais respeitados cirurgiões gerais de Minas, atendendo, especialmente, a casos de urgência no Hospital João XXIII, onde formou uma leva de cirurgiões. Ali, atuou durante 45 anos – 29 deles dirigindo o setor de cirurgia geral. No Hospital Risoleta Neves, como professor da UFMG, também legou a seus alunos muito do conhecimento que acumulou ao longo da carreira. Foram milhares de cirurgias em mais de cinco décadas e um número sem fim de aulas. Hoje, aos 80 anos, mantém-se na ativa. Para seus discípulos, sua grande lição foi sobre a relação com os pacientes: “O envolvimento maior precisa ser com o doente, e não com a doença”.

Tambem tiveram boa votação:
Domingos André Fernandes Drumond
Fábio Pimentel Martins
Paulo Roberto Savassi Rocha
Lincoln Lopes Ferreira




UROLOGIA - CARLOS CORRADI

Idade: 56 anos, 32 de carreira
Naturalidade: Itaúna (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 350
Chefe do Serviço de Urologia do Hospital das Clínicas da UFMG; professor da UFMG; Urologista do Biocor

A possibilidade de acompanhar pacientes de todas as faixas etárias, da mais tenra idade até à velhice, foi um dos aspectos que levou Carlos Corradi a optar pela urologia. “É uma especialidade completa: tem uma extensa parte clínica e a cirúrgica, de que gosto muito”. Atuando nas últimas três décadas como urologista, Corradi foi testemunha do aumento da incidência do câncer de próstata, número que hoje se encontra estabilizado graças a uma maior conscientização sobre a necessidade de exames preventivos – uma causa que ele abraçou. Referência na área, tendo complementado sua formação na Universidade da Califórnia (EUA), hoje ele divide seu tempo entre o consultório – cerca de 40 cirurgias por mês – e a formação de futuros médicos – atua no Hospital das Clínicas da UFMG e é professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da universidade.

Também tiveram boa votação:
Francisco Bretas
Otacílio José Bicalho
Mário Soto




MASTOLOGIA - HENRIQUE SALVADOR

Idade: 52 anos, 28 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 300
Diretor-clínico do Hospital Mater Dei e coordenador do Serviço de Mastologia da instituição

Henrique Salvador mantém seu celular ligado 24 horas. “Além da formação, uma das mais importantes qualidades de um médico é a disponibilidade para o paciente”, diz. A postura de Henrique condiz com o que o levou para a medicina. Filho de pai e mãe médicos, ele vislumbrou na profissão “a possibilidade de prestar um grande benefício ao ser humano”. Com especializações na Inglaterra e no Canadá e à frente do serviço de mastologia do Hospital Mater Dei, do qual é também diretor clínico, Henrique realiza hoje cerca de 30 cirurgias por mês. O câncer de mama é um dos grandes vilões da especialidade na qual atua, mas ele destaca a evolução nos tratamentos contra a doença, o que tem aumentado as chances de cura e melhorado a qualidade de vida de pacientes. A medicina tem lhe ensinado muitas coisas, entre elas, que “o médico precisa ter sensibilidade. Precisamos ser verdadeiros, mas não cruéis. É preciso se colocar no lugar do outro”.

Também tiveram boa votação:
José Carlos Campos Christo
João Henrique Pena Reis
Washington Cançado de Amorim




PEDIATRIA - NELSON RIBEIRO LOBO MARTINS

Idade: 75 anos, 49 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 220
Professor aposentado da UFMG. Atuou por 44 anos no Centro Geral de Pediatria (CGP), hoje hospital Infantil João Paulo II

Nelson Lobo Martins atende a mais de 40 telefonemas todos os dias. Do outro lado da linha, quase sempre encontram-se mães angustiadas buscando resposta para problemas de saúde dos filhos. “Faço questão de atender. Para ser pediatra, é preciso ser paciente, presente, paternal, entre outras características”. Nelson começou sua carreira no Hospital Carlos Chagas, no qual 75% dos pacientes eram crianças. Ali nasceu o gosto pela pediatria. Durante 44 anos, atuou no CGP, hoje Hospital Infantil João Paulo II. Aposentou-se compulsoriamente, ao completar 70 anos, mas duas vezes por semana atende no local, como voluntário. Professor da UFMG por mais de 30 anos, participou da formação de inúmeros pediatras. Hoje, um de seus maiores orgulhos é o fato de um quarto de seus pacientes de consultório serem filhos de ex-pacientes. “Isso permite uma relação afetiva e efetiva”, diz.

Também tiveram boa votação:
Ennio Leão
Pythagoras de Moraes
Simone Maria Moreira




ONCOLOGIA - ROBERTO CARLOS DUARTE

Idade: 69 anos, 46 de carreira
Naturalidade: Pará de Minas (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$ 250
Oncologista do Oncocentro; professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e da Escola de Enfermagem da UFMG

“A oncologia é uma das especialidades em que a atuação do médico mais conta. Os diagnósticos de câncer vêm como uma marca, trazem muita angústia. Por isso a relação entre médico e paciente é tão importante e precisa ser humanizada”, observa Roberto Carlos Duarte. Formado em 1965, ele assistiu ao nascimento da oncologia como uma especialidade, numa época em que a maioria dos médicos eram clínicos gerais. Foi para os EUA em busca de conhecimento e, na volta, na década de 1970, criou o setor de oncologia do Hospital Felício Rocho, onde surgiu a primeira residência na especialidade em BH. Lidando numa área que espreita a morte, ele alivia o cansaço emocional nas idas diárias ao Minas Tênis Clube. Ali, pratica parte da receita que indica para a prevenção de doenças: faz atividade física e encontra amigos. “É preciso cuidar do corpo, mas também da alma”.

Também tiveram boa votação:
Roberto Fonseca
Bruno Ferrari
Renato Nogueira Costa
André Murad




CIRURGIA PLÁSTICA - TEÓFILO TARANTO

Idade: 60 anos, 37 de carreira
Naturalidade: Contagem (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$ 200
Proprietário da Clínica Teófilo Taranto

A música clássica toma conta do ambiente enquanto o cirurgião plástico Teófilo Taranto inicia os procedimentos para operar um paciente. Trata-se de um ritual que serve como inspiração, além de acalmá-lo. “A cirurgia plástica tem as técnicas já bem estabelecidas, mas uma grande parte depende de algo pessoal e intransferível, que é o feeling do cirurgião diante do que está sendo feito”. Formado em meados da década de 70, Taranto conta que resolveu cursar medicina já com o objetivo de se tornar cirurgião plástico. “A especialidade sempre me encantou”. Nela, ele pôde dar vazão, de alguma forma, a dois hobbies que cultiva, a fotografia e o desenho. “A cirurgia plástica é um trabalho de detalhes. O acabamento é demorado”, observa ele, que gasta, às vezes, até seis horas em uma cirurgia de reconstrução de mama. “É uma especialidade que tem muito de arte”, resume.

Também tiveram boa votação:
Ticiano Cló
Jorge Antônio de Menezes
Sérgio Moreira da Costa




OTORRINOLARINGOLOGIA - VINÍCIUS COTTA BARBOSA

Idade: 76 anos, 49 de carreira
Naturalidade: Abre Campo (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$ 250
Integra a equipe do Hospital Mater Dei e é professor voluntário da Faculdade de Medicina da UFMG e aposentado da UFMG

Quando era estudante de medicina, Vinícius Cotta Barbosa encontrou um mestre, Aldemar da Silva Guimarães, que exerceria grande influência em sua carreira e seria responsável por sua escolha pela otorrinolaringologia. “Ele gostava de ouvido, como eu, e era muito competente”, lembra. Foi também o “Dr. Silva” quem o incentivou a ir para fora do país, atrás das novas técnicas para cirurgias de ouvido. “Fui a Mineápolis e Chicago, nos EUA, depois a Zurique, na Suíça. Nesses lugares, trabalhei com os maiores nomes da medicina no mundo nas décadas de 1960 e 1970”, conta. Hoje dedicando-se especialmente a cirurgias de ouvido, ele é membro da equipe do Hospital Mater Dei e também dá aulas na Faculdade de Medicina da UFMG. O trabalho como professor é voluntário. Ali, tenta fazer a diferença na vida de futuros médicos, como um dia um mestre fez na vida dele.

Também tiveram boa votação:
Helena Becker
Gabriel Rabelo
Marcelo Sousa




CLÍNICA GERAL - JOSÉ OLINTO PIMENTA
DE FIGUEIREDO


Idade: 56 anos, 32 anos de carreira
Naturalidade: Capelinha (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 700
Coordenador do setor de Medicina Interna do Hospital Felício Rocho

A medicina foi a profissão escolhida por José Olinto Pimenta de Figueiredo porque ele sonhava em trabalhar ajudando as pessoas. Já a clínica geral surgiu pelo fato de ele acreditar que, por meio dela, seria possível atuar “de forma mais abrangente e completa, com mais qualidade, indo fundo nos diagnósticos”. Formado há mais de 30 anos, José Olinto atua de perto na formação de residentes, sendo coordenador do setor de Medicina Interna do Hospital Felício Rocho. Em seu trabalho diário, coordena inúmeros casos clínicos. “A clínica geral de hoje é diferente daquela do passado. O atendimento ganha qualidade, pois o paciente não é atendido por várias especialidades”, avalia. Na base do seu trabalho, ele indica que está o conhecimento técnico, ao lado de duas qualidades que considera fundamentais: o discernimento clínico, “qualidade quase inata”, e a compaixão.




CLÍNICA GERAL - ARQUIMEDES SANTOS

Idade: 54 anos, 32 de carreira
Naturalidade: Itabuna (BA)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 350
Chefe do CTI do Hospital Life Center

Em mais de três décadas como médico, o clínico geral Arquimedes Santos aprendeu a conviver com serenidade com pacientes em fase terminal. “Hoje, eu fico tranquilo, porque sinto que estou prestando uma importante ajuda, até maior que aquela que poderia oferecer a um paciente em melhores condições de saúde. Ofereço cuidado, conforto, num momento decisivo para o paciente e também para os familiares do doente, que terão de sobreviver àquela perda”, avalia. Chefe do CTI do Hospital Life Center, o médico começa o dia percorrendo os leitos dos pacientes. À tarde, atende em seu consultório. “Escolhi ser clínico geral porque é uma especialidade que permite, por parte do médico, uma avaliação maior e mais ampla do paciente”. Em seu trabalho, encontrou a oportunidade de ajudar as pessoas e de exercitar aquilo que ele considera imprescindível para o bom exercício da medicina: “É preciso manter, sempre, o cuidado e o respeito com o ser humano”.

Também tiveram boa votação:
Jefferson Torres Moreira Penna
José Teixeira de Freitas Júnior




REUMATOLOGIA - MARCO ANTÔNIO PARREIRAS DE CARVALHO

Idade: 59 anos, 35 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$ 280
Participou da criação da residência em Reumatologia do Hospital da Previdência e do Hospital das Clínicas da UFMG; professor da Faculdade de Medicina da UFMG

Marco Antônio Parreiras de Carvalho ainda era criança e já dizia que um dia seria médico. Cresceu, fez medicina e hoje avalia que era mesmo predestinado para a carreira, pela qual se apaixonou. “Se eu tivesse que escolher novamente, seria médico de novo”, afirma. Especializou-se em reumatologia, tendo participado da criação da residência em reumatologia do Hospital da Previdência, em BH, e do Hospital das Cínicas da UFMG. Professor da Faculdade de Medicina da UFMG há 29 anos, ele é um dos autores de uma obra-referência na sua especialidade, o livro Reumatologia - Diagnóstico e Tratamento. Preocupado com a atual qualidade do atendimento médico, Marco Antônio conta que desde que se formou nunca realizou mais de cinco consultas por turno. “Se não der para ouvir, entender e atender o paciente, nada feito.”

Também tiveram boa votação:
Boris Afonso Cruz
Maria Vitória Quintero
Cristina Lanna

 


REPRODUÇÃO HUMANA - JOÃO PEDRO JUNQUEIRA CAETANO

Idade: 46 anos, 22 anos de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 500
Idealizador e diretor-presidente da clínica Pró-criar - Centro de Medicina Reprodutiva

O desejo de ser cientista e o espírito curioso que marcaram sua infância encontraram na medicina uma profissão ideal. “Quando comecei o curso, fiquei apaixonado”, revela o médico ginecologista e obstetra João Pedro Junqueira Caetano. Ainda durante o curso, trabalhando no Hospital Mater Dei, ele começou a acompanhar casos de reprodução assistida, como os que resultaram no primeiro bebê de proveta de Minas Gerais. “Vi que era aquilo que queria fazer”. Buscou especialização fora do país – fez pós-graduação em fertilização in vitro pela Universidade de Paris XI, na França – e, em 1999, criou a clínica Pró-criar, um centro de reprodução assistida que atua em parceria com o Mater Dei. Hoje, dedica-se exclusivamente à reprodução humana. “Escolhi a especialidade que trabalha com a vida”, diz. A clínica que dirige já permitiu que mais de 5 mil bebês viessem ao mundo.

Também tiveram boa votação:
Ricardo Marinho
Selmo Geber




GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA -
LUCAS VIANNA MACHADO

Idade: 75 anos, 49 anos de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$ 250
Diretor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Foi professor titular da disciplina de Ginecologia da Faculdade

“Fui criado dentro da biblioteca do meu pai. Na época, ela tinha mais livros de ginecologia que a biblioteca do Hospital das Clínicas de São Paulo. Havia obras alemãs, francesas”, lembra o ginecologista e obstetra Lucas Vianna Machado. O resultado não poderia ter sido outro: encantou-se pelo ofício do pai e resolveu dedicar a vida à mesma lida. Nas últimas décadas, a rotina dele foi acordar nas madrugadas para atender pacientes em trabalho de parto. Foram mais de 10 mil nascimentos pelas suas mãos – só na Maternidade Otaviano Neves, atuou por 40 anos. O último parto foi em 2006. Desde então, continua atendendo em seu consultório e dedicando-se à direção da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Ali, como colaborador, dá aulas na disciplina de Ginecologia, da qual foi professor titular por anos. Sobre a escolha da profissão, diz: “Acho que foi herança genética”.

Também tiveram boa votação:
Cláudia Navarro Carvalho Duarte Lemos
Salvador Pitchon
Aroldo Fernandes
Sávio Costa Gonçalves




ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA - EDUARDO SOUZA LIMA

Idade: 50 anos, 23 anos de carreira
Naturalidade:  Belo Horizonte (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas da UFMG
Preço da consulta: R$ 300
Atende na Clínica de Alergia Souza Lima

A admiração pelo pai, médico alergista, conduziu Eduardo Souza Lima para a alergologia. “Escolhi dar continuidade ao bom trabalho dele”, diz. Formado há mais de duas décadas, o médico buscou especialização na Universidade Sul da Califórnia e hoje atua especialmente na clínica que leva o nome da família – a esposa dele, Ingrid Souza Lima, também é alergologista. Em seu consultório, tem assistido ao aumento da procura por sua especialidade, num mundo no qual os alimentos industrializados, repletos de corantes e conservantes, são alguns dos vilões das alergias, ao lado do famigerado ácaro, que domina a questão quando o tema é alergia respiratória. Do pai, Eduardo avalia que herdou não só a profissão, mas algo que, destaca ele, não se aprende na universidade: “É preciso tratar o paciente, e não a doença, e nunca perder a visão holística”.

Também tiveram boa votação:
Ataualpa Reis
Roberto Magalhães de Souza Lima


 

ANGIOLOGIA - ERNESTO LENTZ

Idade: 75 anos, 51 anos de carreira
Naturalidade: Pouso Alegre (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 300

Médico da Santa Casa. Professor convidado da disciplina de técnica cirúrgica da Faculdade de Medicina da UFMG Ernesto Lentz não sabe explicar por que escolheu a medicina. “Como toda vocação, há um apelo misterioso. Quando criança, lembro-me de que a figura do médico me impressionava. “Era quem nos atendia, inspirava confiança”, diz. Fato é que a medicina entrou na vida dele como uma “paixão”. Especializou-se em angiologia e em cirurgia vascular, podendo se desdobrar entre a clínica e os bisturis. “Aprendi numa escola cirúrgica refinada, que começou com o médico Borges da Costa e teve tantos outros grandes mestres”. Co-autor de Técnica Cirúrgica, obra considerada referência na área, por 38 anos Lentz coordenou a disciplina de Técnica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da UFMG – depois da aposentadoria compulsória, ao completar 70 anos, continua dando aulas, agora como professor convidado. “Não recebo mais para dar aulas. Faço por amor à arte, à medicina”.

Também tiveram boa votação:
Caetano de Souza Lopes
Daniel Mendes Pinto

 

DERMATOLOGIA - BERNARDO GONTIJO

Idade: 59 anos, 35 anos de carreira
Naturalidade:  Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 380
Professor de dermatologia na faculdade de Medicina da UFMG, coordenador do curso de dermatologia do Hospital das Clínicas da universidade

A dermatologia tem algumas características que a tornam sui generis. É a especialidade com o maior número de doenças – a pele é o maior órgão do corpo –, e enorme quantidade dessas enfermidades tem causa desconhecida e não possui tratamento. Mestre e doutor na área, o dermatologista Bernardo Gontijo é professor na Faculdade de Medicina da UFMG e coordenador do curso de dermatologia do Hospital das Clínicas da universidade. Ele decidiu enfrentar esse desconhecimento sobre a pele, entre outras razões, pelo fato de ter crescido vendo o exemplo do pai, também dermatologista. Com ele, além da cumplicidade do exercício da mesma profissão e a oportunidade de conviver com um mestre privilegiado, aprendeu que o médico precisa se colocar do outro lado da mesa e “sentir as angústias e os anseios dos pacientes”.

Também tiveram boa votação:
Maria Silvia Laborne Alves de Sousa
Antônio Carlos Martins Guedes
Iara Lúcia Nunes Silveira
 

 

GERIATRIA - JOÃO CARLOS BARBOSA MACHADO

Idade: 48 anos, 22 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$580
Coordenador do Serviço de Medicina Geriátrica do Mater Dei; coordenador da pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas

“Valorizar a vida em todas as idades e encarar a velhice não como fardo, mas sim como uma conquista”. Essa é uma das inúmeras lições que o geriatra João Carlos Barbosa Machado declara ter aprendido em seu convívio diário com idosos. “Muitos são os exemplos de envelhecimento bem-sucedido, com dignidade, respeito e oportunidades”, afirma. Coordenador do Serviço de Medicina Geriátrica do Hospital Mater Dei, João Carlos escolheu uma especialidade que enfrenta grande falta de profissionais. “Hoje, temos cerca de 21 milhões de idosos no Brasil e apenas 922 médicos titulados pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia”, observa. Na carreira que escolheu, ele tem tido a possibilidade de prestar assistência integral a pessoas idosas, nos seus aspectos preventivos, de tratamento e de reabilitação. “Isso é indubitavelmente recompensador”, declara.

Também tiveram boa votação:
Flávio Chaimowicz
Ulisses Gabriel Vasconcellos Cunha

 

ORTOPEDIA - MÁRCIO IBRAHIM DE CARVALHO

Idade: 82 anos, 58 de carreira
Naturalidade: São Gonçalo do Sapucaí (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 400
Criador do Serviço de Ortopedia do Hospital Felício Rocho, onde atua; professor aposentado da UFMG

Márcio Ibrahim de Carvalho começou a vida de médico como cirurgião geral. “Mas a cirurgia geral, naquela época, era mutilante – havia um problema na vesícula, por exemplo, e o que se fazia era cortar aquele órgão. A ortopedia, ao contrário, era reconstrutora, e isso me atraiu”, conta. Márcio foi para os EUA especializar-se – fez mestrado na Universidade da Pensilvânia e depois doutorado na Universidade da Califórnia. Quando regressou ao Brasil, tornou-se importante liderança dentro da ortopedia – fundou a Revista Brasileira de Ortopedia, da qual é editor emérito; criou o Serviço de Ortopedia do Hospital Felício Rocho, que coordenou por 35 anos, e o primeiro exame nacional para especialistas em ortopedia e traumatologia. “Existem, hoje, várias subespecialidades dentro da ortopedia. Mas não podemos perder a noção de conjunto. O organismo é um só”, destaca.

Também tiveram boa votação:
Roger Simões
Leonardo Silluzio
Cimar Eustáquio Marques da Silva
Kleber Elias Tavares

 

ANESTESIOLOGIA - ARTUR PALHARES NETO

Idade: 59 anos, 30 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 100
Professor da Faculdade de Medicina da UFMG; coordenador da equipe de anestesiologia do Hospital Mater Dei

“Sempre fui muito imediatista. Quis exercer uma especialidade na qual eu visse rapidamente o resultado do meu trabalho. E a anestesiologia me permite isso:  o paciente dorme, não sente dor durante a cirurgia e fica curado. É algo real”, destaca Artur Palhares sobre sua opção em ser anestesista. Além disso, houve o incentivo e o exemplo do Dr. Raul Costa Filho, “um grande professor e um grande ser humano”. Escolhida a seara na qual atuar, Artur se tornou um dos maiores batalhadores pela implantação da consulta pré-anestésica, aquela agendada antes da cirurgia e que permite um conhecimento prévio do paciente. “Isso diminuiu muito os riscos da anestesia. Além disso, contamos, hoje, com vários recursos: conseguimos monitorar quase tudo do paciente durante a cirurgia, até mesmo o estado de consciência dele”. Atualmente, ele dá aulas na UFMG e coordena a equipe de anestesiologia do Hospital Mater Dei.
 

 

ANESTESIOLOGIA - MARCÍLIO BATISTA PIMENTA

Idade: 47 anos, 23 de carreira
Naturalidade: Teófilo Otoni (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$70
Anestesiologista do Hospital Felício Rocho e do Hospital das Clínicas da UFMG

“A anestesiologia evoluiu muito nos últimos 30 anos. Dispomos de aparelhos, monitores e drogas anestésicas excelentes. Hoje, temos muito mais segurança”, observa o anestesiologista Marcílio Batista Pimenta. Um cenário bem diferente de quando o pai dele atuava na especialidade, no interior de Minas. “Eu ia com ele aos hospitais, admirava-o muito. Era um médico caridoso, e isso certamente me influenciou na decisão de seguir a mesma profissão, além do interesse que sempre tive pela farmacologia e pela fisiologia”. Médico do Hospital das Clínicas da UFMG e do Hospital Felício Rocho, Marcílio observa que a especialidade impõe ao anestesiologista um importante desafio: “Durante as cirurgias, estamos com o paciente em nossas mãos. Devemos ser precisos, para que tudo transcorra da melhor forma. Nosso papel é fundamental para que o paciente evolua bem, durante e após o ato cirúrgico-anestésico”.

Também tiveram boa votação:
Ana Maria Vilela
 

OFTALMOLOGIA - FERNANDO CANÇADO TRINDADE

Idade: 62 anos, 36 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 350
Atende na Clínica Fernando Cançado Trindade. Foi professor da Faculdade de Medicina da UFMG durante 25 anos

Foram as inspiradoras aulas do mestre Hilton Rocha que conduziram Fernando Cançado Trindade para a oftalmologia. “Sofri influência direta dele”, revela o médico. Desde que começou a atuar, Fernando escolheu as microcirurgias de catarata como foco do seu trabalho. “Fui para os Estados Unidos e fiz todo o meu treinamento lá, em Nova Iorque, berço da moderna cirurgia de catarata.” Concluiu doutorado e pós-doutorado na especialidade e, durante 25 anos, foi professor da UFMG, formando uma leva de profissionais. Atualmente, abdicou das aulas para dedicar-se a um grande projeto de oftalmologia que irá implantar e que, por enquanto, prefere manter em sigilo. “Já realizei milhares de cirurgias, mas sempre opero como se fosse a primeira vez, com todo cuidado, pois o resultado da operação irá determinar a qualidade de vida do paciente. A visão é um dom muito precioso”.

Também tiveram boa votação:
Roberto Abdalla Moura
Orestes Miraglia Júnior
Renato Dias Cardoso
Renato Laender
 

 


 
NEUROLOGIA - PAULO ROBERTO ROCHA

Idade: 49 anos, 25 de carreira
Naturalidade: Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 300
Médico do Hospital Felício Rocho. Coordenador das residências em neurologia clínica do Hospital Felício Rocho e da Fhemig

A necessidade de enfrentar o desafio do conhecimento em prol da saúde do outro foi o que levou Paulo Roberto Rocha escolher a medicina e, mais especificamente, a neurologia. “É uma área enigmática, que lida com doenças que trazem muitas mazelas e inquietam muito as pessoas”, observa. Médico do hospital Felício Rocho e coordenador das residências em neurologia clínica na instituição e também na Fhemig, o médico destaca que a neurologia vive um momento decisivo. “É a especialidade do século. Existe uma enorme quantidade de informação sendo produzida hoje nesse campo. Alzeihmer e Parkinson, por exemplo, são as doenças mais estudadas, na atualidade, no mundo”, observa. O médico avalia que, num curto intervalo de tempo, deverão se concretizar importantes avanços na cura de doenças neurológicas que hoje não encontram solução. “Sou um otimista”, afirma.

Também tiveram boa votação:
Luiz Cláudio Ferreira Romanelli
Jair Leopoldo Raso




ENDOCRINOLOGIA - PAULO DIAS

Idade: 64 anos, 40 de carreira
Naturalidade: Alto Rio Doce (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$700
Coordenador da Clínica de Endocrinologia do Mater Dei e dos cursos de especialização do Mater Dei e do Hospital da Baleia

“Muitas vezes, o fracasso de um tratamento está ligado a algo que o paciente está vivendo. Não basta pedir exames e depois receitar, é fundamental saber ouvir a pessoa, tratá-la como um todo, entender o que está acontecendo com ela”. A observação é do médico Paulo Dias, que há 40 anos dedica-se à endocrinologia. “É uma especialidade muito lógica, racional e muito gratificante para o médicos, pois dispomos de um arsenal de remédios. Quando o diagnóstico é correto, podemos tratar a maioria dos casos e ajudar muito os pacientes”. Coordenador da Clínica de Endocrinologia do Hospital Mater Dei e dos cursos de especialização em endocrinologia do Hospital Mater Dei e do Hospital da Baleia, Paulo Dias tem atuado, especialmente, em problemas como diabetes, distúrbios da puberdade e do crescimento (endocrinologia da criança) e distúrbios hormonais femininos.




ENDOCRINOLOGIA - EDUARDO PIMENTEL DIAS

Idade: 61 anos, 37 de carreira
Naturalidade:  Belo Horizonte (MG)
Formação: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Preço da consulta: R$ 300
Atua no Hospital Felício Rocho e é professor do Departamento de Propedêutica Complementar da Faculdade de Medicina da UFMG

A endocrinologia ainda se firmava como uma especialidade quando Eduardo Pimentel Dias optou por esse campo da medicina. A outra opção que tinha em mente era clínica geral, área à qual o pai, médico, destinara a carreira. Na endocrinologia, Eduardo Dias foi especialmente instigado pelas doenças da hipófise, da tireóide e do crescimento. Nelas, encontrou o desafio que o moveu na busca por conhecimento – chegou a fazer mestrado e doutorado. Há 35 anos, trabalha no Hospital Felício Rocho, tendo participado da criação da residência médica em endocrinologia da instituição. Paralelamente, é professor do Departamento de Propedêutica Complementar da Faculdade de Medicina da UFMG. Para além do conhecimento teórico, ele se sente diariamente desafiado a colocar em prática “a capacidade de analisar criticamente a literatura médica e a minha própria atuação”.

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José Codo Albino Dias




CARDIOLOGIA - EPOTAMÊNIDES MARIA GOODGOD

Idade: 61 anos, 37 de carreira
Naturalidade: Nacip Raydan (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 250
Preceptor da residência em cardiologia do Hospital Socor e do Hospital João XXIII

As doenças do coração são as que mais matam no mundo. “Por isso, especialmente na cardiologia, é fundamental se criar uma boa relação com o paciente, já que o médico tem de lidar com esse medo que as pessoas têm, pois identificam o coração como o órgão mais vital do corpo”, observa o cardiologista Epotamenides Maria Good God. Formado pela UFMG há quase quatro décadas, o médico completou sua formação na Faculdade de Medicina da USP, onde fez doutorado. “Ainda durante o curso de medicina, eu convivia com muitas pessoas que trabalhavam com cardiologia e acompanhava muitos pacientes que apresentavam doenças cardiológicas. Acabei me encantando por essa área e nunca cheguei a pensar em outra especialidade”, conta o médico que, além de se dedicar ao consultório, é preceptor da residência em cardiologia do Hospital Socor e do Hospital João XXIII.

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Estêvão Lanna Figueiredo
José Olímpio Dias Júnior




MEDICINA GENÉTICA - SÉRGIO PENA

Idade: 63 anos, 40 de carreira
Naturalidade:  Belo Horizonte (MG)
Formação: graduado na UFMG
Preço da consulta: R$ 490
Presidente do Laboratório Gene; professor titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG

Único cientista brasileiro a participar do projeto Genoma Humano, Sérgio Pena tornou-se referência em medicina genética por ter introduzido na América Latina os teste de DNA para identificação de paternidade. “Isso causou uma verdadeira revolução social no Brasil”, afirma. Doutor em genética humana pela Universidade de Manitoba (Canadá), com pós-doutorado no National Institute of Medical Research em Londres, o médico está à frente de um laboratório que já realizou centenas de milhares de análises de DNA e tem investido pesado em pesquisas. “A ciência está aí para nos dar respostas. É a luz na escuridão”, afirma. Professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, ele avisa que uma nova resolução está por vir: “Quero trazer para o Brasil a medicina genômica, que possibilitará a previsão e a prevenção de doenças. É o futuro da medicina”.


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Letícia Lima Leão

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