Retratos da Cidade 2

por Simone Dutra 07/06/2011 08:32

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Eugênio Gurgel, Cláudio Cunha, Washington Alves/Divulgação e Júnia Garrido
None (foto: Eugênio Gurgel, Cláudio Cunha, Washington Alves/Divulgação e Júnia Garrido)

Ensino centenário

 

Um quarteirão no bairro Funcionários. Esse foi o espaço doado pela prefeitura, em 1912, a um dos colégios mais antigos da capital mineira. O Colégio Arnaldo, dirigido pela congregação alemã Verbo Divino, tem quase cem anos de existência e muitas histórias para contar. A começar pela suspeita do abrigo antiaéreo para períodos de guerra e de um túnel que o ligaria ao colégio Sagrado Coração de Jesus. Curiosamente, até 1950, só estudavam meninos na escola. Por lá passaram muitas pessoas que se destacaram no cenário mineiro e nacional, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, o ex-prefeito Célio de Castro, o escritor Fernando Sabino, o ex-ministro Patrus Ananias, entre muitos outros. Tombado pelo patrimônio histórico municipal, atualmente passa por uma restauração na fachada. Depois será a vez de o auditório sofrer mudanças. “Para nós, o restauro é uma necessidade, pois a fachada está muito degradada”, afirma o professor e padre René Luiz de Oliveira, diretor-geral da escola.

 

 

 

 

Arte dos pontos

 

Existe em Belo Horizonte um local dedicado exclusivamente à história do bordado. Vestidos de noiva, caminhos de mesa, roupas, colchas, entre outros, podem ser encontrados no Museu do Bordado. Localizado no bairro Cidade Nova, foi criado há oito anos pela artista plástica Beth Lírio. Nasceu de doação de peças de suas amigas, que pediam a outras amigas e assim por diante. “E ainda é assim. Hoje recebo bordados até pelos correios”, revela Beth. Juntou tantos que decidiu reservar o 3º andar de sua casa, pois não conseguiu verba para abrigar os objetos em um local próprio. Hoje, Beth conta com um acervo de aproximadamente 2 mil peças. A mais antiga é de 1780: um pequeno pano de penteadeira em crochê com linhas finas. Os cuidados? São muitos, tanto que foi criado um grupo para manter as peças intactas, sem amarelado, fungos, traças e outros agentes de destruição. O Museu do Bordado recebe visitas diariamente. Basta entrar em contato (3484-1067) e agendar o horário.

 

 

 

 

Memória dos trens de ferro

 

Os moradores de Sarzedo, antigo distrito de Ibirité, estão rindo à toa. O conjunto arquitetônico do complexo ferroviário da cidade acaba de virar museu. Trata-se da Estação Sarzedo – Plataforma de Cultura. A ideia é criar um ambiente voltado para a preservação da memória ferroviária e sua vinculação com a mineração, transporte de cargas e passageiros. No espaço, o visitante conhece, por exemplo, como funciona uma mina, por meio de uma grande maquete que mostra o caminho do minério da lavra à saída do porto. “O espaço poderá se firmar como um ponto de convergência de cultura, arte e lazer, acessível para toda a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirma o gerente-geral do Complexo de Paraopeba da Vale, Luciano Guido. O investimento total foi de R$ 3 milhões, repassados pela empresa via lei de incentivo à cultura. O espaço é formado pelo prédio da estação ferroviária, duas plataformas de embarque – uma de carga e outra de passageiros –, uma caixa d’água e um silo construído para armazenar e auxiliar o embarque do minério de ferro.

 

 

 

 

Verde perto de você

 

A correria do dia a dia muitas vezes não nos deixa perceber como é arborizada nossa cidade. Tem gente que passa diariamente pela avenida Bandeirantes, no bairro Anchieta, e não sabe que ali existe um parque. O Julien Rien foi fundado em 1978, tem área de aproximadamente 14,4 mil metros quadrados de mata preservada e nascentes. É um dos que integra o cordão de parques no entorno da Serra do Curral, juntamente com a Mata das Borboletas, o Parque das Mangabeiras, o Fort Lauderdale, o Parque JK e o Parque das Nações. Sua ampla cobertura vegetal ocupa 80% da área, que é constituída por espécies ornamentais, árvores nativas e exóticas. “A fauna é diversificada, composta por aves como sabiá, joão-de-barro, bico-de-lacre e alma-de-gato”, diz a bióloga da Fundação de Parques da Prefeitura de BH, Edanise Guimarães Reis. Além disso, há uma pista de skate e espaço de convivência. Ele funciona de terça-feira a domingo, das 8 às 18 horas.

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