A zona sul vai mudar

por Kátia Massimo e André Lamounier 07/06/2011 11:43

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Geraldo Goulart, Eugênio Gurgel e Cláudio Cunha
None (foto: Geraldo Goulart, Eugênio Gurgel e Cláudio Cunha)

Se você é daqueles que achavam que o mercado imobiliário da capital mineira dava sinais de esgotamento, prepare-se. Está para ser lançado o maior e mais impactante empreendimento que Belo Horizonte já viu nos últimos anos. Trata-se de uma área de quase 1 milhão de metros quadrados, equivalente a 100 hectares ou 10 mil campos de futebol juntos.

 

Isso é quase toda a área do bairro de Lourdes – que tem 139 hectares – ou a totalidade do bairro São Bento, que ocupa exatamente 100 hectares. O mais surpreendente, contudo, não é isso, mas sim o fato de que a área está localizada na região mais valorizada da capital, a zona sul, entre os bairros Belvedere e Sion. O terreno tem início na Praça JK, no Sion, próxima à favela do Acabamundo, segue em direção à praça Alaska e à rua Patagônia e se estende por toda a costa do Belvedere, na vizinhança da Serra do Curral.

 

Maria Cristina Valle, da Caparaó: “Vamos fugir da mesmice”

 

De propriedade da família Pentagna Guimarães, o terreno acaba de ser negociado com duas das mais importantes construtoras do país, as mineiras Patrimar e Caparaó. No local está previsto um vultoso empreendimento imobiliário, mas que ocupará apenas 1/3 do espaço. O restante será mantido como área de preservação, dentro de um grande parque.

 

O projeto ainda está em fase de finalização e vai incluir obras de infraestrutura viária, edificações residenciais e comerciais, além do parque. Entre as obras viárias previstas, está uma avenida de ligação direta entre os bairros Belvedere e Sion. “Não será um condomínio fechado, mas um espaço público”, diz Maria Cristina Valle, diretora de planejamento e projetos da Caparaó, uma das mais conceituadas empresas de incorporação e construção do mercado brasileiro. “A cidade vai ganhar um presente”.

 

Antes de dar início aos estudos do que poderia ser feito na área, as duas construtoras resolveram ouvir a sociedade. Chamaram ambientalistas, lideranças comunitárias e autoridades para compreender qual a melhor maneira de ocupar tamanho espaço de forma sustentável. O resultado do diálogo serviu de balizador do projeto que prevê, entre outras coisas, que a área seja autossustentável. “Descobrimos que não bastava entregar um belo parque para a comunidade”, diz Cristina. “Era preciso encontrar uma forma de tomar conta dele”.

 

Ricardo Pitchon, da Gribel Pactual: “Vai ser a pérola da coroa do mercado imobiliário mineiro”

 

O projeto, que será divulgado em breve, vai mostrar uma enorme área de preservação, dentro da qual haverá um grande parque e, dentro deste, um conjunto de empreendimentos imobiliários que será responsável pela manutenção de toda a área. “Esta obra vai colocar BH em linha com o que existe de mais moderno no mundo em matéria de ecologia e sustentabilidade”, diz Cristina Valle.
Para erguer as edificações em harmonia com o meio ambiente, foram estabelecidas algumas condições. Uma delas está no coeficiente de aproveitamento da área, 10 vezes menor que a do Belvedere, por exemplo. No novo espaço, o coeficiente será de 0,3. A título de comparação, o mesmo índice no Belvedere é de 3,0 em média. Ou seja, no mesmo espaço em que no Belvedere foram erguidos 10 prédios, lá existirá apenas 1.

 

Outro ponto importante diz respeito às chamadas visadas da Serra do Curral. Ou seja, as torres serão baixas de modo a não prejudicar a vista da Serra, um dos símbolos ecológicos da cidade. Com as obras viárias previstas, espera-se grande alívio no complicado trânsito da região. “Esse projeto vai mudar completamente o vetor imobiliário da zona sul”, diz Ricardo Pitchon, vice-presidente da Gribel Pactual imóveis e um dos mais respeitados profissionais do mercado de alto luxo da capital. “O eixo, que hoje está dirigido para Nova Lima, vai voltar para BH”.

 

O que Pitchon está dizendo é que a busca desenfreada por imóveis na região de Nova Lima deve ser contida com o novo empreendimento na capital. Além disso, os reflexos na economia da cidade serão óbvios. “A novidade é fabulosa e deixou o mercado muito otimista”, diz Ricardo. “Vai ser a pérola da coroa do mercado imobiliário mineiro”.

 

Marcelo Martins, diretor da Patrimar, uma das construtoras que negociou a nova área: “O projeto é impactante, inclusive no que tange às questões ambientais e de paisagismo”

 

Segundo os especialistas, o novo empreendimento não deve provocar mudanças nos preços habitualmente praticados nos imóveis na zona sul da cidade. Tudo indica que o valor do metro quadrado na nova área deverá acompanhar aquele que atualmente é praticado no Belvedere, de R$ 10 mil o metro quadrado. Isso porque a expectativa do mercado é de que sejam erguidos no local apenas edificações de alto padrão, tendo em vista que esse é o perfil das construtoras Caparaó e Patrimar. “Ter a assinatura dessas duas marcas é certeza de que estamos falando de empreendimentos de elevado conceito”, diz Ricardo Pitchon.

 

Referências de qualidade no mercado imobiliário nacional, as construtoras mineiras Patrimar, fundada em 1963, e Caparaó, com mais de 50 anos de tradição, carregam a marca do luxo e da inovação em seus projetos. Portanto, o público-alvo do que será lançado são as classes mais elevadas. “O conjunto vai valorizar toda a vizinhança”, diz Marcelo Martins, diretor da Patrimar. “O projeto é impactante, inclusive no que tange às questões ambientais e de paisagismo”.

 

Como se trata da maior área disponível na região sul de Belo Horizonte, a estimativa dos construtores é de que os empreendimentos estejam concluídos dentro de 10 a 15 anos, dada a grandiosidade do que será feito. “Será diferente de tudo”, garante Cristina Valle. “Vamos fugir da mesmice do mercado imobiliário”.

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