Retratos da Cidade 3

por Simone Dutra 05/07/2011 07:25

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Maíra Vieira, Eugênio Gurgel e Divulgação
None (foto: Maíra Vieira, Eugênio Gurgel e Divulgação)

Com cara de igreja

 

Alguns edifícios da capital mineira nasceram com um propósito e ao longo dos anos acabaram angariando outras funções. Um deles é o prédio da rua da Bahia esquina com avenida Augusto de Lima, no coração de BH. O belo edifício, de estilo neogótico, construído em 1914, hoje abriga o Centro de Cultura Belo Horizonte (CCBH), um dos espaços culturais mais ativos da cidade. Ele foi arquitetado primeiramente para sediar a Câmara Municipal, a biblioteca pública e também a primeira rádio da cidade (PRC-7, Rádio Mineira), as aulas inaugurais da Escola de Arquitetura da UFMG, os museus de Mineralogia Professor Djalma Guimarães e da Força Expedicionária Brasileira. “Ele é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e foi restaurado em 2007”, afirma o coordenador do CCBH, Gilvan Rodrigues dos Santos. Hoje, o centro tem biblioteca com mais de 2 mil volumes, sala de leitura, internet cidadã com acesso gratuito, videoteca para consulta local, cafeteria e sala multimeios.

 

 

 

 

Hora de dizer adeus

 

Depois de mais de três décadas, um dos famosos relógios da capital mineira deixou de marcar o tempo dos belo-horizontinos. Localizado no prédio em frente à rodoviária, na praça Rio Branco, o gigantesco relógio digital da antiga Minas Brasil, atual Zurich Brasil, foi retirado por conta da nova regulamentação para publicidade externa, estabelecida na Lei Municipal 9.845/10 do Código de Postura de Belo Horizonte. Mas nem todo mundo ficou satisfeito com a decisão. Como o aposentado Márcio Azevedo de Souza, 72 anos, para quem a retirada do relógio é mais um exemplo de como a cidade promove mudanças em seu cenário sem ouvir sem moradores. “Sempre que venho ao centro, tenho costume de olhar para o relógio para conferir as horas e agora, quando olho para cima, ele não está mais lá”.

 

 

 

 

Praça caipira

 

As festas juninas-julinas pipocam em todas as regiões de BH: nas ruas, clubes e escolas principalmente. Na praça da Estação não é diferente: é lá que acontece o Arraial de Belô, que há 33 anos oferece entretenimento e diversão para pessoas de todas as idades. Além de barraquinhas com comidas típicas, o público pode apreciar e se encantar com as coloridas roupas caipiras e coreografias, shows e decoração tradicional de uma bela festa julina. Este ano, as finais do concurso contam com 14 grupos, que se apresentarão entre os dias 8 e 10 de julho. “É uma das maiores festas do país, que preserva a dança, gastronomia típica e a preocupação com a cultura popular”, afirma Marcelo Borges, presidente da União Junina Mineira, que organiza o evento com a prefeitura de BH e a Belotur. Quem ganhar o primeiro lugar embolsará R$ 12 mil; o segundo, R$ 10 mil; e o terceiro, R$ 8 mil. A partir daí... Olha a cobra! É mentira!...

 

 

 

 

Santo museu

 

Há mais de 10 anos peças sacras roubadas de igrejas e capelas mineiras, recuperadas pela polícia, estão guardadas em um depósito da Secretaria de Estado de Defesa Social, no Barro Preto. O acervo há dois anos vem sendo catalogado pelo Iepha-MG. Agora, as peças estão sendo expostas no Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte, no bairro Santa Tereza. São mais de 400 itens, entre imagens de santos, crucifixos, castiçais, cálices e âmbulas, que podem ser vistos até 29 de julho, de terça a sexta-feira, das 14h às 16h. “Estamos estudando a possibilidade de fazer uma exposição itinerante, até mesmo para as paróquias reconhecerem suas peças”, afirma o coordenador do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, padre José Geraldo Sobreira.
 

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