Gente Fina 4

por Carolina Godoi 10/08/2011 11:51

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Eugênio Gurgel e Geraldo Goulart
None (foto: Eugênio Gurgel e Geraldo Goulart)

Choque de realidade

 

Mesmo eliminada na primeira semana do Super Chef, reality show do Mais Você, o programa deu gás suficiente para que a chef  Paula Cardoso (indicada como revelação pela Encontro Gastrô do ano passado) se despedisse da cozinha do restaurante O Dádiva para abrir seu próprio espaço gastronômico, que vai contar com cursos de culinária, encontros de chefs e eventos e jantares personalizados. Com apenas 27 anos, Paula já acumula experiências de dar inveja a qualquer um dos 60 participantes que teve de enfrentar para ser selecionada para a disputa global. Ela morou em Barcelona, onde fez curso de cozinha catalã, trabalhou em restaurante vietnamita e estagiou com Xavi Franco, dono do estrelado Sauc. De volta ao Brasil, passou um mês na cozinha do Dom, de Alex Atala. “Aprendi com ele que o mais importante é o frescor dos ingredientes”, diz a mineira. Inicialmente incomodada com a exposição exacerbada do reality, ela conta que encarou o desafio porque queria aprender. “O que me interessava era a cozinha e não a câmera; talvez por isso tenha saído prematuramente”, avalia.

 

 

 

Missão nada impossível

 

Este artista plástico nato do Piauí, que veio com a família para Belo Horizonte ainda bebê, tem demonstrado que a produção artística pode ser tão ampla quanto a imaginação permitir. Em ritmo frenético, Rogério Fernandes se engaja em projetos tão diferentes quanto sua arte globalizada: cria gravuras, aquarelas, litogravuras, óleos e acrílicas sobre tela, esculturas em madeira que viram telas, arte para capas de CDs e ilustrações de livros infantis. São dele também algumas intervenções urbanas como pinturas das sedes do grupo O Corpo, Espaço CentoeQuatro e Teatro Spetáculo. Ao mesmo tempo em que sua arte cai no mundo (suas telas acabam de girar pela Áustria, Portugal e Espanha dentro do Circuito Internacional de Arte Brasileira), ele redescobre seu estilo na xilografia nordestina e revisita o cordel com seu realismo fantástico. Busca inspiração nas lendas brasileiras dos índios e escravos negros e em diversas culturas, como a iraniana, japonesa, maia e chinesa. As imagens surpreendentes e coloridas, onde o real e o imaginário se fundem, já encantaram o músico Alceu Valença, a atriz Bruna Lombardi e o ator e humorista Lúcio Mauro Filho, e não raro, visitantes de outros países passam a tarde em seu simpático atelier-galeria no Sion, na difícil tarefa de escolher um dentre dezenas de quadros. A missão de Rogério agora é levar a mesma estrutura de BH para São Paulo e Rio de Janeiro, já que está firmando parcerias para viver na ponte aérea. Tudo isso para continuar a “produzir, produzir e produzir sempre, e ser cada vez mais livre.”

 

 

 

Golaço em família

Mesmo quem entende tudo de futebol e conhece de cor a trajetória do mineiro Wilson Piazza – campeão brasileiro pelo Cruzeiro Esporte Clube em 1966 e tricampeão pela Seleção Brasileira de Futebol em 1970 –, não tem ideia de como o esporte ainda faz parte de sua vida. Primeiro jogador a se preocupar com o futuro dos atletas de alta performance, foi ele o portador de reivindicações da classe ao então presidente Geisel, ao partir para a Copa do Mundo da Alemanha em 1974. Hoje, leva a sério a missão de pavimentar o caminho de jogadores depois do auge. É presidente da Associação de Garantia ao Atleta Profissional de MG e da Federação das Associações de Atletas Profissionais, onde presta assistência social e educacional, com bolsas de estudos de todos os níveis, cursos profissionalizantes, auxílio alimentação, assistência médica e jurídica e encaminhamento para empregos para cerca de 23 mil jovens. “Futebol arruma a vida de poucos e desarruma a vida de muitos”, diz, justificando a importância do trabalho que ele chama de “destreinar o atleta”. E transmite lições de vida que, desde cedo, o filho Felipe Piazza absorveu. O futebol sempre esteve presente como paixão: “Todos os finais de semana acompanhava meu pai em jogos, mas nunca pensei em me profissionalizar”, conta o administrador de empresas com especialização em gestão de pessoas e logística, que puxou do pai o lado empreendedor. Como no futebol, nos negócios a tomada de decisão tem hora certa para acontecer. O jovem de 32 anos se uniu ao sogro Tadeu Machado Zica (bem sucedido empresário do setor de mineração) para abrir em Belo Horizonte franquia da Multicoisas – empresa de Campo Grande eleita a melhor do Brasil este ano pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. A família ensina que gols de placa também podem ser feitos fora de campo.

 

 

 

Design no sobrenome

 

Desembarcar de uma recente viagem à França como uma das indicadas ao Cannes Lions Creative Festival é mais do que uma corrida a prêmios – pelas 15 peças inscritas em diversas categorias – para a mineira Mariana Hardy. É inscrever seu sobrenome, já consolidado na arquitetura, na história do design brasileiro. Feito importante, já que quatro gerações de sua família contribuíram com incontestável talento à sua formação. O bisavô belga, Raphael Hardy, foi precursor do art déco na capital mineira; o avô de mesmo nome foi um dos primeiros modernistas e diretor da Escola de Arquitetura da UFMG, e o pai, Álvaro Hardy, projetou, dentre outros, o anexo do Museu Abílio Barreto. Portanto, o caminho de Mariana na profissão já estava pavimentado, mas ela ousou seguir a própria personalidade dinâmica e inquieta: “O visual gráfico sempre me atraiu muito. Tenho mais opções de criação e resultados mais rápidos”, diz. Foi em Nova York, onde morou por três anos para estudar na Parsons The New School for Design e na School of Visual Arts, que a decisão se consolidou. Desenvolveu trabalhos para a empresa de design e arquitetura londrina Pentagram e para a americana Slover and Company, até que decidiu voltar a BH. Abriu escritório multidisciplinar com a sócia Cynthia Massoti, onde fazem muito mais do que criar logomarcas e websites: lançam este ano o resultado da direção de arte da nova campanha para a primavera/verão de uma marca de sapatos do sul do Brasil; o projeto gráfico de uma coleção de livros que resgata a música barroca mineira do século XVIII; e a criação de embalagens para novas linhas de produtos da Água de Cheiro.

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