Retratos da cidade 5

por Simone Dutra 15/09/2011 11:34

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Emanuel Pinheiro, Geraldo Goulart, Cláudio Cunha, Maíra Vieira
None (foto: Emanuel Pinheiro, Geraldo Goulart, Cláudio Cunha, Maíra Vieira)

No tempo dos fundadores

 

Você já ouviu falar da Praça dos Fundadores? Sabe onde fica? Escondida dos olhares dos belo-horizontinos, ela está localizada dentro do Parque Municipal Américo René Giannetti e concentra bustos de bronze dos fundadores da capital mineira: Augusto de Lima, Afonso Pena, Bias Fortes e Aarão Reis. Criados pelo artista plástico H. Leão Veloso, em 1963, a pedido do então prefeito Amintas Barros, os monumentos foram feitos para serem instalados na Praça Sete de Setembro no lugar do pirulito, que na época foi transferido para o Museu Histórico Abílio Barreto. Mas durante a administração do prefeito Souza Lima, em 1970, foram retirados e transferidos para o parque. A escolha dos políticos não foi aleatória: Augusto de Lima foi o responsável pela mudança da capital, de Ouro Preto para BH; Afonso Pena iniciou, em 1893, a construção da nova capital; Bias Fortes finalizou as obras e a inaugurou; e Aarão Reis foi o engenheiro chefe da comissão construtora, elaborou e acompanhou a construção da nova cidade. Para tornar a praça mais conhecida para os moradores de BH, o parque realiza, todo terceiro domingo do mês, às 10h, um recital de poesia.

 

 

 

Casa da arte

 

Durante a construção da capital mineira, vários arquitetos e engenheiros habitaram a nova cidade para trabalhar na edificação de prédios, praças, ruas e casas. Uma dessas casas resiste até hoje e mantém algumas características originais, de 1896, quando foi construída para abrigar o português Antônio Teixeira Rodrigues, o conde de Santa Marinha. Localizada às margens da linha férrea, na rua Januária, no Floresta, esquina com avenida do Contorno, a Casa do Conde, como é conhecida, presenciou o crescimento e declínio do transporte ferroviário em BH. Hoje, o casarão centenário abriga o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e faz parte do conjunto arquitetônico e paisagístico da praça Rui Barbosa, no centro da cidade. Ocupa área de 37 mil metros quadrados e conta com cinco galpões, oito salas e estacionamento com 600 vagas. “Estamos restaurando os galpões e um deles será a sede do centro de referência de bens materiais integrados de Minas Gerais, associado ao museu de Artes e Ofícios, e a UFMG irá restaurar peças históricas das cidades mineiras”, afirma o superintendente do Iphan, Leonardo Barreto.

 

 

 

Mais bonita que nunca

 

Um dos mais encantadores e lúdicos pontos turísticos de Lagoa Santa está de cara nova, ou melhor, de iluminação nova. A Gruta da Lapinha, localizada no município de Lagoa Santa, a 35 km de BH, ganhou novo projeto de segurança e lâmpadas coloridas. Segundo o gerente do Parque Estadual do Sumidouro, Rogério Tavares, a ideia é valorizar ainda mais as formações rochosas, chamadas de espeleotemas. “O projeto de luzes deixou a gruta ainda mais interessante. Investimos ainda em novas técnicas de segurança e condutores mais experientes”, afirma. A preocupação com a preservação ambiental também faz parte do projeto, tanto que agora os visitantes terão de obedecer algumas regras, como usar touca higiênica, capacetes e calçados fechados. Descoberta pelo pesquisador dinamarquês Peter Lund, em 1835, a gruta, uma formação rochosa de 600 milhões de anos, possui 511 metros de extensão e oito salões. A visitação acontece de terça a domingo, das 9h às 16h, e tem duração de 40 minutos.

 

 

 

A escola de Vila Rica

 

A Escola Estadual Governador Milton Campos, apelidada de Estadual Central, acaba de ter o muro revitalizado. A instituição – onde estudaram personalidades do cenário nacional, como o presidente Getúlio Vargas, o ministro Fernando Pimentel e a atual presidente Dilma Rousseff – teve cerca de 1.800 metros quadrados de espaço disponibilizado para 40 grafiteiros e alunos da escola usarem a imaginação e fazerem arte. Localizada na rua Fernandes Tourinho, a mais antiga escola secundária de Minas, criada em Ouro Preto em 1854, veio para Belo Horizonte dois anos após a inauguração da nova capital mineira em 1897. O prédio do Estadual, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, atende hoje a mais de 3.500 alunos de ensino médio, com 146 professores. “Há mais de sete anos o muro não passava por um processo de pintura. E isso só foi possível graças à parceria com instituições privadas e à ajuda de voluntários”, afirma o idealizador do projeto e membro do conselho colegiado,Vitor Diniz Campelo de Oliveira.

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