Telefonia de graça avança

por João Paulo Martins 19/09/2011 11:00

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Geraldo Goulart
None (foto: Geraldo Goulart)

Em plena era da informação, um famoso jargão do apresentador Chacrinha não se aplica mais: quem não se comunica, se trumbica. As opções de comunicação hoje são variadas, incluindo programas que substituem a telefonia tradicional. A última moda é o Viber, aplicativo para smartphones e tablets que propicia chamadas gratuitas entre usuários. O mais curioso: cria automaticamente uma lista de contatos a partir da existente em seu celular ou tablet.

 

O Viber se tornou uma febre entre os aficionados por tecnologia, por oferecer uma comunicação rápida e de ótima qualidade. Quando se acessa o programa, a lista de contatos de seu aparelho é incorporada e passa a mostrar seus conhecidos que possuem o programa – e quais estão online naquele momento. Se quiser contatá-los, basta optar por fazer a chamada pelo próprio software. A ligação, nesse caso, sai de graça.

 

Concorrentes do Viber, como o Skype, o Vono, o Terra VoIP e o recém-lançado Google Voice, já fazem isso há mais tempo. Têm uma vantagem e uma desvantagem. O trunfo do Viber é fazer o trabalho de verificar, em sua rede de contatos, quais têm e quais não têm o aplicativo. Já com os concorrentes isso não ocorre, mas há a possibilidade de conseguir tarifas diferenciadas para chamadas comuns – para um celular ou um telefone fixo, por exemplo. Isso, hoje, é impossível com o Viber.

 

 

 

O trunfo dos aplicativos de telefonia pela internet, representada pela sigla VoIP, é que estão disponíveis para os usuários em qualquer lugar, necessitando apenas de uma conexão de dados disponível, como 3G e WiFi. Além disso, as ligações são bem mais baratas do que as comuns. Por exemplo: pelo Google Voice, é possível ligar para qualquer lugar do Brasil por apenas R$ 0,03 por minuto, para telefones fixos, e, para os Estados Unidos, por apenas R$ 0,01. Se usarmos os planos tradicionais de telefonia fixa, discando de Belo Horizonte para São Paulo, o custo varia de R$ 0,24 a R$ 0,87 por minuto. Já para ligações internacionais, para Miami, por exemplo, o valor sobe para até R$ 1,81 o minuto.

 

A grande diferença entre as tarifas é um atrativo para os usuários, já que, por utilizar a internet, a qualidade da transmissão sofre altos e baixos de acordo com a conexão. “As soluções VoIP não conseguem garantir a qualidade, pois a instabilidade é inerente aos serviços de transmissão de dados. Isso não ocorre com as redes de fibra ótica da telefonia móvel e de radiofrequência das operadoras de celular”, explica Antônio Hamilton Magalhães, professor do curso de engenharia de telecomunicações da PUC Minas. O futuro está, então, na convergência das tecnologias, e, segundo o professor, já existem projetos de arquiteturas de redes miscigenadas de internet e radiofrequência, principalmente na Europa.

 

Antonio Valente, presidente da Telefônica: “Cada vez mais teremos tecnologias usando banda larga, com voz, dados e vídeo”
 

 

No Brasil, segundo dados do Ibope/Nielsen, existem 73,9 milhões de brasileiros com acesso à internet, o que cria um grande potencial para o mercado VoIP. Além disso, parcerias e aquisições só acrescentam mais lenha. A Microsoft adquiriu o Skype e o incorporou ao Facebook, e o Google comprou a Motorola Mobility, abrindo um poderoso mercado para o gigante da internet.

 

No caso do Terra VoIP, o consumidor pode até usá-lo de seu aparelho de telefonia fixa, bastando adquirir um adaptador ATA (Adaptador de Telefone Analógico). Com isso, as ligações, apesar de utilizarem a banda larga de internet, são efetuadas da forma tradicional. Resta então para as empresas de telecomunicações buscar alternativas para se manter nesse mercado competitivo.

 

Para o presidente do Grupo Telefônica (responsável pelo Terra VoIP), Antonio Carlos Valente, a questão não é apenas pensar em ferramentas, e sim, em inovações. “O que é uma tendência irreversível é que cada vez as pessoas vão se comunicar mais, a partir de dois eixos. O primeiro é a mobilidade, e o segundo a largura de banda. Cada vez mais teremos tecnologias usando a banda larga, com voz, dados e vídeo”, afirma. Para ele, esses dois eixos são os responsáveis por desenhar o futuro da indústria de telecomunicações.

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