Fiel escudeira

por João Pombo Barile 20/09/2011 08:10

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Eugênio Gurgel, Emmanuel Pinheiro, Guilherme Dardanhan/divulgação, Arquivo pessoal
A advogada Célia Pimenta faz prospecções para a terceira geração do Choque de Gestão (foto: Eugênio Gurgel, Emmanuel Pinheiro, Guilherme Dardanhan/divulgação, Arquivo pessoal)

Desde os tempos de JK, os mineiros sabem: na política, todo governante para comandar de forma justa e objetiva, tem de contar com profissionais comprometidos com seu projeto. Pessoas interessadas em construir um Estado mais eficiente e rápido. Durante os dois governos de Aécio Neves, por exemplo, estas duas pessoas foram a irmã dele, Andréa Neves, e o atual governador Antonio Anastasia. Como dois fiéis escudeiros, a dupla trabalhava 24 horas por dia para Aécio fazer um bom governo. E foram peças fundamentais no êxito da administração – razão central para o sucesso dos dois governos do neto de Tancredo.

 

No governo Anastasia não é diferente. Profundo conhecedor do direito administrativo desde os tempos de estudante, o governador sabe, como poucos da classe política brasileira atual, que é fundamental se cercar de pessoas que o ajudem a transformar suas boas ideias em ações. Com seu jeito sereno e seguro, ele vai construindo um governo onde, nos postos centrais, estão homens e, sobretudo, mulheres competentes e de sua inteira confiança. E a posse da advogada Célia Pimenta Barroso Pitchon na Ouvidora Geral do Estado no início do mês passado foi mais um passo importante nesta direção.

 

Anastasia e Célia Pimenta são velhos amigos. Os dois se formaram na mesma turma, em meados dos anos 1980, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Era o final da ditadura. E nascia ali uma grande amizade. “Célia, desde menina, sempre foi mesmo muito estudiosa”, conta o deputado Bonifácio Mourão (PSDB-MG), primo da ouvidora. Ele descreve ainda que, logo que ela se formou, foi convocada para concorrer ao Prêmio Rio Branco, concedido aos cinco primeiros alunos, por média, em todas as disciplinas, durante o curso de graduação de direito. “Ela estava sempre estudando”, conta, para, em seguida, emendar: “Foi ela, aliás, quem me chamou a atenção para o talento do governador Anastasia”, afirma o político.

 

Bem no estilo anos 1980: Renato Prates, hoje juiz da 8ª Vara Federal; Mônica Sette Lopes, que é hoje
juíza do Trabalho; e a hoje ouvidora Célia Pimenta, ao lado do então estagiário de direito Antonio Anastasia
 

 

Mourão explica que partiu da prima mais nova a ideia de convidar um jovem colega para ajudá-lo na relatoria da Constituinte Mineira, no final dos anos 1980. “Ela me sugeriu: ‘Por que não chama o Antonio? Ele é um crânio’. Mandei chamá-lo em meu gabinete no dia seguinte. E, em menos de 15 minutos, percebi que Anastasia era mesmo muito inteligente. Ele foi importante na redação da Constituinte Mineira”, confidencia Mourão.

 

Sentada na sua sala, no 12º andar do Edifício Gerais, da Cidade Administrativa, Célia Pimenta é uma mulher discreta. E não gosta muito de falar do assunto. “Somos amigos mesmo. Amigos de verdade. Mas não cheguei até aqui por causa disto”, diz.

 

E ela é mesmo dona de uma trajetória invejável. Com larga experiência na advocacia, acumula no currículo cargos como o de conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e juíza do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), além de ter sido fundadora e presidente do Movimento das Advogadas Mineiras.

 

O governador Antonio Anastasia e a ouvidora Célia Pimenta durante a cerimônia de posse, no mês passado: o objetivo é que o cidadão seja parceiro na execução das políticas públicas
 

 

Muito animada com a nova missão confiada pelo governador, Célia Pimenta faz questão de conversar com nossa reportagem o tempo todo ao lado do ouvidor-adjunto, Agílio Monteiro Filho. “Somos uma equipe. E o doutor Agílio será fundamental para conseguirmos implementar todos os projetos”, conta.

 

Para o governador Anastasia, é um prazer e uma honra ter Célia como parte de seu governo. Ele não economiza adjetivos para falar da nova ouvidora: “O preparo e a sensibilidade de Célia Pitchon, minha amiga de muitos anos, foram continuamente demonstrados ao longo de sua brilhante trajetória jurídica e pessoal, e certamente resultarão em um trabalho exemplar, com expressivos benefícios para o povo mineiro”, afirma o governador. “Principalmente estando ela à frente de um órgão que representa um caminho fundamental de contato entre o indivíduo e a esfera governamental, um importante fórum de recepção das ideias, das sugestões e dos avanços, permitindo que o cidadão seja também um parceiro na execução das políticas públicas”, diz.

 

 

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