Agora são outros quinhentos

por Fábio Doyle 21/09/2011 09:16

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Studio Cerri/divulgação
None (foto: Studio Cerri/divulgação)

Aposta ousada da Fiat, a nova geração do Fiat Cinquecento promete dar o que falar. Ousada porque a montadora italiana conseguiu reduzir o preço de entrada do subcompacto urbano, que vinha da Polônia e agora vem do México, de R$ 60 mil para R$ 39.900. Ainda mais ousada porque, mesmo com preço mais baixo, o carro evoluiu em todos os sentidos.

 

O novo Cinquecento oferece três opções de câmbio (manual, dualogic e automático) e duas alternativas de motorização mais evoluídas, mais econômicas e menos poluentes. Passa a ser o mais competitivo do segmento B Premium no mercado brasileiro. No que se refere à categoria, fica na faixa de carros como o Smart (Mercedes-Benz) e o Mini (BMW), que custam R$ 60 mil e R$ 89 mil, respectivamente. Briga também com o New Beetle da Volkswagen, que, também oriundo do México, chegará ao mercado brasileiro em breve, mas dificilmente com um preço próximo do Cinquecento. O curioso é que a Fiat, ao lançar o novo modelo, nem sequer menciona esses carros como concorrentes diretos ao seu e leva em consideração apenas os preços.

 

O mercado brasileiro é importante para o Cinquecento, mas não é o principal. A meta primordial desse subcompacto é a levar a Fiat de volta ao mercado norte-americano, que, apesar dos pesares, ainda é o maior do mundo. Após uma série de tentativas frustradas, a Fiat se retirou dos Estados Unidos na década de 1970 com o estigma de fabricar carros que davam muitos defeitos. Quando se menciona o nome Fiat para um norte-americano, ele lembra que em seu país ela é conhecida com a expressão “Fix it Again, Tony”, referência jocosa às letras iniciais da marca e que apontavam os carros como sinal de problema constante.

 

Com o novo Cinquecento, um carro que exala charme e oferece todos os itens de segurança e conforto que o consumidor norte-americano – o mais exigente do mundo – pede, a Fiat aposta que, desta vez, conseguirá chegar lá. Auxiliada também pelo fato de ser agora majoritária da marca Chrysler.

 

O Fiat 500 2012, como o Mini ou o New Beetle, é a moderna recriação de um clássico. Ele foi lançado na Itália quatro anos atrás, no quinquagésimo aniversário do original, com motor de 0,5 litro, lançado em 1957. Meio milhão de unidades do Fiat 500 foram vendidas na Europa com a ajuda de 60 prêmios internacionais, entre eles o de Carro Europeu do Ano em 2008.

 

Entre os carros de seu segmento, o 500 é o mais divertido e de longe o mais amigável em dirigibilidade. Em relação ao Mini, ele é 12 cm menor, custa agora quase a metade do preço e vem equipado com bluetooth, além de trazer no ombro as cinco estrelas nos testes de impacto. Tem desempenho esportivo, é econômico no consumo de combustível, incorpora tecnologia, tem estilo, é atraente e pode ter até sete airbags. Além disso, traz de série em todas as versões freios com ABS e EBD. Um destaque é o novo motor de 1,4 litro MultiAir, com tecnologia que permite a redução do consumo de combustível e da emissão de gases poluentes em cerca de 10%.

 

Cinquecento de cara nova: Fiat quer reconquistar o mercado norte-americano, de onde saiu há 40 anos com o estigma de fazer carros que quebram muito
 

 

Pode ter ainda, como opcional, a tecnologia hands free Blue&Me, – nos EUA é de série –, sistema de som Bose e câmbio manual ou automatizado dualogic de cinco velocidades ou automático de seis velocidades. É câmbio para todos os gostos.

 

O novo 500 chega ao mercado brasileiro com duas motorizações e cinco versões de acabamento. A de entrada traz o motor EVO 1.4, o mesmo que equipa o Novo Uno, e pode ter câmbio manual ou dualogic, com preços de R$ 39.900 e R$ 42.900, respectivamente. As três versões superiores trazem a motorização 1.4 MultiAir, que começa com a Sport, R$ 48.800 com câmbio manual e R$ 52.800 automático, e a Lounge automática, que sai por R$ 54.800. Para celebrar a nova geração do Cinquecento, a montadora apresenta ainda uma série especial, que chamou de Prima Edizione, restrita a 500 unidades, câmbio manual, que será vendida por R$ 50.400.

 

Outra novidade da marca no Brasil para o novo Fiat 500 é o Eco:Drive, um sistema que tem como objetivo ajudar a melhorar a eficiência da condução para reduzir o consumo de combustível e a emissão de gás carbônico (CO2) no meio ambiente. Essa tecnologia permite o controle constante e detalhado do consumo de combustível e dos níveis de emissão de CO2, criando um incentivo para ser mais econômico.

 

O motor 1.4 EVO Flex que equipa as versões de entrada do novo Fiat 500 produz potência máxima de 85 cv a gasolina e 88 cv a etanol. Seu torque máximo é de 12,4 kgfm a gasolina e 12,5 kgfm a etanol, sempre a 3.500 rpm. Já o motor 1.4 16V MultiAir a gasolina gera potência de 105 cv e torque máximo de 13,6 kgfm a 3.850 rpm.

 

Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat, diz que poderá vender entre mil e 1.500 unidades do Cinquecento por mês em sua rede brasileira de 560 concessionários. Nos Estados Unidos e Canadá, para onde a Fiat quer mandar a maior parte da produção mexicana do Fiat 500, a meta é vender 50 mil unidades por ano. Nesses países, como também no México, a oferta do Cinquecento se limita ao motor 1.4 MultiAir e aos câmbios automático sequencial e manual.

 

Com menos impostos e menor custo de frete, nos EUA o preço do Cinquecento começa em US$ 15.500 (R$ 26.350) e termina em US$ 19.500 (R$ 33.150). E para nos deixar ainda mais inconformados: a lista de itens de série oferecida para os consumidores norte-americanos é bem mais completa do que a definida para o Brasil.

 

(*) O jornalista viajou a convite da Fiat Automóveis

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